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Museu Imperial completa 70 anos

Posted on 19 March 2010 by Pedro Serra

Recebi o release abaixo da assessoria de imprensa do Museu Imperial, em Petrópolis, que eu simplesmente adoro. Estive lá no final do ano passado, e recomendo muito o passeio.

O mês de março será especial para o setor cultural. Um dos mais importantes museus do país completa 70 anos de sua criação. Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial preserva, pesquisa e divulga objetos da história e da arte do período imperial brasileiro, garantindo para as futuras gerações o contato com o passado do país. Para comemorar a data, a instituição trouxe de volta o Sarau Imperial, lançou o projeto DAMI, que tem como objetivo digitalizar todo o acervo cultural e histórico preservado no Museu e oferecerá uma programação especial para este mês.

Museu Imperial - Petrópolis

Museu Imperial - Petrópolis

O aniversário será marcado pelo lançamento do “Almanaque de Petrópolis – O Palácio Imperial”, de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna; pelo lançamento do “Caderno de Conservação – Coleção Chapéus”, de Eliane Marchesini Zanatta; pelo concerto dos 70 anos do Museu, com uma homenagem às pessoas que ajudaram a enriquecer o acervo (através de doações) e a apresentação de produtos para a loja do Museu.

Museu ImperialEleito uma das sete maravilhas do Estado do Rio de Janeiro, em 2007, tendo recebido também nota máxima no “Guia Verde Michelin – Rio de Janeiro”, de 2010, e selecionado dentre os dez melhores programas de viagem no Guia Quatro Rodas, edição 2010, o Museu Imperial é um local não só de visitação, mas de aprendizagem sobre a história do Brasil. Além do acervo, composto por mais de 11 mil peças, diversas atividades e projetos já foram realizados ao longo de sete décadas, tudo isso para levar história aos visitantes de uma maneira inovadora e bela.

“Desde a sua criação, o Museu Imperial tem procurado desenvolver suas atividades em consonância com as dimensões nacional e local. A nacional é a mais evidente, uma vez que o Museu preserva objetos-símbolo da monarquia como as coroas e o cetro dos imperadores e o trono do Paço de São Cristóvão, dentre outros. Mas Petrópolis nasceu como um destino da vilegiatura e um ponto da conexão entre o centro (a antiga capital) e o interior, modelos de ocupação que produziram objetos, formas e práticas sociais específicas e que passaram a integrar o cotidiano dos brasileiros”, explicou o diretor do Museu, o historiador Maurício Vicente Ferreira Júnior.

Fazendo parte da programação dos 70 anos, o Museu Imperial implantou um dos mais importantes projetos de sua história. Funcionários da instituição estão concretizando o projeto de Digitalização do Acervo do Museu Imperial, conhecido como projeto DAMI. A iniciativa visa digitalizar todo o acervo do Museu Imperial, a partir de conjuntos de peças representados pelas coleções formadas por diversos doadores, e disponibilizar o material no site da instituição. A primeira fase foi orçada em R$ 3,5 milhões, tendo o projeto recebido um incentivo de R$ 1 milhão da IBM.
“O projeto levará mais de uma década para ser concluído. Mas o público poderá desfrutar das informações já a partir do dia 29 de março, quando disponibilizaremos duas coleções: a do visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802-1872), e a coleção Carlos Gomes, doada ao Museu pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho”, adiantou o diretor do Museu.
Também como parte da programação de aniversário, o Museu relançou o Sarau Imperial, que recentemente recebeu o selo Tour da Experiência do Ministério do Turismo. O Sarau é uma aula de história, com boa música e poesia. No projeto, “a princesa d. Isabel e suas amigas” convidam o público para passar uma tarde muito agradável.

Um pouco da história
O Museu Imperial foi o Palácio de verão de d. Pedro II e a residência preferida do Imperador. Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do país, o antigo Palácio começou a ser construído em 1845. O Museu como instituição foi criado em 1940 e aberto para visitação quase um século depois de sua construção, em 1943. O projeto original é do major e engenheiro Júlio Frederico Koeler e seguido, após sua morte, pelos arquitetos Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rebelo.

No piso foram usados mármore de Carrara e mármore preto da Bélgica, colocados em 1854. Esquadrias em madeira de lei (como jacarandá, cedro, pau-cetim, pau-rosa e vinhático) também realçam o assoalho. Ornamentações nas salas de jantar, de música, de visitas, na sala de estado e no quarto de dormir de Suas Majestades dão ainda mais destaque à beleza dos ambientes. Os jardins foram planejados por Jean Baptiste Binot, com orientação do próprio Imperador, nele se encontram espécies raras da flora brasileira e estrangeira.

O acervo do Museu Imperial reúne cerca de onze mil objetos. Entre os destaques, estão peças de porcelana, de cristais, ourivesaria, mobiliário, prataria, armaria, viaturas, indumentária, esculturas, pinturas e objetos musicais.

O Arquivo Histórico reúne uma coleção com fotografias e 250 mil documentos originais, principalmente do século XIX. Pesquisadores, estudantes, historiadores, roteiristas, cineastas e escritores, no entanto, podem encontrar registros históricos que vão do século XIII ao início do século XX.

Serviço:
Museu Imperial
Endereço: Rua da Imperatriz, 220
Visitação: De terça a domingo, das 11h às 18h.
www.museuimperial.gov.br

Preços:
Adultos: R$ 8,00
Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4,00
Menores de 7 anos e maiores de 80: Gratuito

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Os museus do Brasil

Posted on 05 September 2007 by Pedro Serra

Confesso que conheço mais museus fora do que dentro do Brasil. Não, não é nada do que me orgulhar. Afinal sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor. Mas acredito que isso tem dois motivos. O primeiro é que, quando viajamos, queremos conhecer mais esse tipo de lugar. E tendo morado nos Estados Unidos e feito um tour pela Europa, museus é que não faltaram para mim lá fora. O segundo é que os museus brasileiros, muitas vezes, não empolgam muito.

Recentemente estive em Tiradentes e fiquei decepcionado ao visitar o Museu Padre Toledo. O Padre foi um dos Inconfidentes e a casa era uma das mais ricas da então Vila de São José Del Rei. Mas o museu conta com uma meia dúzia de peças envelhecidas e não conta muito a história do que aconteceu ali. Eu logo fiz uma comparação com o museu da Batalha de Gettysburg, na Pennsylvania, EUA, onde o museu, na verdade, é a cidade inteira. No que foi o campo de batalha, há pessoas vestidas como na guerra. Na casa do museu propriamente dito, há mapas explicativos, objetos, roupas da época, gravuras, etc, etc, etc, contando tudo o que aconteceu, como aconteceu, porque aconteceu e quando aconteceu. Ok, o investimento lá é muito maior. Mas nós temos criatividade… Tiradentes recebe milhares de visitantes por ano, não deveria se basear apenas na arquitetura e na Maria Fumaça para entreter seus visitantes, deveria contar um pouco melhor sua história.

Menino com Peão - Reynaldo FonsecaQuanto à arte, temos excelentes artistas nacionais… Candido Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e muitos, muitos outros. Eu sou primo (de segundo grau) de dois grandes pintores pernambucanos de projeção internacional. Qualquer apartamento dos membros da minha família é uma verdadeira exposição de obras de Reynaldo Fonseca e Lucia Helena. Cresci vendo seus quadros. Reynaldo foi aluno de Candido Portinari e me lembro de, durante minha infância, ter medo de andar pela sala à noite por causa dos olhos nos quadros, que seguiam meus passos.

Leque - Reynaldo Fonseca

Quadros de Reynaldo Fonseca. À direita, Menino com Peão, à esquerda, Leque.

Mas vamos aos museus então…

A página Guia dos Museus tem links para os principais museus do Brasil, dividido por estados. Infelizmente o cara que fez a página quis ganhar uns trocados e colocou alguns pop-ups… mas se você usa um bloqueador, não deve ter problemas. Tentei localizar outras páginas, mas nenhuma era tão completa ou estava tão atualizada com os links… mesmo nesta página, muitos dos links estão quebrados, então você tem que se virar para achar… eu tentei aqui dar uma ajudinha, colocando sempre os links para páginas mais completas quando o Guia dos Museus falhava.

Aqui vão algumas dicas de museus que visitei ou que acho interessante:

Rio de Janeiro:

Urutu - Tarsila do AmaralMAM – Museu de Arte Moderna – Um incêndio em 1978 destruiu boa parte de um acervo que contava com peças de Picasso, Salvador Dali, Miró, Max Ernst, entre outros. A solidariedade de artistas, governos e colecionadores ajudou o museu a voltar a funcionar, mas foi a doação de Gilberto Chateaubriand, em 1993, que realmente colocou o museu de volta à cena. Hoje o MAM conta com em seu acervo com obras de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral (o Urutu, imagem à direita), Lasar Segall, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro, Cândido Portinari, Pancetti, Goeldi e Djanira, além de uma grande exposição de mais de quatro mil obras de fotógrafos brasileiros e exposições temporárias.

MAC NiteróiNiterói:

MAC – Museu de Arte Contemporânea – O prédio do museu já é uma obra de arte. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, parece um disco voador, emoldurado pela Bahia de Guanabara, com uma belíssima vista para o Rio de Janeiro. O acervo do MAC conta com 369 obras próprias e 1.217 obras da coleção de João Sattamini, que incluem artistas como Hélio Oiticica, Amílcar de Castro, Carlos Vergara, entre outros.

Petrópolis:

Museu Imperial – O museu é a antiga casa de verão de Dom Pedro II, na cidade por ele criada com um nome que o homenageia. Petrópolis, a cidade de Pedro. Documentos, móveis e objetos fazem parte do acervo, além do próprio palácio e seus muitos quartos. Uma das curiosidades é que o visitante tem que calçar pantufas para andar pelo museu, para não estragar o chão de madeira. É comum vê-los deslizando pelos cômodos. O museu também oferece um show, que ilumina o palácio de diferentes formas ao som de música.

São Paulo:

A Estudante - Anita Malfati (MASP)MASP – Museu de Arte de São Paulo – Outro que tem o prédio como uma obra de arte. O forte de seu acervo está nas obras francesas e italianas. O museu possui a maior e mais completa coleção de obras de arte ocidental da América Latina. No lado dos Italianos, podemos citar obras de Sandro Botticelli, Paolo Veronese, Alessandro Magnasco, Giovanni Boldini, entre muitos outros. Entre os franceses, nomes como Nicolas Poussin, os impressionistas Manet, Degas, Cézanne, Monet e Renoir, o fauvista Matisse e o cubista Picasso. Também estão lá obras de Max Ernst, Goya e meus favoritos Miro e Van Gogh. Ahhh… tem brasileiros também. Esculturas de aleijadinho, pinturas de Portinari, Lasar Segal, Anita Malfatti(A Estudante, imagem à direita), Di Cavalcanti. Tem ainda arte asiática, africana, inglesa, americana… fotografia, arqueologia, moda e vestuário, biblioteca… uff uff uff.

Paisagem - Tarsila do Amaral (MAM-SP)MAM – Museu de Arte Moderna – Apesar de se autodenominar de arte moderna, o museu reúne um acervo de quatro mil obras de arte contemporânea brasileira, entre elas, pinturas de Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral (Paisagem, imagem à esquerda) e Victor Brecheret.

Belo Horizonte:

MAP – Museu de Arte da Pampulha – Mais um prédio projetado por Oscar Niemeyer, centro do denominado “conjunto arquitetônico da Pampulha”, proposto por Juscelino Kubitscheck. Seus jardins foram projetados por Burle Marx e conta com esculturas de August Zamoyski, José Pedrosa e Alfredo Ceschiatti. O museu se destaca mais por organizar exposições de arte contemporânea do que por seu acervo, mas conta com obras de Portinari, Di Cavalcanti e Alfredo Volpi.

Recife:

Instituto Ricardo Brennand – Um castelo Medieval no meio de Recife já é o suficiente para instigar uma visita a este museu. Mas a visão de Ricardo Brennand era maior do que apenas uma construção megalomaníaca e lá se encontram uma exposição de armas brancas e armaduras medievais, uma pinacoteca com obras do pintor holandês Albert Eckhout, que veio ao Brasil durante o século 17 retratar paisagens e cotidiano, e uma biblioteca composta por obras raras que pertenceram ao historiador José Antônio Gonçalves de Mello e ao escritor Édson Nery da Fonseca

Instituto Ricardo Brennand - Recife

Manaus:

Teatro AmazonasMuseu do Teatro Amazonas – Construído nos estilos neo-clássico e art-noveau durante o ciclo da borracha, no final do século 19, o prédio possui em sua arquitetura ornamentos que fazem referências a compositores e dramaturgos clássicos como Mozart, Chopin, Rossini e Moliére.

Ok… vou parar por aqui… o resto é com vocês. Se alguém tiver alguma dica para dar, sinta-se a vontade para usar os comentários… afinal eles estão ai para isso mesmo

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