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Ibiza… é mais barato do que você imagina

Posted on 18 December 2011 by Pedro Serra

Confesso que quando a minha mulher deu a ideia de irmos para Ibiza no aniversário dela, fiquei pensando o que eu ia fazer lá. Tendo deixado os meus dias de DJ de música eletrônica para trás, não me empolgava com a ideia de fazer um roteiro recheado de boates, acordando tarde e perdendo boa parte do dia. Ainda bem que, por ser aniversário dela, me deixei convencer… e não me arrependi. Ibiza é uma viagem tanto para jovens em busca de badalação quanto para famílias procurando somba e água fresca, e essa foi a primeira coisa que me surpreendeu. É possível fazer um roteiro que passe longe das festas, curtindo as praias e a beleza da ilha. É claro que, estando lá, não íamos deixar de conhecer alguns dos maiores e melhores clubs do mundo, mas isso não era o motivo principal da nossa viagem. A segunda surpresa veio ao descobrir que dá para curtir Ibiza gastando pouco.

Ibiza é um destino que merece mais do que dois dias de visita. Com cerca de 570 quiliômetros, conhecer todos os cantos da ilha e suas belíssimas praias requer algo em torno de cinco dias. Infelizmente eu não tinha esse tempo todo, então adotei a velha estratégia do que eu chamo de “turismo de resultados”. Foram três dias intensos, mas que valeram a pena.

Diferentemente do que possa parecer, viajar para Ibiza não é tão caro, a não ser que você entre no circuito de boates e #bonsdrink. Uma noite de festa pode arruinar suas finanças. Só para dar uma ideia, chegamos na ilha durante o fechamento da temporada, com todas as boates fazendo suas festas de encerramento. Na Ushuaia, o ingresso saia por 60 Euros, bico seco. Na Space, o valor subiu para 80 Euros. Mesmo assim, há algumas formas de você economizar na hora de curtir as baladas. Uma delas é comprar o ingresso com antecedência. Diversos bares, restaurantes, lojas e promotores nas ruas vendem os ingressos. O da Space estava saindo a 60 Euros para quem comprasse antes. Outra forma de economizar é ficar ligado nos promotores que ficam zanzando pelas praias distribuindo pulseiras. Algumas dão direito a desconto, outras ao valor inteiro da entrada. Uma das praias onde se pode encontrar esses promotores é a de Ses Salines. Aproveitamos uma dessas pulseiras e curtimos uma animada noite 0800 na Space logo no primeiro dia. Bom, para falar a verdade, não foi tão 0800 assim… os drinks custam absurdamente caro. Em uma vodka com Redbull, gastamos cerca de 30 Euros. Exatamente por causa disso, é muito comum você ver as pessoas bebendo nos arredores da boate antes de entrar (#ficaadica)

Se você quiser curtir uma boate de graça, tem o Bora Bora, que já teve seus dias de glória no passado, mas que hoje está entregue a um público, digamos, pouco atrativo. Estive lá, curti a música, mas realmente não conseguimos ficar muito tempo.

Hospedagem em Ibiza também não é um bicho de sete cabeças. Há diversos bons hotéis com preços bem camaradas. Um deles é o Maritimo, na praia de Ses Figueretes, vizinha a Platja d’en Bossa, onde ficam algumas das melhores boates. O hotel fica em frente à praia e nós alugamos um excelente quarto com vista para o mar e todas as comodidades por cerca de 30 Euros a diária. Isso mesmo, menos de R$ 70 reais por um apartamento em frente à praia em um dos lugares mais badalados do mundo. Se fosse no Brasil, um hotel assim não sairia por menos de R$ 200. Outra opção na mesma rua do Maritimo é o Luxmar. Mesma comodidade e preços parecidos. Para quem gosta de albergues, o Hostal Giramundo é uma boa opção. O bom desses dois hotéis e do albergue é que eles ficam ao lado de um estacionamento público (e gratuito). Isso é muito importante, já que em Ibiza alugar um carro é mais do que necessário, e nem sempre é fácil (ou barato) arrumar um lugar para estacionar por lá, ainda mais na alta temporada.

O aluguel de carro na ilha é impressionantemente barato. Alugamos um pequeno Kia Picanto de quatro portas com ar condicionado por cerca de 30 euros a diária… um pouco mais com o seguro. Outra opção ainda mais barata é locar uma scooter, mas eu não recomendo. A ilha é grande e o deslocamento pode ser demorado rodando a 50 km/h. Além disso, o carro proporciona espaço para levar toalha, câmeras e afins e você ainda pode deixar tudo no veículo enquanto dá um mergulho. O aluguel da motinha sai por cerca de 15 Euros por dia.

Rodar por Ibiza não é complicado e dá para se guiar apenas com o mapa. Mesmo assim, um GPS pode ajudar a chegar em alguns lugares um pouco mais escondidos. As placas estão todas em Ibicenco, o dialeto nativo, uma variação do catalão, que junto com o espanhol são as línguas locais da ilha. Em Ibicenco, Ibiza é Eivissa e platja é praia. É comum alguns mapas virem em espanhol e, em vez de Ses Figueretes ou Ses Salines, como está escrito nas placas de trânsito, você vai encontrar Las Figueretas ou Las Salinas.

Uma coisa que os hotéis não têm é wi-fi gratuito. Há máquinas de wi-fi no lobby, mas o valor é absurdamente alto. Cerca de 1 euro por cinco minutos. Se você, como eu, é viciado em redes sociais, pode acabar gastando um bom dinheiro. Agora, se você aceitou minha sugestão e vai se hospedar em um dos hotéis que eu indiquei, almoce ou tome café da manhã no restaurante do Giramundo, o Macondo, e aproveite para pedir a senha do wi-fi deles.

Esses hotéis mais baratos também geralmente não têm café da manhã incluído na diária, mas isso também não é problema, pois comer em Ibiza também pode sair barato. No entorno dos hotéis de Ses Figueretes, na Carrer de Ramón Muntaner, é possível encontrar boas opções para você matar a sua fome matutina, vespertina ou mesmo noturna. Uma delas é o próprio Macondo. Outras são o Puerta del Sol e o Es Gresol.

Ok… já dei todas as dicas para você curtir a sua viagem a Ibiza com economia, agora é hora de falar sobre as atrações do lugar… Mas isso vai ficar para um outro post. Aguardem!!!

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Semana Santa em Paraty – 1º dia

Posted on 06 April 2010 by Pedro Serra

Estava com vontade de ir a Paraty desde que, na Semana Santa de 2007, visitei Tiradentes e conheci a Estrada Real, por onde os escravos transportavam o ouro que seguiria para Portugal na época do Brasil Colônia. A cidade mineira era o ponto de partida da rota do metal, que era carregado nas costas por 1.200 quilômetros de caminhos de pedra até sua irmã aqui no Rio de Janeiro e embarcada em navios. A viagem durava cerca de 95 dias. Em 1707, porém, com a abertura de um novo caminho, Paraty deixou de ser o porto de saída do metal, passou a se dedicar à produção de cachaça, ainda teve um boom econômico com o ciclo do café, mas, em 1888, com a abolição da escravatura, a cidade foi simplesmente esquecida, e sua população de 16 mil habitantes reduzida a pouco mais de 600.

Paraty ao anoitecer - Foto: Pedro Serra

Paraty ao anoitecer - Foto: Pedro Serra

Esse esquecimento permitiu que a cidade, com construções que datam do século XVI, mantivesse sua arquitetura preservada, e é exatamente aí que está o seu charme. O redescobrimento só veio nos anos 70, com a abertura da estrada Rio-Santos, permitindo que uma horda de turistas de todas as partes do mundo visitassem a cidade.

Depois dessa pequena aula de história patrocinada pelo Google, vamos ao relato da viagem, uma das melhores que fiz em muito tempo. Recentemente fiz viagens que vão ficar para sempre guardadas na memória, como Cancun, Nova York, Califórnia, Buenos Aires e até o sertão da Bahia, onde fui fazer uma investigação sobre pedofilia para o jornal onde trabalho e conheci uma realidade totalmente diferente. Mas Paraty foi especial.

Paraty ao amanhecer - Foto: Pedro Serra

Paraty ao amanhecer - Foto: Pedro Serra

Aproveitando que minha mulher e meu filho embarcaram para Paris e Amsterdam, resolvi voltar as origens, ou seja, ficar em albergue, gastar pouco e fazer muito. O hostel escolhido foi o Misti Chill, premiado em 2008 com o “Best Atmosphere Award” do site Hostel Bookers. O preço, R$ 135 por quatro noites em um quarto com seis camas, ficou muito abaixo do que eu pagaria em um quarto de pousada, se estivesse viajando com a família (cerca de R$ 200 a diária). Arrumei dois amigos aventureiros, Fábio e Seth, um americano radicado no Rio de Janeiro há apenas dois meses e lá fomos nós.

Por coincidência, viajei para Paraty exatamente na mesma época que estive em Tiradentes, a Semana Santa. Chegamos na quita-feira à noite, após enfrentar uma Rio-Santos marcada pelos recentes deslizamentos de terra causados pela chuva. No nosso primeiro passeio, nos deparamos com a Procissão do Fogaréu, onde todos carregam tochas pela cidade acompanhando uma imagem de Jesus e pessoas vestidas como soldados romanos, simbolizando a prisão de Cristo. A visão da cidade toda apagada, iluminada apenas pelas tochas dos fiéis entoando os seus hinos religiosos realmente é de arrepiar.

Paraty - Procissão do Fogaréu - Foto: Pedro Serra

Procissão do Fogaréu - Foto: Pedro Serra

Paraty - Procissão do Fogaréu - Foto: Pedro Serra

Procissão do Fogaréu - Foto: Pedro Serra

Paraty - Procissão do Fogaréu - Foto: Pedro Serra

Procissão do Fogaréu - Foto: Pedro Serra

No dia seguinte, acordamos cedo para aproveitar o dia, que começou com um mergulho na Ilha dos Ratos e outro na Ilha Comprida. A saída com a operadora Adrenalinha Mergulho, indicada pelos amigos da Xdivers, ficou em R$ 90, mais R$ 20 por peça de equipamento alugado. Para o gringo, que foi apenas acompanhar, o passeio saiu a R$ 60. Na primeira descida, água quente, boa visibilidade e alguma vida marinha, com peixes, moréia, arraia. Na segunda, a visibilidade caiu muito, em alguns trechos, eu não enxergava um palmo na frente do meu nariz, me perdi do meu dupla, mas, mesmo assim, me diverti. Para mim, o importante é estar debaixo d’água, o resto é o resto. Depois do mergulho, ainda apreciamos o passeio de barco de volta a Paraty, observando aquela paisagem que mistura o azul esverdeado do mar da região com o verde das montanhas.

Paraty

O segundo destino do dia era a praia de Trindade, mas pegamos uma carona com o acaso e acabamos em uma belíssima cachoeira, à beira da Rio-Santos. O fato é que nos perdemos, passamos a divisa para São Paulo e, quando procurávamos um lugar para retornar, demos de cara com a Cachoeira da Estrada, uma queda d’água belíssima a cerca de 30 quilômetros de Paraty. Nem vou descrever o local… uma imagem vale mais do que mil palavras. Assista abaixo o vídeo do primeiro dia de viagem (melhor visto em tela cheia, no modo HD).


Após lavar a alma (e o nosso equipamento de mergulho) na cachoeira, seguimos finalmente para Trindade. A cidadezinha surge, lotada de turistas, hippies e famílias, no meio do nada após cerca de 30 minutos em uma estradinha íngrime, sinuosa, e cercada de verde por todos os lados. É aqui também que começa a trilha para a Praia do Sono, famosa por sua beleza. Pegamos uma mesinha na areia, pedimos algo para beber e comer, e simplesmente apreciamos a bela vista proporcionada por aquela mistura de cores que eu já citei, apenas acrescida dos tons de amarelo do pôr do sol.

Trindade - Foto: Pedro Serra

Trindade - Foto: Pedro Serra

Trindade - Foto: Pedro Serra

Trindade - Foto: Pedro Serra

À noite, voltamos para mais um passeio pela cidade, entrando nas diversas lojas de artesanato, móveis, objetos de arte e tudo o que você possa imaginar. O jantar acabou sendo um pastel de 30 centímetros, famoso na cidade, que eu e o Seth odiamos, mas que, a julgar pela cara de satisfação do Fábio e pela lotação do lugar, devia estar uma delícia.

O pastel gigante - Foto: Pedro Serra

O pastel gigante - Foto: Pedro Serra

Comércio de Paraty - Foto: Pedro Serra

Comércio de Paraty - Foto: Pedro Serra

No passeio, ainda pudemos ver os passos com suas portas abertas. Esses passos são como pequenos altares, que representam o caminho de Cristo até a crucificação e passam o ano todo fechados, podendo ser vistos apenas durante a Semana Santa.

Passos - Foto: Pedro Serra

Paraty - Passos - Foto: Pedro Serra

Passos - Foto: Pedro Serra

Passos - Foto: Pedro Serra

Veja mais fotos no Flickr do Sem Destino

Leia sobre o segundo dia de viagem a Paraty e assista ao vídeo com o passeio de barco ao Saco do Mamanguá.

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Cancun, parte 1 – sem mala, mas feliz

Posted on 30 August 2009 by Pedro Serra

Bienvenidos a Cancun
Bienvenidos a Cancun

Ap’os uma longa peregrina’cao, finalmente cheguei a Cancun. Infelizmente a minha mala resolveu nao me acompanhar e preferiu pegar um outro voo. O resultado foi que cheguei ao paraiso, mas nao tive como desfruta-lo.  Fica um pouco dificil voce mergulhar de calca jeans e camiseta, ou entao pelado em uma praia nao-nudista. Antes de continuar, um adendo: estou sem acentos neste computador, mas isso voces ja devem ter notado… Duas coisas me salvaram aqui. Primeiramente, o belo trabalho do pessoal da Royal Holiday, que saiu correndo para descobrir onde estava a minha bagagem e a dos companheiros blogueiros Ricardo e Sheila, que tambem ficaram a ver navios. Em segundo lugar veio o quarto que me deram no Cancun Caribe Park Royal Grand (soh o nome ja eh imponente). Realmente nao tinha as 115 toalhas brancas que eu pedi, mas eles compensaram colocando uma Jacuzzi na varanda, bem em frente a um dos mais verdes mares que eu ja vi. Como estou com tempo contado no computador, vou apenas colocar algumas fotos. Mas ja fiquem sabendo que o final da historia com a mala eh feliz…

Para quem esta acostumado a albergues, isso aqui eh o paraiso…

Vista do meu quarto

Vista do meu quarto

A outra varanda, com hidromassagem

A outra varanda, com hidromassagem

Close na hidro

Close na hidro

Uma das piscinas

Uma das piscinas

Como estava sem a mala, sai para comprar uma bermuda e uma camiseta e, no caminho, me deparei com belos restaurantes e uma exposicao de carros antigos.

Lagostas

Lagostas

 


Para amanha, ja programei um mergulho nos recifes e um passeio pela cidade. Espero ter um pouco mais de tempo para postar com mais calma.

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Florianópolis é eleita pelo New York Times como o melhor destino turístico para quem gosta de boites e festas

Posted on 23 January 2009 by Pedro Serra

Após enfrentar uma das piores catástrofes desde sua fundação, Santa Catarina, como uma Fênix, parece ressurgir das cinzas, ou nesse caso, da água, lama e barro que tomou conta do estado nas últimas enchentes e ganha destaque internacional como ‘top party destination of the world’ do New York Times…

Praia de Piçarra, Blumenau e festa no Él Divino

Praia de Piçarra, Blumenau e festa no Él Divino

O reerguimento da infraestrutura de turismo é importante para o estado, principalmente neste momento. No verão, o dinheiro gasto pelos visitantes chega a movimentar de 6% a 7% do PIB. São quatro milhões de turistas que invadem o estado todos os anos nesta época, em busca de suas belas praias, cidades do interior com jeitão de exterior, e outras atrações, como o Beto Carreiro World.

El Divino / Parador 12

El Divino / Parador 12

Desses quatro milhões de pessoas que visitam Santa Catarina, 10% são gringos. Logo após as enchentes, os cancelamentos de reservas e pacotes chegou a 5%, mas logo houve uma retomada. Mesmo assim, a Embratur resolveu destinar R$ 1,2 milhão de verba para o estado investir em publicidade e atrair mais visitantes.

Em dezembro, jornalistas argentinos, chilenos e paraguaios foram convidados pela Embratur para ver in loco que o litoral está pronto para receber os turistas.

Guardei a melhor notícia para o final. Todo ano, o jornal New York Times aposta que algumas cidades serão os melhores destinos em diferentes quesitos. Florianópolis foi escolhida como ‘Party destination of the year’, ou seja, para quem quiser farra, Floripa é o lugar.

Porta do Café de la Musique

Porta do Café de la Musique

O texto do NYT é uma rasgação de seda só e coloca a cidade entre as top do mundo. ‘É uma mistura de St.Tropez e Ibiza, mas sem a pose e os preços altos’, diz na matéria o ex-modelo e dono das boites de Nova York Lotus e Double Seven, que há dois anos abriu na região o Praia Café de la Musique.

Vamos então a algumas das indicações do jornalão americano:

Café de La Musique – www.praiacafedelamusique.com.br

Él Divino / Parador 12 – http://www.eldivinobrasil.com.br/

Pachá – http://www.pachafloripa.com.br/

Confraria das Artes – http://www.confrariadasartes.com.br/

Senti falta do Warung, uma das maiores boites do Brasil, sempre recheada de atrações internacionais. Mas depois me dei conta de que ela fica em Itajaí… mas fica aí a dica.

Outra dica minha, o recém-inaugurado clube Posh

Clique e veja uma fotogaleria com todas as ‘top destinations of the world’ do NYT

Festa da House MAG no Parador 12 / El Divino… preciso ir a uma dessas

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Roger Sanchez no Pachá

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Pete da Zouk no Posh e no Café de la Musique (no meio tem ele em Búzios também)

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