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FrenetiK Crew – voltando às origens do disco de vinil

Posted on 14 January 2010 by Pedro Serra

FrenetiK Crew - André Araújo, Rodrigo Correia, Vivi Seixas, Mike Frugaletti e Pedro Serra - Foto: Ana Alexandrino

FrenetiK Crew - André Araújo, Rodrigo Correia, Vivi Seixas, Mike Frugaletti e Pedro Serra - Foto: Ana Alexandrino

Vocês já me ouviram muito falar aqui no blog que eu sou DJ de música eletrônica, mas acho que há tempos não falou sobre algum lugar aonde vou realmente tocar. Estava afastado das picapes, mas um projeto idealizado pelos meus amigos e sócios André Araújo e Pedro Piu fez com que eu me empolgasse novamente a botar o fone no ouvido e comandar a pista de uma boate. Estou falando da FrenetiK Crew: Vinyl Edition, que rola no dia 19 de janeiro, terça-feira, no Pista 3, em Botafogo.

Em uma época em que a música se torna cada vez mais digital, a FrenetiK Crew rema contra a maré e, voltando às suas origens analógicas, lança um evento onde CD e computador não entram. No cardápio, os DJs e as músicas que colocaram a FrenetiK no mapa da cena eletrônica carioca. Além do Pedro Piu, do André Araújo e deste que vos fala, a pista vai chacoalhar ao som dos discos de Rodrigo Correia, a FrenetiK girl Vivi Seixas (antes que me perguntem… sim, a filha do Raul Seixas) e seu marido, o DJ americano Mike Frugaletti.

O evento exigiu de todos uma preparação especial: conseguir picapes emprestadas para ouvir as músicas, polir discos antigos, separar os arranhados… Por ser a única que ainda tem toca-discos do grupo (todos os outros DJs trocaram as carrapetas por tecnologias mais avançadas), Vivi foi a anfitriã nas tardes em que a FrenetiK passou reunida relembrando os velhos tempos e se preparando para o projeto.
 
“É impressionante como as coisas mudaram rápido. Aquela velha discussão do CD x disco já não existe mais, mas, do mesmo jeito que o livro e os jornais nunca vão desaparecer, os discos de vinil também sempre terão seu lugar”, analisa Vivi.
 
Empolgado com o projeto, Pedro Piu passou dias polindo os discos em casa, lembrando de quando tocava cada um deles.
 
“De cada três, um está arranhado, mas não importa. O bom do vinil é que cada um tem um valor diferente, dá para saber quando você comprou, onde estreou, se a pista bombou. Diferentemente da música digital, eles carregam uma história. Realmente dá saudades”,  disse  Piu.
 
Uma festa onde o vinyl é o rei, e CDs e computadores não são bem-vindos, pode parecer uma ideia retrógada, mas André Araújo faz questão de explicar o projeto:
 
“Não somos contra a tecnologia, muito pelo contrário. A festa surgiu da pena de ver aquele nosso monte de discos jogados em uma estante. Bateu também a saudade de uma maneira de tocar que não tem igual. Só quem toca de vinil sabe do que eu estou falando”, explica André, que sentiu no último fim de semana como o evento já está na boca do povo: “O Gustavo Tatá e o Mauricio Lopes ficaram empogadões com a festa. O Tatá até ficou quase uma hora me dando uma aula de como lavar os discos antigos”.
O melhor de tudo foi voltar a conviver com essas pessoas que, por causa de trabalho, blog, filho e outras coisas da vida, eu andava meio afastado. É só vocês verem a cara de felicidade de todos na sessão de fotos de divulgação da festa. Infelizmente o Pedro Piu não pode ir, mas ele foi devidamente representado em uma capa de vinil.
 
Serviço:
FrenetiK Crew: Vinyl Edition
19 de janeiro, a partir das 23h
Pista 3 – Rua São João Batista, nº 14 – Botafogo
Line Up -
Pedro Serra
André Araújo
Rodrigo Correia
Pedro Piu
Vivi Seixas + Mike Frugaletti
Veja o making of da sessão de fotos:
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