Recebi o release abaixo da assessoria de imprensa do Museu Imperial, em Petrópolis, que eu simplesmente adoro. Estive lá no final do ano passado, e recomendo muito o passeio.
O mês de março será especial para o setor cultural. Um dos mais importantes museus do país completa 70 anos de sua criação. Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial preserva, pesquisa e divulga objetos da história e da arte do período imperial brasileiro, garantindo para as futuras gerações o contato com o passado do país. Para comemorar a data, a instituição trouxe de volta o Sarau Imperial, lançou o projeto DAMI, que tem como objetivo digitalizar todo o acervo cultural e histórico preservado no Museu e oferecerá uma programação especial para este mês.
O aniversário será marcado pelo lançamento do “Almanaque de Petrópolis – O Palácio Imperial”, de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna; pelo lançamento do “Caderno de Conservação – Coleção Chapéus”, de Eliane Marchesini Zanatta; pelo concerto dos 70 anos do Museu, com uma homenagem às pessoas que ajudaram a enriquecer o acervo (através de doações) e a apresentação de produtos para a loja do Museu.
Eleito uma das sete maravilhas do Estado do Rio de Janeiro, em 2007, tendo recebido também nota máxima no “Guia Verde Michelin – Rio de Janeiro”, de 2010, e selecionado dentre os dez melhores programas de viagem no Guia Quatro Rodas, edição 2010, o Museu Imperial é um local não só de visitação, mas de aprendizagem sobre a história do Brasil. Além do acervo, composto por mais de 11 mil peças, diversas atividades e projetos já foram realizados ao longo de sete décadas, tudo isso para levar história aos visitantes de uma maneira inovadora e bela.
“Desde a sua criação, o Museu Imperial tem procurado desenvolver suas atividades em consonância com as dimensões nacional e local. A nacional é a mais evidente, uma vez que o Museu preserva objetos-símbolo da monarquia como as coroas e o cetro dos imperadores e o trono do Paço de São Cristóvão, dentre outros. Mas Petrópolis nasceu como um destino da vilegiatura e um ponto da conexão entre o centro (a antiga capital) e o interior, modelos de ocupação que produziram objetos, formas e práticas sociais específicas e que passaram a integrar o cotidiano dos brasileiros”, explicou o diretor do Museu, o historiador Maurício Vicente Ferreira Júnior.
Fazendo parte da programação dos 70 anos, o Museu Imperial implantou um dos mais importantes projetos de sua história. Funcionários da instituição estão concretizando o projeto de Digitalização do Acervo do Museu Imperial, conhecido como projeto DAMI. A iniciativa visa digitalizar todo o acervo do Museu Imperial, a partir de conjuntos de peças representados pelas coleções formadas por diversos doadores, e disponibilizar o material no site da instituição. A primeira fase foi orçada em R$ 3,5 milhões, tendo o projeto recebido um incentivo de R$ 1 milhão da IBM.
“O projeto levará mais de uma década para ser concluído. Mas o público poderá desfrutar das informações já a partir do dia 29 de março, quando disponibilizaremos duas coleções: a do visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802-1872), e a coleção Carlos Gomes, doada ao Museu pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho”, adiantou o diretor do Museu.
Também como parte da programação de aniversário, o Museu relançou o Sarau Imperial, que recentemente recebeu o selo Tour da Experiência do Ministério do Turismo. O Sarau é uma aula de história, com boa música e poesia. No projeto, “a princesa d. Isabel e suas amigas” convidam o público para passar uma tarde muito agradável.
Um pouco da história
O Museu Imperial foi o Palácio de verão de d. Pedro II e a residência preferida do Imperador. Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do país, o antigo Palácio começou a ser construído em 1845. O Museu como instituição foi criado em 1940 e aberto para visitação quase um século depois de sua construção, em 1943. O projeto original é do major e engenheiro Júlio Frederico Koeler e seguido, após sua morte, pelos arquitetos Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rebelo.
No piso foram usados mármore de Carrara e mármore preto da Bélgica, colocados em 1854. Esquadrias em madeira de lei (como jacarandá, cedro, pau-cetim, pau-rosa e vinhático) também realçam o assoalho. Ornamentações nas salas de jantar, de música, de visitas, na sala de estado e no quarto de dormir de Suas Majestades dão ainda mais destaque à beleza dos ambientes. Os jardins foram planejados por Jean Baptiste Binot, com orientação do próprio Imperador, nele se encontram espécies raras da flora brasileira e estrangeira.
O acervo do Museu Imperial reúne cerca de onze mil objetos. Entre os destaques, estão peças de porcelana, de cristais, ourivesaria, mobiliário, prataria, armaria, viaturas, indumentária, esculturas, pinturas e objetos musicais.
O Arquivo Histórico reúne uma coleção com fotografias e 250 mil documentos originais, principalmente do século XIX. Pesquisadores, estudantes, historiadores, roteiristas, cineastas e escritores, no entanto, podem encontrar registros históricos que vão do século XIII ao início do século XX.
Serviço:
Museu Imperial
Endereço: Rua da Imperatriz, 220
Visitação: De terça a domingo, das 11h às 18h.
www.museuimperial.gov.br
Preços:
Adultos: R$ 8,00
Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4,00
Menores de 7 anos e maiores de 80: Gratuito





















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