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Club Med lança promoção online para compras só neste fim de semana

Posted on 23 September 2011 by lucbaster

Apenas nesse fim de semana, de hoje até domingo, os clientes Club Med podem garantir desconto de 50% para o acompanhante nos Villages Itaparica e Trancoso. A promoção “Compartilhe sua Felicidade” vale para reservas pelo site www.clubmed.com.br com estadias até 2 de novembro.

Debruçado sobre as falésias da Costa do Descobrimento, o village Trancoso é cenário ideal para os apaixonados. A extensa e quase deserta praia convida para um passeio a dois no fim de tarde. O projeto arquitetônico, assinado pela premiada arquiteta Patrícia Anastassiadis, segue o estilo típico da região, com madeira de demolição, cores vivas, motivos indígenas e artesanato de madeira e palha. Para os amantes do esporte, o village oferece mais de 20 atividades como tênis, vôlei de praia, futebol e arco e flecha. Os destaques são o Trapézio Voador, de onde é possível avistar toda a praia de Trancoso e o golfe, que pode ser praticado em dos melhores campos da América do Sul, o Terravista Golf Course. São 18 buracos distribuidos por 300 hectares de beleza e desafios. O cartão-postal do campo é o buraco 14, que exige uma precisa tacada sobre a falésia a 40 metros de altura em relação à praia. Para quem quer dar suas primeiras tacadas, pode participar das aulas diárias da Escola de Golf Club Med, já incluída no pacote.

Itaparica foi o primeiro village Club Med do Brasil e tem um romântico projeto arquitetônico que se integra às belezas naturais do litoral baiano. Os 333 quartos são espalhados por bangalôs sobre palafitas, interligados por pontes. Em Itaparica, os GMs também podem curtir a Escola de Circo, as 14 quadras de tênis, o campo de golfe, vela, arco e flecha, além de diversas outras atividades esportivas e de lazer. Com 200 quartos reformados, as famílias tem local marcado nas suítes famíliares para até quatro ocupante e à margem da lagoa. Para os casais, o village oferece uma suíte com vista para a lagoa, varanda privativa e um ofurô para duas pessoas.

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ABETA Summit 2011 vai falar sobre a cultura da vida ao ar livre

Posted on 16 September 2011 by lucbaster

Estão a todo vapor os preparativos para o ABETA Summit 2011 – 8º Encontro Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura, que acontece entre os dias 19 e 22 de setembro em São Paulo. O evento promovido pela ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura - tem como tema este ano a Cultura da Vida ao Ar Livre. Para o presidente da ABETA, Jean-Claude Razel, o contato com a natureza está perdendo espaço no dia a dia das pessoas que vivem em grandes cidades. “Precisamos incentivar um público maior a valorizar a cultura da vida ao ar livre. Pode ser por meio do resgate de experiências já vividas geralmente na infância, ou pelo estímulo à primeira vivência, geralmente para crianças”, analisa.

abet summit 2011

O evento conta com apoio do Ministério do Turismo, da Embratur, do SEBRAE Nacional, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), do estado de Minas Gerais, e das empresas Calebe Design, Hi-Tec, Solo e Revista Aventura & Ação. Além disso, tem como parceiros a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e a Adventure Travel Trade Association (ATTA).

Dentre as tradicionais atrações do evento destaque para o Congresso Técnico, os Encontros de Negócios Nacionais e Internacionais e a Agenda Social, responsáveis respectivamente pela divulgação do conhecimento, apoio a comercialização de produtos e destinos do segmento e impulsão ao incentivo de parcerias. Já as novidades ficam por conta do Lounge da Aventura, Summit Fitness e Adventure Band, que juntas prometem deixar o ABETA Summit ainda mais interativo.

Inscreva-se já no site http://www.abetasummit.com.br

SERVIÇO

ABETA SUMMIT 2011 – 8º Encontro Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura

Data: 19 a 22 de setembro

Local: São Paulo – SP

Informações: http://www.abetasummit.com.br

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Cuba, uma introdução

Posted on 21 March 2011 by Pedro Serra

Visitar Cuba é como estar em um grande museu a céu aberto, com carros dos anos 50 dividindo a atenção dos turistas com prédios coloniais… sim, muitos estão caindo aos pedaços (tanto os carros quanto os prédios), mas esse é o charme (se é que se pode chamar de charme) da ilha revolucionária que há anos desafia seu grande vizinho ao norte. Realmente não tenho a menor vontade de entrar em discussões sócio-politico-econômicas aqui, embora, muitas vezes, acho que seja impossível se fugir do assunto ao falar sobre as condições do país e de sua população.

Havana, Cuba

Fim de tarde em Havana - Foto: Pedro Serra

carros em Havana, Cuba

Viagem ao passado - foto: Pedro Serra

havana, cuba

Havana by night - foto: Pedro Serra

Mais do que turismo, minha viagem para Cuba tinha um objetivo maior: estudar realização de documentários na Escuela Internacional de Cine y TV. Com oito horas de aulas por dia (incluindo sábados), me sobrou pouco tempo para passear neste quase um mês que eu passei na ilha. Pude, no entanto, conviver com os cubanos, descobrir as ruas de Havana, me embrenhar no povoado de Bejucal e descobrir tudo sobre as tradicionais charangas, além de ouvir a música e vivenciar a cultura que fizeram a fama do país.

EICTV - escuela Internacional de Cine Y TV

Pôr do sol na Escuela de Cine - Foto: Pedro Serra

Bejucal, Cuba

Gravando um documentário em Bejucal

havana, cuba

Capitólio - havana - foto: Pedro Serra

Quatro semanas são pouco para se entender um país tão difícil. Explicá-lo, então… Começando pelos cubanos, que têm um quê de jeitinho brasileiro. Para sobreviverem em um país onde a maior parte da economia é informal, ou por baixo dos panos, se transformaram em malandros, sempre buscando uma maneira de te vender alguma coisa (seja um serviço, uma ajuda ou um produto). Isso não significa que eles estejam querendo te dar a volta… apenas precisam de dinheiro e você, turista, é o único que pode dar isso para ele. Só para dar uma ideia, uma pessoa que tem um carro e o transforma em taxi (sem a anuência do estado e com o risco de ser preso) pode ganhar muito mais do que um médico. Isso porque o país trabalha com duas moedas: uma para a sua população e outra para os turistas. Enquanto o Peso Cubano vale uns US$ 0,05, o Peso Cubano Conversível (conhecido como CUC) vale mais do que a moeda americana. Logo, se você trabalha com turistas, recebe a moeda dos turistas… se trabalha com a população local, está f****.

El Che Guevara - havana, cuba

El Che Guevara - Havana - foto: Pedro Serra

Havana - Cuba

Nem só de beisebol vivem os cubanos - Foto: Pedro Serra

malecon, havana, cuba

Fim de tarde no Malecon - foto: Pedro Serra

Só o fato de existirem duas moedas já seria o suficiente para causar grandes diferenças sociais no país socialista, mas há outros fatores que influenciam também, como os dolares que vêm dos exilados. E parece que em Cuba, cada família tem o seu representante no exterior. Minha estranheza com o sistema “socialista” de Cuba já começou quando eu peguei o voo da Cubana de Aviación e vi que o velho avião russo estava dividido em primeira classe e classe econômica… mas, espera aí! Divisão de classes em avião cubano??? Chegando no aeroporto, havia uma área VIP. Chegando em Havana, havia pessoas andando com motorista no banco de trás de Mercedes e Audis…

Hotel Havana Libre, Cuba

Hotel Havana Libre - Foto: Pedro Serra

havana, cuba

Em uma praça de Havana

A partir de hoje, em uma série de posts, vídeos e fotos, vou tentar levar vocês a conhecer melhor a terra de Fidel (pelo menos a que eu vi) e entender por que esse país cheio de idiossincrasias merece tanto uma visita.

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Um nômade, de Israel para o mundo

Posted on 19 October 2010 by Pedro Serra

Há cerca de nove anos, o israelense Erick Neemann, de 64 anos, vendeu suas coisas e saiu de casa para conhecer o mundo. De lá para cá, foram 14 países visitados. “Os primeiros oito anos eu passei na Ásia: Tailândia, Vietnam, Laos, Cambodia, Índia, Nepal, Cingapura, Hong Kong, Tibet, China, Filipinas, Burma… espero não ter esquecido nenhum. Agora, na América do Sul, eu já visitei a Bolívia e o Peru”, enumera ele, que volta para casa durante um mês por ano para visitar a família e amigos.

Eric Neemann

Eric em uma das poucas fotos em que aparece

Cinco anos atrás, Eric começou a mandar suas fotos de viagem para os amigos. Aos poucos, a lista foi crescendo, se tornou famosa e já conta com mais de 250 “assinantes”, que recebem dois emails semanais com as imagens. Por ano, ele estima tirar cerca de 15 mil fotos. Viajando sempre com os guias da Lonely Planet à tira-colo, Eric coleta todos os erros, correções e novidades que encontra pelo caminho e envia para a editora. Em uma dessas, chegou a receber um convite para fotografar para a empresa, mas acabou recusando.

Eu primeiro ouvi sobre Eric e sua famosa lista Bonito, através de um casa de holandeses que haviam conhecido o israelense no Peru. Fiquei curioso e, para conhecer um pouco mais sobre a vida deste nômade, entrevistei-o por email para o Sem Destino. Quem quiser entrar na mailing list de Eric, basta enviar-lhe um email. O endereço é eneemann@gmail.com.

Yuan-Yang, na China - Foto: Eric Neemann

Yuan-Yang, na China - Foto: Eric Neemann

Sem Destino: Por que você resolveu deixar tudo para trás e abraçar esse estilo de vida nômade?

Eric Neemann: A resposta não é simples. Foi uma combinação de eventos que acabaram por me fazer escolher esse estilo de vida. Há uns 10 anos, a companhia para qual eu trabalhava foi à falência. Eu tentei por mais de um ano encontrar um novo emprego mas, na minha idade, não consegui nenhum. Israel é um país caro para se viver e eu vi as minhas reservas irem diminuindo rapidamente. Minha filha mais velha (que tem três filhos) sugeriu que eu viajasse para a Ásia, já que é um lugar mais barato e eu gosto de viajar. Eu experimentei e acabei gostando.

Arequipa, Peru - Foto: Eric Neemann

Arequipa, Peru - Foto: Eric Neemann

SD: Qual o melhor lugar que você até agora?
EN: muitas pessoas me fazem essa pergunta, mas é muito difícil de responder. Eu sou o tipo de pessoa que encontra boas coisas em qualquer lugar. Um amigo meu, olhando as minhas fotos, disse: “Quando eu estive em Lima, eu achei o lugar feio. Olhando as suas fotos, eu já não tenho mais tanta certeza”. Sendo assim, para dizer que um lugar é “o melhor” depende do seu ponto de vista e mentalidade. Posso dizer que há lugares que eu gosto mais, mas não dizer que são os melhores. Se você encontrar “o melhor” lugar, esse é o lugar que você vai querer ficar para o resto da sua vida.

Paucartambo festival, Peru - Foto: Eric Neemann

Paucartambo festival, Peru - Foto: Eric Neemann

SD: Como começou a lista de email com as fotos?
EN: Eu não lembro exatamente como começou. Mas acho que alguns dos meus amigos viram as minhas fotos e me pediram para enviá-las por email e a lista foi crescendo a partir daí.

SD: Quantas pessoas estão na lista?

EN: Há cerca de 250 pessoas recebendo as fotos. Até hoje, eu enviei quase 500 emails com fotos. Como eu estou enviando dois emails por semana, isso quer dizer que eu comecei a lista há 250 semanas,  o que são aproximadamente cinco anos. Eu nunca havia feito esse cálculo antes e devo dizer que esses números são bem surpreendentes para mim.

Yuan-Yang, na China - Foto: Eric Neemann

Yuan-Yang, na China - Foto: Eric Neemann

SD: E como você escolhe seus destinos?

EN: É difícil responder isso. Eu geralmente decido uma área que eu quero ver, depois busco na internet e falo com vários outros viajantes. Em algum ponto, eu acabo comprando o guia da Lonely Planet e o leio para decidir aonde exatamente eu vou e o que eu quero ver. Geralmente quando eu visito uma cidade, busco conhecer todos os lugares ao redor.
SD: Como é a história de que você foi convidado para ser fotógrafo da Lonely Planet, e por que você não aceitou?

EN: Não é bem assim. A história verdadeira é a seguinte: eu geralmente viajo com os guias da Lonely Plante. Eu encontro algumas correções e novas informações e envio para eles as minhas descobertas. Uma mulher que trabalhava lá e era responsável pelos livros do Extremo Oriente recebeu os meus emails e notou que ao final das mensagens eu tenho um comentário convidando as pessoas a assinarem a minha mailing list de fotos. Ela entrou e, pouco depois, me enviou um email dizendo que minhas fotos eram ótimas e que eu deveria ver as condições para contribuir com o arquivo de fotos da Lonely Planet. Eu dei uma olhada, mas não gostei muito dos termos do acordo.

Arequipa, Peru - Foto: Eric Neemann

Arequipa, Peru - Foto: Eric Neemann

SD: Que equipamento você usa para as suas fotos?
EN: Como viajante, eu procurava uma câmera que fosse fácil de manusear, produzisse boas fotos, não fosse muito pesada (eu uso apenas uma mão para tirar fotos, pois não tenho parte dos movimentos na minha mão esquerda) e que tivesse um bom zoom (não queria ficar carregando lentes extras. Minha câmera atual é uma Panasonic-Lumix FZ-50. Não foi sempre essa, e eu tive algumas durante o meu tempo viajando, mas eu descobri que essa tem exatamente o que eu preciso.

Paucartambo festival, Peru - Foto: Eric Neemann

Paucartambo festival, Peru - Foto: Eric Neemann

SD: Você sente falta de ter uma casa? Qual o lugar que você chama de casa hoje em dia?

EN: Não, eu não sinto falta. Minha casa é a minha mochila, de 20 quilos, e a minha vida é muito simples: sem pagar impostos, água, taxas, eletricidade, etc. Eu não tenho uma TV ou um carro e não acumulo coisas como a maioria das pessoas fazem. Quando eu viajo, eu não compro nada a não ser que eu jogue algo fora da minha mochila. Chamar um lugar de “casa” significa que a pessoa está se sentindo bem naquele lugar. É um lugar que, quando você chega, as pessoas estão rindo para você, te dão boas vindas, abraçam. Há alguns lugares assim para mim, e eu gosto de manter essa lista para mim mesmo, sem divulgá-la.
SD: E quando você pretende visitar o Brasil?

EN: Eu achei que fosse visitar o Brasil desta vez, mas eu gastei muito mais tempo do que o planejado no Peru por causa dos festivais. Além disso, muitos outros viajantes descreveram o Brazil como um lugar muito caro para se visitar, então eu decidi adiar a minha visita ao país até eu ter mais dinheiro.

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Turismo na favela – Santa Marta – Rio de Janeiro

Posted on 15 October 2010 by Pedro Serra

O Santa Marta foi o primeiro morro do Rio de Janeiro a sofrer o processo de pacificação no Rio de Janeiro. Se antes disso já atraia cerca de 30 turistas por dia, agora, com a segurança da presença policial e da ausência de traficantes armados até os dentes, entrou definitivamente no roteiro turístico da cidade. Parada obrigatória para todos que quiserem não só conhecer de perto a vida dos cariocas além da praia, mas também para os que procuram um ângulo inusitado da cidade, com algumas das mais belas vistas que o Rio tem para oferecer (assista ao vídeo da minha visita à favela no final deste post)

Praça Cantão - Santa Marta, Rio de Janeiro

Praça Cantão - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Preparando-se para a nova leva de turistas que ameaça invadir o morro (o número passou agora para 200 por dia), o Governo do Estado lançou o mês passado o programa Rio Top Tour no Santa Marta. Com a iniciativa, a comunidade ganhou placas para os turistas, além de guias turisticos e monitores da própria comunidade. Para utilizar, basta chegar no pé do morro e pedir pelo guia, que é gratuito (os monitores aceitam gorjeta, os guias, não).  

Subida no plano-inclinado - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Subida no plano-inclinado - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

O passeio começa pelo plano inclinado, uma espécie de bondinho que transporta os moradores para a parte alta do morro (e que também é gratuito). Já no começo do caminho até a última estação, pode ser ver o Rio de Janeiro surgindo conforme o carrinho vai subindo vagarosamente. Chegando lá em cima, saindo bem em frente ao campinho de futebol, você já sente aquele clima de favela. No domingo que eu fui, o churrasco com funk e pagode comia solto, com dois times se enfrentando no campo e as meninas dançando e bebendo do lado de fora. Deu vontade de gritar “de fora” e esperar minha vez na lateral.   

Futebol no campinho - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Futebol no campinho - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Mas continuamos, eu e o monitor Fumaça, “32 anos de Santa Marta”. As novas placas, em inglês e português, indicavam o caminho para a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), um prédio grande bem no alto do morro, e o Mirante do Pedrão, na descida da favela pelo outro lado do morro. Quinhentos metros de caminhada e, por entre as árvores, apareceu uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro, com o Pão de Açucar, a Baía de Guanabara, o Centro e a Ponte Rio-Niterói. Paramos alí para conversar um pouco e aproveitei para me inteirar um pouco sobre a história do morro e de Fumaça.  

Fumaça no Mirante do Pedrão - Futebol no campinho - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Fumaça no Mirante do Pedrão - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Voltamos para dentro da favela para começar a nossa descida, sempre “vigiados” pelo Cristo Redentor, que parece abraçar a comunidade. Lá embaixo, os prédios de Botafogo e o trânsito caótico da cidade, em miniatura. Andar por entre os barracos é se embrenhar em uma realidade que, para muitos de nós, só aparece em filmes. Eu já estive em muitas favelas pode dentro, já fui a baile no Tabajaras, fazia boxe no alto do Pavão-Pavãozinho, mas ali era diferente. Me sentia mais livre por saber que não teria que dar de cara com uma meia dúzia de traficantes armados. A cada virada nas estreitas vielas, ganhava um aceno de cabeça, um “bom dia”, um sorriso. Fui convidado por Fumaça a conhecer sua casa, sua família, a coleção de relógios de sua mãe…  

Painel de Michael Jackson por Romero Britto - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Painel de Michael Jackson por Romero Britto - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Estátua de Michael Jackson no Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Estátua de Michael Jackson no Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Chegamos então ao ponto alto do passeio, a mundialmente famosa Laje do Michael Jackson. Foi ali que em 1996 o rei do pop gravou o clipe de “They don´t really care about us”, e desde então a comunidade criou uma relação com o ídolo, como se ele tivesse nascido ali, como se fosse parte deles. Um ano após a morte do cantor, o Governo do Estado inaugurou uma estátua de bronze e um painel, feito por Romero Britto, um dos meus artistas favoritos, homenageando-o. Quando eu cheguei lá, a laje estava cheia, com pessoas da própria comunidade tirando fotos com o Michael de bronze, e crianças imitando seus passos de dança.  

Cristo Redentor, braços abertos sobre o Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Cristo Redentor, braços abertos sobre o Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Continuamos nossa descida, passamos por outros tantos pontos de interesse, mas o melhor mesmo é ver o dia a dia no morro, os sorrisos, ouvir as histórias e, claro, desfrutar da vista deslumbrante que o pessoal da comunidade tem. Se você está de viagem marcada para o Rio de Janeiro, separe 2h, 3h para fazer esse passeio inesquecível. Outros morros do Rio de Janeiro, como os já citados Tabajaras e o complexo Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, também estão pacificados e devem começar a oferecer serviços de guia em breve. Fiquem de olho, pois pretendo visitar todos e voltar aqui para contar para vocês. 

Assista ao vídeo da visita ao Santa Marta:

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Bonito, parte 5 – Gruta do Lago Azul

Posted on 11 October 2010 by Pedro Serra

Neste quinto e último capítulo de nossa viagem a Bonito, acompanhe o Sem Destino em uma visita à bela Gruta do Lago Azul e um passeio de bote descendo o Rio Formoso.

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Bonito, parte 4 – Rio da Prata e Buraco das Araras

Posted on 05 October 2010 by Pedro Serra

Neste quarto vídeo da série sobre Bonito, visitamos a Fazenda do Rio da Prata para uma flutuação entre muitos peixes e vegetação, realmente um dos melhores passeios de Bonito. Depois, fazemos uma parada no Buraco das Araras, com belíssimas imagens do pássaros em seu habitat natural. De quebra, na volta para o Bonito Hostel, encontramos com tucanos, tatoos, ipês amarelos e até um tamanduá bandeira.

Veja também:

Bonito 1ª Parte – Mergulho no Rio Formoso

Bonito 2ª Parte – Trilha da Boca da Onça

Bonito 3ª Parte – Estância Mimosa

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Google Street View chega ao Brasil

Posted on 30 September 2010 by Pedro Serra

Demorou, mas saiu. Após meses rodando pelas ruas do Brasil, finalmente o Google colocou no ar o Street View verde e amarelo. Além de passear pelas ruas de Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo e suas regiões metropolitanas, o pessoal do Goooooogle ainda mapeou cidades históricas de Minas Gerais, como Congonhas, Mariana, Tiradentes, Diamantina e Ouro Preto estão no serviço. No total, 51 municípios foram mapeados no Brasil, primeiro país da America Latina a contar com esse serviço.

Leblon no Google Street View

Leblon no Google Street View

Passeando pelo Rio de Janeiro, dá para notar que o pessoal do Goooooooogle foi cauteloso, evitando as favelas da cidade. Fora isso, está tudo lá, das belas praias da Zona Sul aos animados subúrbios. Em São Paulo, “todos os municípios da Região Metropolitana, inclusive Jundiaí, estão presentes no lançamento”, afirma Feliz Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil.  O objetivo da empresa é ter coberto 90% das ruas do país nos próximos dois anos. Nos lugares nas cidades onde o carrinho (ou a bicicleta) do Google não foram, o passeio virtual se dá por meio de fotos enviadas pelos usuários.

Carro do Google Street View

Carro do Google Street View

Para mapear todos esses lugares, o pessoal do Google Street View rodou nada menos do que 150 mil quilômetros e teve que tratar e processar milhões de imagens (as caras das pessoas e as placas dos carros foram borradas, por exemplo). O trabalho começou em janeiro, com 30 carros com câmeras especiais acopladas no teto, além de bicicletas triciclo para ruas estreitas, de pedestres e até dentro de museus. Cada carro leva nove câmeras fotográficas, que captam imagens do horizonte e do céu, fornecendo uma captura de 360º na horizontal e 280º na vertical. Ao fotografar as ruas, um GPS marca as imagens para que o computador identifique o local. “As imagens são tratadas por um software proprietário desenvolvido pelo Google, criando uma espécie de bolhas. A sensação é que se trata de uma imagem única que, quando associada a outras capturas, dará uma ilusão de sequência ao se navegar pelo Street View”, explica Ximemes.

O triciclo Google Street View

O triciclo Google Street View

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O mundo da Ferrari

Posted on 28 September 2010 by Pedro Serra

Os fãs de velocidade e dos bólidos vermelhos recordistas em campeonatos mundiais de Fórmula 1 passarão a ter, a partir do dia 27 de outubro, a sua própria Disney World. Neste dia será inaugurado em Abu Dabi, nos Emirados Árabes, o Ferrari World, o maior parque temático coberto do mundo, com cerca de 21 acres (cerca de 85 mil metros quadrados). Realmente só nos Emirados Árabes, que já contam com diversas construções megalomaníacas voltadas para os turistas, que algo assim poderia ser construido.

Ferrari World

Ferrari World, ainda em construção em março deste ano - foto: divulgação

A entrada em funcionamento do parque ainda não é oficial, mas faz parte de um plano de abertura “lenta e gradual” que culminará na grande inauguração, em dezembro. “Nós estamos muito empolgados por poder abrir nossas portas ao público antes do previsto”, comemora Claus Frimand, gerente geral do Ferrari World Abu Dabi, lembrando que a data oficial de abertura era dia 28 de outubro, e foi antecipada em um dia. “Este vai ser o começo de um excitante período inaugural que vai continuar por novembro e culminar em uma grande inauguração em dezembro, com a abertura oficial do Ferrari World”, explicou Frimand.

No parque, os fãs da marca farão um passeio pela história, cultura e paixão que envolvem a Ferrari através de diversos passeios, brinquedos, atrações, lojas e restaurantes. Entre as atrações estão a montanha-russa mais rápida do mundo, a Formula Rossa; outra que simula uma corrida entre carros, a Fiorano GT Challenge; e ainda uma experiência em 4D pelo mundo da Ferrari, a Speed of Magic.

Ferrari_World_pilotos

Massa e Alonso na Formula Rossa

Os visitantes poderão ainda adquirir uma entrada premium, que dará direito a prioridade em todas as atrações e acesso a um lounge com bebidas, além de outros benefícios. Todos os tickers oferecem entradas ilimitadas em todas as atrações e o parque vai operar durante seis dias por semana, de terça a domingo, com abertura ao meio dia. Os ingressos para pessoas acima de 1,5 metro vai custar cerca de R$ 120, e para pessoas abaixo disso, cerca de R$ 80.

Confira abaixo todas as 21 atrações do parque:

Montanhas-Russas:

Formula Rossa - O carrinho da montanha-russa, imitando um Fórmula 1, é lançado por um sistema hidráulico e acelera a quase 240 km/h em apenas 4 segundos, o que a tornaria a mais rápida do mundo. Os visitantes receberão óculos iguais aos de paraquedistas para fazer o percurso de cerca de dois quilômetros.

Ferrari World - Formula Rossa

Ferrari World - Formula Rossa

Fiorano GT Challenge – Esta montanha-russa simula uma corrida entre duas Ferraris F430 Spider.

Ferrari World - Fiorano GT Challenge

Fiorano GT Challenge

Passeios:

Viaggio in Italia - uma viagem aérea sobre cidades italianas, monumentos, montanhas e praias seguindo uma Ferrari.

V12 – Um passeio pelo interior de um motor de 12 cilindros de uma Ferrari 599.

Ferrari-World

V-12

Racing legend – um passeio pela história da Ferrari nas corridas

Bell’Italia - dirija uma Ferrari 250 Califórnia Spyder em miniatura passando por réplicas em escala de pontos turísticos italianos.

Made in Maranello – um simulador que leva o visitante pelo processo de design, montagem e teste de uma Ferrari GT na fábrica da Ferrari em Maranello, na Itália.

Scuderia challenge – Simuladores de carros de corrida com assentos e volantes iguais aos usados pela escuderia na Fórmula 1.

G-Force - uma queda de 60 metros no centro do parque indoor com assentos inspirados na Ferrari Enzo.

Ferrari-World

Atrações para crianças:

Carrossel - aqui, em vez de cavalo, as crianças montam em Ferraris em minuatura.

Junior GT - crianças podem fazer o percurso em miniaturas de F350 Spider.

Ferrari-World

Junior GT

Junior Grand Prix – crianças participam de uma corrida em miniaturas de um Fórmula 1

Ferrari-World

Junior Grand Prix

Junior Training Camp - Esta área oferece mini-Ferraris a pedal, carros de controle remoto, um lava-jato sem água e outras atrações.

Shows:

Speed of magic - um filme em 4-D sobre as aventuras de um garoto dirigindo em selvas e cavernas.

Driving with champions – uma atração em 3-D sobre um engenheiro recém contratado pela Ferrari andando com um campeão de corridas.

Ferrari-World

Paddock

Paddock – a atração recria o setup de um time da Ferrari durante um Grande Prêmio, incluindo demonstrações de pit stops.

The pit wall – Um show interativo que permite à plateia tomar decisões em uma corrida simulada.

Cinema Maranello – Em cartaz, o filme “Coppa di Sicilia”, um curta sobre o fundador da marca, Enzo Ferrari.

Galleria Ferrari – um museu-galeria expondo Ferraris clássicos e contemporâneos.

Ferrari-World

Galleria Ferrari

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Bonito, parte 3 – Estância Mimosa

Posted on 27 September 2010 by Pedro Serra

Acompanhe o Sem Destino por um passeio na Estância Mimosa, seguindo uma trilha de 3,8 km, com 11 cachoeiras e belíssimos cenários.

Veja também:

Bonito 1ª Parte – Mergulho no Rio Formoso

Bonito 2ª Parte – Trilha da Boca da Onça

Agradecimentos:

Bonito Hostel

Estância Mimosa

Bonito Web

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