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Kuélap, a alternativa a Machu Pichu

Posted on 05 February 2010 by Pedro Serra

Entrada do Forte de Kuélap

Entrada do Forte de Kuélap

Machu Pichu está ilhada? tudo bem… Kuélap continua aberta, ensolarada e recebendo turistas. Se você não sabe do que eu estou falando, deixa eu explicar. Localizado no planalto ao norte do Peru, Kuélap é o segundo sítio arqueológico mais interessante do país. Para chegar lá, basta aturar uma viagem de 22h a 24h de ônibus saindo de Lima e com conexões em Chiclayo e Chachapoyas. O lugar era a casa do povo Chachapoya, ou ‘Povo das Nuvens’, do ano 800AC até o século 15, quando eles foram dominados pelo Império Inca.

Mas a jornada de ônibus é só o começo da viagem. Para chegar à monumental cidade, fortificada por pedras e localizada no topo de uma montanha, os visitantes têm que percorrer uma trilha por cerca de duas a três horas. A região oferece diversas opções de hospedagem em guesthouses nas vilas próximas, como a cidade de Tingo (a cerca de 10 quilômetros de Kuélap). Outra opção é a charmosa Estancia Chillo, com uma arquitetura em estilo fazenda. Os quartos ficam por volta de R$ 80 e cavalos com guias saem a R$ 40.

Albergue Estancia Chillo

Albergue Estancia Chillo

Com mais pedras que a Grande Pirâmide do Egito, Kuépal tinha uma populaçào de cerca de 3.500 residentes. O visitante entra no sítio através de três grandes portões – um antigo sistema de proteção indígena para forçar os inimigos a se organizar em filas, sendo mais facilmente atacados. Lá, você vai encontrar ruinas de mais de 400 habitações de formato circular, em bom estado, e uma torre de observação com uma bela vista dos arredores da cidade, cercada de broméloas e orquídeas selvagens.

Casa dentro do forte de Kuélap

Casa dentro do forte de Kuélap

Outra atração é o Sarcófago de Karajia, com seis estátuas de guerreiros chachapoya adornados com os esqueletos de seus inimigos. As construções escavadas nas montanhas e as belezas naturais, como o Rio Urcubamba e as dezenas de cachoeiras, complementam a lista de atrações deste destino menos conhecido, mas não menos emocionante, do Peru.

Sarcófago de Karajia

Sarcófago de Karajia

Assista a um vídeo sobre o local:

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Para roteiros, veja o site da Chachapoyas Tours

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Ilhados em Machu Pichu

Posted on 27 January 2010 by Pedro Serra

Turistas ilhados em Machu Pichu - Foto: Roxabel Ramon / Diario El Comercio

Turistas ilhados em Machu Pichu - Foto: Roxabel Ramon / Diario El Comercio

Quando vejo esses quase dois mil turistas presos pelas chuvas em Machu Pichu, fico me perguntando como os incas construiram aquela cidade, escondida, a uma altitude de 2,4 mil metros de altitude. Para chegar lá, o viajante de hoje possui opções que os caras do século XV não tinham: pode-se pegar um trem saindo de Cuzco, e enfrentar quatro horas saculejantes, ou seguir em um helicóptero, em 30 minutos de um passeio espetacular. Mas, em ambos os casos, o destino será Águas Calientes, de onde se pega uma van por mais meia hora em estrada sinuosa. A opção dos pobres incas na época eram as trilhas, sendo que a mais curta leva cerca de dois dias. Em alguns casos, esses caminhos podem passar por altitudes ainda maiores, de até 4 mil metros.

Tenho muita vontade de ir para lá, fazendo o caminho mais difícil. Cheguei a estudar o roteiro, conversei muito com um amigo que foi, mas acabei optando pelo conforto dos albergues europeus. Azar o meu, pois agora deve levar um tempo até as coisas se normalizarem por lá. Até esta quarta-feira, 400 turistas ilhados pelas chuvas já haviam sido retirados em helicópteros, mas ainda restavam cerca de 1,5 mil. Um casal de brasileiros optou pelo caminho mais difícil (que, na minha opinião, com pessoas sem comida e lugar para dormir, é na verdade o mais fácil) e caminhou os 40km de trilha até Cuzco. Os mineiros Lussara Drummong e Maurício Krieger encontraram um guia por acaso e seguiram com um grupo por uma trilha por 12 horas até Ollantaytambo, de onde seguiram para Cuzco de trem e depois para Lima, de onde tentariam um voo para o Brasil, segundo relato de Daniela Procópio, irmã de Lussandra.

– Eles relatam que por conta da dificuldade e do perigo as pessoas preferem não sair da região por essa alternativa e esperam pelos helicópteros, que não são suficientes para transportar os 2 mil turistas que lá estão. Por muita sorte escaparam com vida, porque conseguiram caminhar estes 40 km a uma altitude de quase 4 mil metros – afirmou Daniela ao site Terra.

Até esta quarta-feira, já tinham sido registradas 10 mortes causadas pelas chuvas. As últimas foram de uma turista Argentina e um guia peruano que percorriam o Caminho Inca, que leva a Machu Pichu, e foram levados pela enchente. Conforme alguns relatos que ouvi de amigos viajantes e na internet, esta é a pior época para se viajar para lá. As chuvas são uma constante e as trilhas são  fechadas muitas vezes. Chega a ser uma irresponsabilidade que estivessem abertas, já que, mesmo com tempo bom, tudo pode mudar rapidamente, como aconteceu.

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