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Ryanair e a ‘taxa do pipi’

Posted on 14 April 2010 by Pedro Serra

Após cobrar pelo check-in, pelas bagagens, pelo lanche e até por cadeiras de rodas para os deficientes físicos, a Ryanair finalmente chegou ao banheiro, anunciando na semana passada a cobrança da “wee fee”, algo como taxa do pipi.

presidente da Ryanair Michael O´Leary

presidente da Ryanair, Michael O´Leary

A ideia do presidente da Companhia, Michael O´Leary, é instalar uma porta que só abra com moedas (assim como os toaletes de algumas lanchonetes americanas). A taxa ficaria entre 1 Euro e 1 Libra Esterlina. Além de cortar os custos. O´Leary quer também lucrar mais, diminuindo a quantidade de banheiros nos 737 de três para apenas um, que seria partilhado por até 189 passageiros. No lugar, entrariam seis poltronas.

ryanairA princípio, a cobrança aconteceria apenas nos voos com menos de uma hora de duração. Segundo o porta-voz da empresa, isso traria uma mudança nos hábitos dos passageiros.

– Ao cobrar pelos toaletes, nós esperamos uma mudança no comportamento dos passageiros, para que eles usem o banheiro antes ou após os voos. Isso nos permitirá remover doiis dos três toaletes e abrir espaço para seis assentos extras – explicou McNamara ao Daily Mail.

Cobranças controversas e críticas não são problema para a Ryanair. A empresa vem recebendo críticas por cobrar por seus lanches a bordo até 379% a mais pelo preço de mercado. Para isso, McNamara tem uma resposta na ponta da língua.

– Eu queria saber quanto a Tesco (loja de conveniência online britânica) está cobrando pelos seus voos entre Barcelona e Londres – provocou.

A antipatia da empresa vai além de suas cobranças. O serviço de atendimento é feito apenas por telefone ou fax e, advinhem, para telefones pagos. O fato de ser uma empresa odiada, porém, não impediu a Ryanair de transportar o maior número de passageiros entre todas as companhias europeias em 2009, e de projetar lucros de US$ 500 milhões para 2010.

– A empresa de vez em quando aparece em pesquisas como uma das mais odiadas pelos passageiros, mas os números mostram que muita gente ainda prefere a vantagem econômica a regalias – analisa o analista de marketing Daniel Rogers, da consultoria Brand Republic, de Londres.

Ryanair

Passageiros odeiam, mas lotam as poltronas

A antipatia e as taxas extras são o preço que se paga para se ter uma passagem internacional a 33 euros. Voei pela American Airlines nos Estados Unidos e vou dizer que não vi muita diferença. Taxas para as bagagens, sanduiche no voo a quase US$ 10, mas paguei US$ 110 para cruzar o país, de Nova York a Los Angeles (e a AA não é low cost). Em compensação, quando fui a Bahia no mês passado fazer uma matéria pelo jornal, uma passagem para Aracaju saiu a quase R$ 500, isso pela Gol, que entrou no mercado com uma proposta low cost.

Bom, como você provavelmente não vai beber líquidos no avião porque eles custam caro demais, provavelmente vai menos ao banheiro. Se você contabilizar uma visita ao toalete em um voo, pagando 1 euro, não vejo muito problema. A questão que me incomoda é a retirada dos banheiros. Imagine as filas e, principalmente, a imundice que vai ficar com todo mundo usando apenas um vaso sanitário. Uma solução: fraldas geriátricas. Um pacote com oito sai a R$ 14, ou seja, a unidade sai bem abaixo do preço de uma visita ao banheiro em um voo da Ryanair, além de você não ter que enfrentar filas. Aliás, não vai precisar nem se levantar da sua cadeira…

Com informações do Daily Mail, Globo e site da Ryanair

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Festivais bizarros: arremesso de estrume, o homem chifrudo e uma corrida de ratos

Posted on 30 March 2010 by Pedro Serra

Conforme prometido, estamos de volta com a lista mensal dos festivais mais bizarros ao redor do mundo. Se na estreia eu fui um pouco conservador e listei apenas dois, neste post eu vou à forra, com nada menos do que nove festas bem estranhas para você curtir em abril.

Songkran – Tailândia

Começamos pela Tailândia, onde, entre os dias 13 e 15 deste mês, acontece o Songkran, um festival de origens religiosas, no qual os budistas comemoram o ano novo deles. Mas a festa, celebrada em todas as partes do país, vai muito além disso… se você decidir curtir o evento, porém, vá preparado par se molhar. Meninas, nada de roupas brancas.

No Songkran, nem os policiais escapam

No Songkran, nem os policiais escapam

Para celebrar a virada do ano, imagens de Buda são imersas em água e carregadas em procissão pelas ruas das cidades, acompanhadas de música e água… muita água. O objetivo é purificar tudo, celebrando um novo começo. E é aí que está a diversão. Crianças, velhos e adultos, todos com suas mangueiras, baldes e armas de água prontos para molhar tudo e todos que vêem pela frente.

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A dança do homem chifrudo – Cornella del Terrí, Catalunia, Espanha

Durante a sexta-feira da paixão, os moradores desta pequena cidade na Catalunia cortam o pinheiro mais alto em uma floresta próxima e o trazem, na mão, até o centro. Lá, vários chifres de animais são amarrados ao tronco da árvore, deixando-a com uma aparência um pouco macabra. Na segunda-feira da páscoa, ao meio-dia, a população se reúne para assistir à árvore ser içada na praça central, onde permanecerá até a festa do próximo ano. A origem deste festival pagão no meio de uma festa cristã é desconhecida, mas há relatos que datam de 1200 descrevendo o evento.

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World Cow Ship Throwing Contest – Beaver, Oklahoma, EUA.

para os que gostam de ver coisas voando ou sendo atiradas pelos ares, estes próximos três festivais são para vocês. Começamos pelo Campeonato Mundial de Arremesso de Cocô de Vaca. Isso mesmo, este pessoal de Beaver se reúne para pegar o resultado da digestão de belas vaquinhas (A.K.A. estrume) e jogá-lo o mais longe possível. Ah… o recorde mundial é de 56 metros.

World Cow Ship Throwing

World Cow Ship Throwing

Typewriter Toss – Springfield, Montanta, EUA

As secretárias da cidadezinha de Springifield comemoram o dia delas (22) de uma forma diferente. Com a ajuda de um caminhão guincho, as mulheres jogam velhas máquinas de escrever de uma altura de 50 metros. O objetivo? Acertar um pequeno alvo pintado no chão.

Anvil Shooting World Championship – Bay Springs, Mississipi, EUA

Todo ano, em abril, centenas de “cientistas malucos” se reúnem nesta cidadezinha do Mississipi para uma competição diferente, arremessar uma bigorna de cerca de 50 quilos o mais alto possível.
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Running of the Rodents – Louisville, Kentuky, EUA

O principal neste festival são as corridas de rato. O evento começou em 1972 com um professor da faculdade local, que usou o treinamento dos ratos para a disputa como forma de ensinar os alunos sobre técnicas de alteração de comportamento… mas o evento cresceu e hoje, além da competição, há também concursos do melhor chapéu de rato (digo, imitando a forma do animal, não feito dele), desfile nas ruas e mais.

Dia da Rainha – Amsterdam, Holanda

Se Amsterdam é uma cidade permissiva por natureza, imagine em um feriado nacional, com todos nas ruas comemorando o dia da Rainha. Confira no vídeo abaixo:
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Vappu – Helsinque, Finlândia

O Vappu, ou Walpurgis, é o carnaval da Finlândia e acontece no dia 30 de abril em todo o país. Em Helsinque, a capital, as festas tomam o dia inteiro, com pessoas espalhadas pelos parques e praças da cidade. Um dos pontos altos é a festa em torno da estátua de Havis Amanda, onde os foliões enchem de espuma o chafariz onde ela está localizada e mergulham nas gélidas águas.

Vappu, um mergulho no chafariz da Havis Amanda

Vappu, um mergulho no chafariz da Havis Amanda

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Bungee Jumping N’gol – Ilha Pentecostes, Vanuatu

Aqui nasceu o Bungee Jumping. Neste ritual da tribo N’gol, homens saltam de uma plataforma de 20 a 30 metros feita de bambu e preços por cipós para pedir uma boa colheita de inhame. Além disso, o ritual também representa a transformação de meninos em homens. Não, você não vai poder pular da plataforma, mas só ver os N’gols fazendo isso, já é o suficiente. Veja aqui algumas fotos do ritual e assista ao vídeo abaixo.

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Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

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Hotéis diferentes – passando o maior aperto

Posted on 11 March 2010 by Pedro Serra

Havia deixado um pouco de lado os meus posts sobre lugares diferentes ao redor do mundo. Pois bem, chegou a hora de retomar as listinhas. Separei aqui alguns hotéis para aqueles que não tem problemas com lugares apertados.

Null Stern Hotel – Teufen, Suiça

Null Stern Hotel

Null Stern Hotel

Quando os próprios artistas que conceberam o hotel afirmam que “a única estrela aqui é você”, já dá para se imaginar o que te espera. O Null Stern é um antigo abrigo nuclear que foi transformado em um hotel “zero estrelas”, prontinho para receber até 14 visitantes que queiram pagar cerca de R$41 pela experiência.

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The Jail – Mount Gambier, Australia

Jail backpackers

Jail backpackers

O local funcionou como um presídio lá por volta de 1860 e hoje serve de albergue para os viajantes que buscam a natureza desta região da Austrália. Você pode se hospedar em celas para até quatro pessoas, e curtir um bom programa na televisão enquanto navega na internet no local onde antes funcionava a capela. Os donos do local, um australiano e uma suiça, que um dia foi mochilar por aquelas bandas e nunca mais voltou, raramente são vistos no local, mesmo quando estão por lá… por isso mesmo adotaram um sistema de auto check in. Próximo ao albergue, há bons lugares para passear, surfar, mergulhar e até praticar sandboard.

Napier Prison – Hawkes Bay, Nova Zelândia

Napier prison

Napier prison

Bom, o que se pode esperar de um albergue que é uma prisão? Quartos apertados, banheiros distantes… a ideia aqui não é conforto, e sim a experiência de se hospedar em uma prisão. A única recomendação que eu posso fazer é… don’t drop the soap.

Dasparkhotel – Ottensheim, Austria

Dasparkhotel

Dasparkhotel

O local não poderia ser melhor, os quartos ficam localizados bem no meio de um belíssimo parque, cercado de verde por todos os lados. O único problema é que as acomodações não passam de manilhas de concreto com uma cama dentro. Esqueça televisão, frigobar, banheiro e afins… o negócio aqui é para quem só entra no quarto na hora de dormir. A ideia partiu de Andrea Strauss, uma austriaca recém-formada na faculdade de artes que buscava um conceito de hospedagem minimalística que fizessem sentido economicamente. A reserva é feita pela internet, o hóspede recebe um email com o código para abrir a porta e o pagamento é simples, basta deixar no quarto a quantia que você achar justa.

Capsule Inn Akihabara – Tóquio, Japão

capsule Inn

capsule Inn

Já que estamos falando em lugares apertados, não posso deixar de escrever sobre os famosos hotéis cápsula do Japão. Conforme falei em outro post sobre hotéis diferentes, este tipo de hospedagem está fazendo escola, e já há hotéis-cápsula em alguns aeroportos da Europa. O Capsule Inn está localizado em Akihabara, o centro da informática em Tóquio, com milhares de lojas de equipamentos eletrônicos. O hotel possui 169 quartos (sendo 140 para homens e 29 para mulheres, em andares separados) com medidas de 1m x 1m x 2m, ou seja, um metro de largura, um metro de altura e dois metros de profundidade. As comodidade são, bem, uma cama, uma televisão, um rádio e um relógio. Mas o fato é que você só vai entrar lá na hora de dormir.

The Kromme Roake - Eenrum, Holanda

Kromme Roake

Kromme Roake

Este hotel de um quarto só se gaba de ser o menor do mundo. É a grande atração em uma cidade que, conforme o próprio site do estabelecimento coloca, tem apenas três cafés, um fabricante de velas e um museu da mostarda. Apesar de pequeno, o apartamento é bem arrumadinho, com banheiro, cozinha, quarto… na recepção (para quê uma recepção eu não sei) há 40 escaninhos com números de quartos, mas apenas o primeiro está ocupado, exatamente com a chave do quarto número um.

The One Hotel Angkor – Camboja

The One Hotel Angkor

The One Hotel Angkor

Outro hotel de um apartamento só, mas aqui, o luxo está por todos os lados. Ao chegar, você recebe um Ipod, um Ibook, um telefone celular… tem um chef à disposição, Spa, Jacuzzi. Ou seja, tudo que um megaresort oferece, só que você é o único a usufruir das mordomias.

Hotel Punta Grande – El Hierro, Ilhas Canárias

Hotel punta grande

Hotel punta grande

El Hierro já é a menor e mais remota das Ilhas Canárias, na Espanha, não bastasse isso, o Hotel Punta Grande ainda fica em um costão bem na ponta da cidade e, além disso, manteve durante anos o título de ‘o menor hotel do mundo’ gravado no Guiness. São quatro apartamentos double espalhados por 600 metros quadrados. Aqui, nada de luxo ou serviços, e o prédio ainda fica na beira de um penhasco, a mercê das ondas, que muitas vezes batem nas paredes laterais.

Falei em outro post sobre o hotel em um avião na Suécia sobre os Yotel, a versão inglesa dos cubículos japoneses, então clique aqui para conferir. Se você acha que o frio é psicológico, então dê uma olhada nestes hotéis de gelo aqui.

Veja outros posts da série Lugares Diferentes:

Restaurantes onde a comida não é a atração principal

Hotéis de gelo: para quem acha que o frio é psicológico

Plataformas para quem não tem medo de altura

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Lisboa tem os melhores albergues do mundo

Posted on 28 January 2010 by Pedro Serra

Travelllers House

Travelllers House, em Lisboa: bicampeão mundial

Se você quer ficar nos melhores albergues do mundo, então o seu destino é Lisboa. A capital portuguesa é a casa de cinco dos “top ten worldwide hostels” condecorados este ano com o “HOScar”, premiação internacional promovida pelo site Hostelworld.com, incluindo o grande campeão Travellers House Hostel, além dos segundo e terceiro colocados. É o segundo ano consecutivo que o Travellers House fica com o título de “melhor albergue do mundo”. Para isso, teve que vencer cerca de 23 mil concorrentes em todo o mundo, que competiam pelos votos de mais de um milhão de visitantes do site.

– Nós trabalhamos com paixão, aqui. Estamos muito orgulhosos de ganhar o ‘top hostel’ pelo segundo ano seguido. As pessoas que trabalham se divertem com os hóspedes e fazem o máximo para mostrar-lhes o melhor que a nossa cidade tem para oferecer – disse João Pires, gerente do albergue.
(Assista a um vídeo sobre o albergue)

Com o Rossio Hostel e o Living Lounge Hostel fechando o pódio, e com o Lisbon Lounge e o Lisboa Central Hostel aparecendo em sétimo e décimo, respectivamente, a capital portuguesa merece o título de melhor lugar para os mochileiros se hospedarem no mundo.

Aqui na América Latina, quem ficou com todos os prêmios foram nossos hermanos argentinos. O campeão foi o Hostel Lao, em Mendoza, seguido pelos albergues da capital Buenos Aires American del Sur e Hotel Estoril.

Confira o ranking dos albergues
Top 10 albergues no mundo

1. Travellers House, Lisbon, Portugal
2. Rossio Hostel, Lisbon, Portugal
3. Living Lounge Hostel, Lisbon, Portugal
4. Academy Hostel, Florence, Italy
5. Carpe Noctem, Budapest, Hungary
6. The Riverhouse Backpackers, Cardiff, Wales
7. Lisbon Lounge Hostel, Lisbon, Portugal
8. Greg & Tom Hostel, Krakow, Poland
9. The Naughty Squirrel Backpackers Hostel, Riga, Latvia
10. Lisboa Central Hostel, Lisbon, Portugal

Melhores albergues por continente:

North America:
1. ACBB Hostel Niagara, Niagara Falls, Canada
2. USA Hostels San Diego, San Diego, USA
3. Clarence Castle, Toronto, Canada

Latin America:
1. Hostel Lao, Mendoza, Argentina
2. American del Sur Hostel Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina
3. Hostel Estoril, Buenos Aires, Argentina

Asia:
1. Sitting on the City Walls Courtyard Hostel, Beijing, China
2. Chinese Box Courtyard Hostel, Beijing, China
3. Nagasaki International Youth Hostel AKARI, Nagasaki, Japan

Oceania:
1. Jailhouse Accommodation, Christchurch, New Zealand
2. Sydney Central YHA, Sydney, Australia
3. Backpack Oz, Adelaide, Australia

Africa:
1. Dahab Dorms, Dahab, Egypt
2. Riad Massine II, Marrakech, Morocco
3. The Backpack & Africa Travel Centre, Cape Town, South Africa

Eastern Europe:
1. Carpe Noctem, Budapest, Hungary
2. Greg & Tom Hostel, Krakow, Poland
3. The Naughty Squirrel Backpackers Hostel, Riga, Latvia

Categorias especiais:
• Cleanest Hostel: Academy Hostel, Florence, Italy
• Best Staff: Riverhouse Backpackers, Cardiff, Wales
• Most Secure: Travellers House, Lisbon, Portugal
• Best Location: Academy Hostel, Florence, Italy
• Best Character: Living Lounge Hostel, Lisbon, Portugal
• Most Fun: Carpe Noctem, Budapest, Hungary
• Most Improved: The South Beach Hostel, Miami, USA

Best Large Hostel (min 500 camas):
1. HI Chicago, Chicago, USA
2. Wake Up! Sydney Central, Australia
3. SmartCityHostels Edinburgh, Edinburgh, Scotland

Best Small Hostel (min 50 camas):
1. Hostel Majdas, Mostar, Bosnia & Herzegovina
2. Rossio Hostel, Lisbon, Portugal
3. Giovanni’s Home, Naples, Italy

Melhor cadeia de albergues:
1. Wombats
2. HI USA
3. Astor Hostels

Top Tour Company:
Allens Tours, Belfast, Northern Ireland

Best Tour:
Wild Wicklow Tour, Wicklow Ireland

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Uma mochila nas costas e uma idéia na cabeça…

Posted on 26 February 2008 by Pedro Serra

backpacking in EuropeMochilar pode parecer tão simples quanto colocar uma mochila nas costas, pegar um avião, ônibus ou trem e ir… e realmente é, basta ter um dinheirinho no bolso e a vontade de aventurar-se. Como disse o fundador da Lonely Planet, Tony Wheeler, na introdução do seu primeiro guia de viagens, Across Ásia on the Cheap, “tudo o que você tem a fazer é decidir ir, e a parte mais difícil já está resolvida. Então vá!”.

Quando fiz a minha primeira viagem de mochilão pela Europa (foto), há quatro anos, fiquei dias lendo sites de dicas na internet, planejando roteiros, reservando albergues, vendo os dias grátis de museus. Pois bem, foi só eu chegar a Madrid que tudo foi esquecido e eu passei a viver um dia de cada vez: mudei os albergues, estiquei a minha estada em Amsterdam, diminui o tempo em Paris, visitei menos museus e passei mais tempo com os locais. Hoje, quando olho para trás, vejo que deixei de visitar diversos lugares que gostaria simplesmente por desorganização, mas sei também que, caso tivesse seguido todo o roteiro que preparei, minha viagem teria sido um saco, como aquelas excursões da CVC organizadas para velhinhos.

Lonely PlanetA minha sugestão então é, leia as dicas, mas não se prenda muito nisso. Elas serão muito úteis, mas cada um vai selecionar aquelas que têm mais a ver com o seu estilo de viagem. Eu vou começar pela mais básica de todas: compre um guia de viagens. Na minha humilde opinião, os da Lonely Planet são os melhores, mas os da Frommers também são muito bons, apenas não tão voltados para os mochileiros. Nestes guias você vai encontrar mapas, dicas de albergues, restaurantes, museus, boates e atrações, além de diversas referências históricas do lugar. Nesta minha viagem pela Europa, devo confessar que abri o guia poucas vezes, já que acabava pedindo as dicas dos locais e outros viajantes, mas sempre que precisei da sua ajuda, ele estava lá. Para ajudar na sua escolha, leia o post “Com que guia de viagem eu vou” aqui no Sem Destino.

Quanto ao destino, devo dizer que não sou muito a favor de conhecer diversos lugares em uma única viagem. Fiquei dois meses e meio na Europa, poderia ter conhecido sei lá quantas cidades, mas não troco por nada os meus dias relaxados na praia em Barcelona com os amigos que fiz por lá. Ainda me correspondo com eles e duas amigas minhas da Eslovênia já vieram me visitar. Acho difícil você criar este tipo de amizade se está pulando de um lugar para outro, além de não conhecer realmente a cidade e gastar muito tempo em ônibus, trem ou avião.

Locomoção – Definido o destino, é hora de pensar em meio de transporte. Para se deslocar dentro da Europa, uma das opções são as companhias aéreas low cost. Entre no site flylowcostairlines.org ou Skyscanner.net e pesquise os melhores preços. Talvez você até troque sua ida à Roma por uma viagem à Moscou por causa de uma promoção. Para dar uma idéia, meu irmão acaba de comprar para o ano que vem uma passagem Amsterdam / Berlim / Budapeste / Florença / Amsterdam por 250 Euros… em alta temporada. Uma passagem Amsterdam / Praga / Amsterdam está saindo por 100 Euros. Para vôos dentro dos EUA, tente o site da e.dreams e muitos outros, pesquise. Quando estiver organizando o itinerário dos vôos, aproveite para dar uma passadinha no site Frekfly, que oferece informações práticas sobre os aeroportos. Basta você colocar o aeroporto de saída e de chegada para saber o clima, a moeda local (e a taxa de conversão entre a moeda dos dois países), onde comer e se hospedar nas proximidades, além de fotos, depoimentos dos visitantes e a localização no GoooooogleMaps.

train stationOutra opção é fazer toda a viagem de trem, o que pode ser até parecer mais caro, mais demorado, mas nem sempre é. Confesso que gosto muito de viajar de trem – você pode ver os lugares por onde passa e conhece pessoas a bordo. O lado ruim é que as viagens podem levar algum tempo. De Madrid até Amsterdam, por exemplo, foi quase um dia inteiro. Para este tipo de viagem, você pode escolher um passe que cubra três países, quatro ou cindo países (que têm que ser fronteiriços) e uma combinação de dias e número de viagens. Os preços começam em 207 Euros para jovens abaixo de 25 anos, 270 Euros para adultos em grupos e 315 Euros para adultos sozinhos. Entre no site da Eurail e veja as possibilidades. E aqui vai uma pequena advertência, o Eurail não pode ser comprado na Europa. Você tem que comprá-lo antes de sair do Brasil. Nos Estados Unidos os trens também são uma excelente opção. Se você está em, digamos, Nova York, e quiser ir para Washington vai gastar uns US$130,00 em um dos trens da Amtrak.

Mas e aí, qual deles é melhor? Depende, as passagens de avião podem ser mais baratas, mas geralmente os vôos são para aeroportos longe da cidade, você gasta um tempão com check-in e tal e acaba, dependendo do vôo, se tem conexões, se desgastando muito mais. Lembre-se que em uma viagem de trem noturna você estará dormindo em uma cabine, descansado, além de economizar o dinheiro do albergue. Bom, há os ônibus também, bem mais baratos que os trens, porém mais lentos e menos confortáveis.

tramJá que estamos falando de locomoção nesta parte, vamos esgotar logo o assunto antes de passarmos para o próximo tópico. Quando você estiver dentro de uma cidade, nada de táxi. A maioria das cidades européias e americanas tem um excelente sistema de metrôs e ônibus, então por que você vai gastar o seu rico dinheirinho com essa bobagem? Apenas preste atenção na forma de pagamento. Em algumas cidades, não há roletas no metrô ou nos ônibus, ninguém te cobra nada, mas você tem que pagar mesmo assim, porque se o fiscal te pega sem o bilhete na mão, a multa é pesada. E não adianta falar com cara de bobo e sotaque de brasileiro que você não sabia… desconhecer as leis não é desculpa para não cumprí-las. Se não for muito – e eu me refiro aí a mais de 20 quarteirões – vá a pé. Não há melhor maneira de se conhecer uma cidade do que andando.

london undergroundPara ajudar na sua locomoção, pegue um dos muitos mapas disponíveis nos albergues, estações de metrô e guichês de informações ao turista (sim, eles têm isso por lá). Geralmente no começo parece impossível decifrar o mapa do metrô de Paris ou Londres, ou mesmo saber onde você está, mas depois que você aprende o macete da triangulação de ruas, fica tudo mais fácil.

A mochila – lembre-se que a sua mochila, para o bem ou para o mal, será a sua companheira inseparável de viagem. Nela você terá tudo o que precisa, mas qualquer coisa supérflua que colocar lá dentro vai acarretar em um peso extra que, após um dia inteiro de viagem, em um metrô lotado em Nova York, podem realmente te deixar estressado, ou pior, com uma baita dor nas costas.

Uma mochila de 75 litros é mais do que suficiente. Leve também uma outra, pequena, para usar no dia-a-dia. Quando for comprar a mochila, teste ela nas suas costas e veja se encaixa direito. Não é uma boa idéia levar nada de muito valor, já que você vai se hospedar em albergues e, por mais que nesses lugares eles disponibilizem um pequeno armário, nada garante que ele vai estar intacto quando você voltar do seu passeio até o Louvre. Já o dinheiro, os cartões e os documentos devem ficar o tempo todo com você, em uma daquelas pochetes que ficam junto ao corpo. Nada de deixar na mochila.

Vamos a uma pequena lista do que levar:

Despertador – porque você vai precisar acordar para horários de avião ou trens, ou para não perder o café da manhã do albergue, ou mesmo no trem, para não perder a estação.

Lençóis – alguns albergues cobram extra por eles ou, dependendo em que mafuá você for se enfiar, eles podem estar sujos, sei lá. Muitas pessoas recomendam levar, eu não levei e não tive problemas.

Lanterna – você vai entrar no quarto escuro, vindo de alguma boite, e não vai querer acender a luz e acordar seus companheiros de quarto, né?

Higiene – não preciso nem falar em escova e pasta de dentes. Lembre-se também que albergues não são hotéis e não terão shampoo e sabonetes esperando por vocês. Levem seus artigos de higiene básico. Leve também os medicamentos básicos que toma para problemas simples. Você não vai conseguir explicar o que é uma aspirina em Moscou, ou que precisa de um antiácido em Praga.

Garfo, faca, colher – para você comprar uma comida na rua e comer no albergue, ou fazer um piquenique no parque.

Caderno
– para escrever o telefone e email dos amigos que fizer, além de dicas de lugares para ir e qualquer outra coisa que você achar interessante.

Cadeado – para trancar as malas e fechar os armários nos albergues.

Documentos – não preciso dizer passagens, passaporte, eurail, reservas de albergues impressas. É bom tirar também a carteirinha de estudante internacional, não só pelos descontos, mas porque alguns albergues a exigem. Verifique também a exigência de vacinação em alguns países. Com esse surto de febre amarela, é capaz de mais países exigirem isso.

Eletrônicos – máquina fotográfica e MP3 player. Se o seu cartão de memória ficar cheio, há muitos lugares onde você pode passar tudo para CD. Mas não esqueça de pedir para checar o CD antes de sair, pois foi exatamente assim que eu perdi quase todas as minhas fotos da Europa.

mapLivros – Guia de viagem e, se você vai fazer muitas viagens de trem, talvez alguma coisa para ler nesses deslocamentos. Resista à idéia de levar livros para ler na viagem, geralmente eles voltam sem que você tenha lido uma única página, além de serem um grande peso na mochila.

Roupas – aí o negócio é mais complicado, porque depende muito do lugar para onde você vai, do clima, da sua personalidade e tal. O mais importante é você não se empolgar, pensar em roupas versáteis, leves, que sirvam tanto para o dia quanto para a noite. Uma boa idéias são as calças que viram bermuda. Pense menos na aparência e mais na utilidade das roupas, afinal você é um mochileiro. Outra dica é que os sapatos podem ser amarrados do lado de fora da mochila para ocupar menos espaço.

Você também pode levar umas camisas do Brasil, dessas baratinhas de camelô, para servir de moeda de troca ou para agradar algum amigo novo.

Hospedagem – se você é um mochileiro, você vai para um albergue. Há opções de hotéis baratos tanto nos EUA como na Europa, mas qual é a graça? Em um albergue você conhece pessoas de todos os países, descobre o que fazer, encontra companhia para passear pela cidade. Existem diversos sites onde você pode pesquisar albergues em todo o mundo, como o Hostel Bookers, o Hostel World, o Hostels of Europe e a Hosteling International, conhecida aqui no Brasil como albergues da juventude.

E como você vai escolher o seu albergue? É difícil se você não conhece a cidade saber se vai estar em uma boa localização. Complicado também é saber se o albergue realmente oferece aquilo que está sendo divulgado no site. Em Madrid, os banheiros do albergue que escolhi não tinham chuveiro, apenas uma banheira meio suja. Já em Paris, todo dia os caras vinham e recolhiam as camas onde eu e meu irmão estávamos dormindo exatamente às 8 horas da manhã (até hoje isso é um mistério para mim). Para tentar saber mais sobre o albergue, tente reservar diretamente com eles. Mande um email cheio de perguntas, ou melhor ainda, ligue e veja como é o atendimento (pelo Skype, claro, para não gastar uma fortuna). Geralmente, pelo atendimento você já pode sentir mais ou menos o que te espera.

Se você tem um orçamento apertado ou quer conhecer melhor a cultura dos países que vai visitar, aí a opção é ficar na casa de alguém por lá. Você pode até achar estranho se hospedar com uma pessoa que nunca viu antes, mas são cada vez mais comuns os sites de relacionamento no estilo do Orkut onde as pessoas se oferecem para receber viajantes em suas casas. Você vai lá, faz o seu perfil, começa a criar uma rede de amizades e, quando for planejar a sua viagem, simplesmente começa a procurar pessoas que combinem com você nos países que vai visitar. Os sites Couch Surfing e Hospitality Club são os mais conhecidos, mas há outros. Para saber mais sobre isso, leia o post “Surfando os sofás do mundo” no meu blog Sem Destino.

Carteiras de descontos – Algumas carteirinhas oferecem descontos em albergues, passes de trem, museus, teatros, restaurantes, etc. A mais conhecida é a Carteira Internacional de Estudantes, a mesma que temos aqui no Brasil. A Carteira do Alberguista oferece desconto em hospedagem em diversos albergues. Já a Carteira do Jovem é para aqueles que já não são mais estudantes, mas ainda não passaram dos 25 anos.

Alimentação – Isso vai depender do seu orçamento, mas se ele estiver apertado (como o da maioria dos mochileiros), tente escolher um albergue que ofereça café da manhã. Alguns albergues maiores, inclusive, não se incomodam se você fizer um sanduíche extra e colocar na mochila. A maioria possui também uma cozinha onde você pode preparar a sua própria refeição, fique ligado apenas nas regras em relação à geladeira. Compre uma garrafa d´água em um supermercado, longe dos locais turísticos. Digo isso porque a minha falta de programação me fez comprar uma bem em baixo da Torre Eiffel, pela bagatela de 5 euros.

Se você fuma, lembre-se que os cigarros na Europa e nos Estados Unidos são absurdamente caros, e que você está autorizado a levar até dois pacotes do Brasil.

Bom, dicas não faltam, mas acho que as principais estão aí. O resto é com vocês. Como falei no começo, não se prenda tanto no planejamento. Chegando lá, vai tudo mudar mesmo. Se você tiver um roteiro prevendo uma visita ao Van Gogh Museum no primeiro dia, vai encontrar um grupo de australianos no albergue e acabar em algum bar do Red Light District. E se tudo der errado e você estiver em Madri, sem dinheiro, dormindo no banco de uma praça as 7 da manhã esperando o seu vôo que só sai à meia noite (como aconteceu comigo), lembre-se que isso será uma excelente história para contar aos amigos quando você voltar para casa.

PS.:
Se você vai mochilar pelo Brasil e passar pelo Rio de Janeiro, leia o meu post “De Mochilão no Rio de Janeiro” e a “Lista de albergues do Rio de Janeiro”, que embora esteja um pouco desorganizada, é a mais completa da internet. Para quem escolheu São Paulo como destino, leia a “Lista de albergues e hotéis baratos em São Paulo“.

Visite:

O Pensador Selvagem

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Singrando os Mares…

Posted on 06 January 2008 by Pedro Serra

cruise_ill.jpgConforme falei no post anterior, comecei a escrever para um site chamado O Pensador Selvagem, onde possuo uma coluna de viagens e turismo chamada Por Aí. No meu primeiro artigo por lá, escrevi sobre os cruzeiros marítimos temáticos que estão fazendo com que um público cada vez mais diversificado opte por este tipo de viagem.

A imagem que me vinha a cabeça sempre que eu pensava em um cruzeiro marítimo era a de velhinhos dançando ao som de “New York, New York” em um salão luxuoso, com smoking e vestidos de baile, bebendo drinks exóticos enquanto o navio singrava os mares a caminho de algum paraíso tropical.

Isso mudou… se entre os anos 60 e 80 a idade média dos passageiros era de 60 anos, com o crescimento do setor este número baixou para 40 e deixou de ser importante, pois as empresas passaram a oferecer produtos específicos para cada segmento. Ok, se você embarcar em um cruzeiro comum pelo caribe, a faixa etária estará em algo entre os 35 e 55 anos, mas o que estamos falando aqui é de cruzeiros temáticos, para jovens, casais em lua de mel, solteiros, gays, swingers, nudistas e sei lá mais o que.

island-escape-rio-02.jpgNo meu artigo n´O Pensador Selvagem, listei diversas dicas de viagens assim – com o navio Island Escape fazendo roteiros com música eletrônica, festas de solteiro, anos 80 e 90, o MSC Opera com a sua dança de salão, o Costa Mágica com a malhação a bordo, O Island Star com os cuidados para o corpo, o Costa Clássica com a degustação de pratos preparados por grandes chefs e um cruzeiro dedicado à arte no Costa Victória. Então, para escolher a sua viagem, dê uma passadinha lá.

O que vamos falar aqui é para os “marinheiros de primeira viagem”, aqueles que querem saber o que levar para um navio, o que fazer se passar mal, quais os documentos necessários e etc…

No meu artigo para o site, foquei nos cruzeiros nacionais. Mas vou tentar aqui nas dicas me internacionalizar um pouco, falando sobre como proceder também em cruzeiros maiores, para, digamos, a Antártica. E como brinde, no final, selecionei mais alguns roteiros interessantes.

island-escape-suite-com-varanda-01.jpgSua Mala – Não quero parecer óbvio, mas tenha em mente o cruzeiro que você escolheu, por onde ele passará e quais os tipos de festa que terá a bordo. Lembre-se que a noite, no mar, venta e pode fazer frio e que, dentro do navio, o ar condicionado deve estar ligado no máximo. Leve também uma mala de mão, com nécessaire, uma muda de roupa e artigos básicos, pois geralmente as malas demoram um pouco para chegar no quarto após o check-in. O limite de peso da mala é de 90 Kg.

Alguns cruzeiros oferecem um jantar formal conhecido como “Noite do Comandante”, que requer roupa de gala, ou seja, terno e gravata para os homens e vestido longo para as mulheres. Mas não é obrigatório, e se você não quiser entrar na festa, é só seguir para algum dos outros restaurantes do navio ou pedir comida na sua cabine.

island-escape.jpgCheck-in – Não deixe para fazer o check-in em cima da hora. Lembre-se que os navios acomodam milhares de pessoas e as filas podem ser gigantes, principalmente nos portos mal preparados do Brasil. Se você vai pegar um navio em algum outro país, programe-se para chegar lá com pelo menos um dia de antecedência.

Taxas – além do valor da passagem, incluam no orçamento as taxas portuárias e de serviço e o seguro. Só para dar um exemplo, em uma viagem cara como a do Splendour of the Seas para a Europa, você terá que desembolsar US$137 de taxa de serviços, US$284 de taxa portuária e US$90,00 de seguro para 22 dias. Para um mini cruzeiro de três dias, porém, este valor cai para US$25 de serviço, US$76 de taxa portuária e US$14 de seguro.

Informe-se – Os jornais informativos ou folhetos de atividades do dia, com horários de navegação, desembarque, previsão do tempo, excursões, refeições, são deixados diariamente em sua cabine. Se ainda assim você tiver dúvidas, a recepção do navio é o lugar para tirá-las.

Excursões – muitos cruzeiros oferecem passeios programados em suas paradas. Aí é com você. A minha idéia é a seguinte: compre um guia Lonely Planet dos lugares onde você vai passar e também faça uma pesquisa antes da viagem. Se a excursão for passar pelos lugares que te interessam, pode ser uma boa. Se você resolver sair por conta própria, tenha sempre em mente o horário de retorno e planeje muito bem o meio de transporte. Verifique se há táxis ou se os ônibus funcionam até o horário que você planeja voltar. Você não quer ficar, literalmente, a ver navios (horrível essa… promento não fazer de novo).

ship-on-port.jpgEnjôos – Por mais que os navios modernos de hoje em dia possuam estabilizadores, é possível que você fique enjoado. Aliás, é muito provável que você fique enjoado. Se você é daquelas pessoas que enjoa em carro, ônibus ou avião, aí é mais do que certo que isso vai acontecer. O amigo blogueiro Arnaldo, do Fatos & Fotos de Viagens, um excelente blog com uma das matérias mais completas sobre cruzeiros que já li, nota que a nauseado vem do grego “naus” que significa navio, barco. Ele dá algumas dicas para vencer este problema.

1 – Preparação – se você tem propensão a ficar enjoado em viagens, prepare-se antes de embarcar em um cruzeiro freqüentando uma academia de ginástica e buscando orientação especializada, através de exercícios de isometria. Segundo ele, atividades aeróbicas, musculação, esportes e a tal da isometria podem curar este problema.

2 – Tente estabelecer uma referência visual – Não descer para cabinas, pois você não vai encontrar objetos fixos. Sente-se fixo no centro da popa do barco, (longe da fumaça e cheiro de diesel), onde o movimento é mínimo, tente se concentrar num objeto fixo na costa. Se for necessário ficar numa cabina, certifique-se que esta seja bem ventilada e se possível que tenha um ventilador.

ship-on-port-02.jpg2 -Não beba nada que contenha álcool – isso só vai piorar a situação.

3 – Hidrate-se – Beba água ou outra bebida que tenha um certa quantidade de açúcar (Gatorade etc…), mas que não contenha gás, principalmente depois de vomitar para evitar desidratação. Tente comer também um biscoito salgado.

4 – Algumas pessoas encontram conforto indo para a água.

Para evitar o enjôo, evite bebidas alcoólicas, comidas gordurosas e a falta de descanso. Procure também por medicamentos, que podem ser comprados sem prescrição médica. Para isso, de preferência consulte um médico e veja como você reage ao medicamento antes de viajar, já que muitos provocam reações adversas. Eu costumo tomar Dramim quando estou mareado, mas sei que logo depois irei dormir por algumas horas. Existem também adesivos que você pode colocar… mas repito minha recomendação: procure um médico e veja o que é melhor para você. E se você enjoar no navio, procure a enfermaria, que segundo nosso amigo Arnaldo, possui remédios “milagrosos”.

Room Service – Para o café da manhã, o serviço é gratuito. Basta preencher o menu e colocar do lado de fora. Nos demais horários, é cobrada uma taxa. O serviço funciona 24 hs.

splendour-suite.jpgCabine – Não é permitido o uso de eletrodomésticos na cabine, especialmente ferro de passar roupa. As cabines têm secadores de cabelos. É proibido o embarque com equipamento de som com qualquer tipo de amplificação.

Pagamento das despesas – a maioria dos cruzeiros hoje em dia funciona no sistema all inclusive, ou seja, tudo incluído no valor da passagem, você come e bebe sem se preocupar com as conseqüências financeiras dos seus atos no final da viagem. Para os roteiros que não funcionam neste sistema, é necessário informar a forma de pagamento no início da viagem, cadastrando o seu cartão de crédito ou, em caso de pagamento em dinheiro, fazer depósitos regulares conforme você for gastando. Com isso, você recebe o cartão magnético da empresa, com o qual faz os pagamentos dentro do navio.

Alimentos e bebidas – nem pense em levar aquela garrafa de uísque doze anos que você ganhou de natal. É proibido levar qualquer tipo de alimento ou bebida adquiridos fora do navio.

Documentação – se você vai fazer um roteiro internacional, não esqueça de perguntar à companhia de cruzeiros quais são os documentos necessários em cada um dos portos em que o navio fará parada. Em alguns, você poderá tirar um visto dentro do próprio navio, ou não precisará dele caso faça a excursão oferecida pelo cruzeiro. Informe-se bem antes de viajar, para não ter que ficar dentro do navio enquanto todos passeiam em terra firme.

msc_opera_big.jpgBom, acredito que eu tenha falado sobre os principais pontos, mas se vocês quiserem saber mais, visitem a página do Arnaldo. Lembrem-se também de, ao marcar um cruzeiro, fazer muitas perguntas ao seu agente de viagens. Quando se está em terra e há um problema, você muda de hotel, de cidade e até de país. Em um navio, não há como fugir.

Vamos então aos roteiros que separei, lembrando que há muitas outras opções no meu artigo no site O Pensador Selvagem, sendo que ali separei os roteiros temáticos e de curta duração (geralmente mais baratos, festeiros e com mais jovens). Aqui, vou dar mais atenção aos roteiros mais longos, conseqüentemente mais caros e com uma média de idade mais elevada.

antartica.jpgUma das opções que mais me chamou a atenção foi o Rumo à Antártica. São 18 noites a bordo do Azamara Journey, um navio médio, com 181 metros e 358 cabines para 694 passageiros. O Roteiro tem início em Buenos Aires no dia 9 de fevereiro com parada nas Ilhas Malvinas (ou Falkland, se você preferir), seguindo para Coronation Island, Elephant Island e Deception Island, já na antártica e retornando pelo Cape Horn (Chile), Ushuaia (Argentina), Punta del Este e Montevidéu (Uruguai) até chegar novamente em Buenos Aires. Um roteiro para ninguém colocar defeito.

 

azamara-antartica.jpg

Para quem gostou do roteiro acima mas achou a ida à Antártica uma fria (eu prometi que ia para com os trocadilhos infames, mas não resisti) os cruzeiros para a Terra do Fogo são uma opção. O gigante Costa Victoria, com suas 964 cabines para 2.394 passageiros espalhadas por 253 metros, faz um roteiro de 22 noites saindo do porto de Santos no dia 18 de fevereiro. As paradas acontecem no Rio de Janeiro, Buenos Aires, Montevidéu, Puerto Madryn (AR), Punta Arenas (CH), Baia Garibaldi, Ushuaia (AR), Ilhas Malvinas, Buenos Aires de novo, Punta del Este, Porto Belo e Santos. Se você preferir, pode começar o roteiro pelo Rio de Janeiro no dia 19, mas vai ter que voltar por Santos. O preço por pessoa em cabine dupla varia de US$2.649 (cabine interna) a US$6.359 (mega suite com vista para o mar).

splendour-pool.jpgUm parêntese aqui… quando eu penso nos preços dos cruzeiros, eu cada vez mais me convenço que realmente esta é uma boa opção de viagem. Se você colocar na ponta do lápis os gastos com passagens, hotéis, aluguel de carro, alimentação e entretenimento que teria em uma viagem em que se dispusesse a conhecer tantos lugares em um curto espaço de tempo, com certeza o valor estaria próximo a este. A questão aí é que realmente são viagens diferentes. Em uma, você vai fazer as refeições e se divertir dentro do navio, na outra, você vai conhecer a cultura, a comida e as pessoas do local. Estou falando também de pessoas que viajam no esquema avião, hotel, restaurante, carro alugado… porque realmente não dá para comparar com as minhas viagens low budget, no esquema albergue, casa de amigos, trem, ônibus, passagens em promoção, museus grátis aos domingos, etc.

splendour-flyer-01.jpgOk… mas voltando à Terra do Fogo. Outro navio a fazer o roteiro é o famoso Splendour of the Seas, da Royal Caribbean. São 902 cabines para 2.076 passageiros confortavelmente alojadas em 279 metros. O Splendour fará duas saídas para a Terra do Fogo em março, uma no dia 09 e outra no dia 22. Na primeira viagem, saindo de Buenos Aires, ele vai passar por Punta del Este, Porto Madryn (Argentina), Cabo Horn (Chile), Ushuaia (Argentina), Punta Arenas (Chile), Estreito de Magalhães, Fiorde Chileno, Porto Montt (Chile), La Serena Coquimbo (Chile) e Valparaíso (Chile). Na Segunda, saindo de Valparaíso (Chile) as paradas serão em Porto Montt (Chile), Fiorde Chileno, Estreito de Magalhães, Punta Arenas (Chile), Ushuaia (Argentina), Cabo Horn (Chile), Porto Madryn (Argentina), Buenos Aires, Rio de Janeiro e Santos.

O navio se despede do Brasil no dia 06 de abril, em um cruzeiro de 14 noites que sai de Santos, dá uma passada nos portos brasileiros do Rio de Janeiro, de Santos e do Recife e segue para Agadir e Casablanca no Marrocos, fazendo sua parada final em Lisboa.

splendour.jpgOutros navios aproveitam o fim da temporada no Brasil para organizar roteiros para a Europa. O Azamara Journey parte no dia 24 de fevereiro de Santos, para 19 noites de viagem passando por Salvador, Maceió, Recife, Mindelo (Cabo Verde), Santa Cruz de Tenerife (Ilhas Canárias), Funchal (Ilha da Madeira), Casablanca (Marrocos), Gibraltar (Reino Unido), Barcelona (Espanha) e Savona (Itália). O pequeno Grand Voyager, de 180 metros, com 418 cabines para 836 passageiros, se despede no dia 23 de fevereiro, em uma viagem de 11 noites até Valência, na Espanha, saindo de Santos e passando por Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Fernando de Noronha.

cruise-pool.jpgO MSC Sinfonia parte do Rio de Janeiro no dia 01 de março com destino à Itália. Com 777 cabines para 2.087 passageiros, o navio vai passar por Búzios, Salvador, Mindelo (Cabo Verde), Santa Cruz do Tenerife (Ilhas Canárias), Funchal (Ilha da Madeira), Tangier (Marrocos), Túnis (Tunísia), Dubrovnik (Croácia) e Veneza (Itália). Já seu irmão maior, o MSC Opera, com 856 cabines para 2.055 passageiros, vai para a Alemanha, saindo de Santos no dia 31. O Roteiro passa por Rio de Janeiro, Maceió, Fortaleza, Mindelo (Cabo Verde), Santa Cruz de Tenerife (Ilhas Canárias), Lisboa (Portugal), La Coruña (Espanha), Dover (Inglaterra) e chega em Kiel (Alemanha) no dia 20 de abril.

Bom, se você é um marinheiro de primeira viagem e acredita que esses roteiros longos assim seriam muita emoção (ou muito caros), há também a opção dos mini-cruzeiros. São três ou quatro noites passando por lugares como Búzios, Angra dos Reis, Florianópolis, Ilha do Mel. O navio Island Escape é especialista neste tipo de viagem, siga o link e dê uma olhada no que ele tem a oferecer. Outra opção são os roteiros de seis noites para Fernando de Noronha oferecidos pelo diminuto Pacific, com apenas 328 cabines para 658 passageiros. O navio funciona mais ou menos como um ônibus circular, passando por Recife, Natal, Fortaleza e Fernando de Noronha continuamente do dia 09 de fevereiro até o dia 06 de março. Você pode começar o cruzeiro em qualquer um dos portos, em diversas datas diferentes.

 

pacific-02.jpg

 

grand-amazon-01.jpgPara terminar este meu loooongo post, vamos falar dos cruzeiros pluviais. Isso mesmo, pelos rios da Floresta Amazônica. O navio que faz este roteiro é o Ibero Star Grand Amazon. Apesar do nome imponente, ele possui apenas 74 cabines para 150 passageiros, espalhadas por 90 metros, o que não quer dizer que ele não possua piscinas, jacuzzis, restaurantes e bares. De 3 a 27 de abril, o Grand Amazon vai alternar dois roteiros pela região. O primeiro, de três noites, sai de Manaus, sobe o Rio Manacaparú até o Lago Janauacá e retorna para a capital. O segundo, de quatro noites, sai também de Manaus, segue até o Lago Jacaré e passa pelos rios Puduari e Cuieiras antes de retornar.

E chega, quem quiser saber mais, aí vão os links para as diversas empresas que fazem roteiros por aí…

Azamara Cruises

Costa Cruzeiros

Iberostar

Island Cruises

MSC Cruises

Pullmantur

Royal Caribbean

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Com que guia de viagem eu vou…

Posted on 17 August 2007 by Pedro Serra

Pedro Serra

Viajar por lugares desconhecidos pode ser um problema. Hotéis caros, comida ruim, transporte difícil. O turista que não quer passar por apertos deve ter em mãos um bom guia de viagem, mas qual escolher no meio de tantas ofertas? Hoje em dia existe uma variedade tão grande de guias, que o viajante pode se perder antes mesmo de viajar. Para que isso não aconteça, o ideal é ter em mente o objetivo da viagem, o tipo de lugares a visitar e quanto gastar.

Na grande oferta dos livros encontrados à venda hoje, o queridinho dos mochileiros é o Lonely Planet, que mistura dicas de albergues e hotéis baratos, pontos de interesse turístico e lugares para sair a noite, com informações sobre a cultura local. O melhor deste guia é que ele pode ser encontrado tanto para regiões, quanto para cidades. Para os que pretendem viajar gastando controladamente, os livros da Frommers prometem viagens como Austrália a 60 dólares por dia. A série de livros é famosa mundialmente e este ano completa 50 anos, desde que Arthur Frommer, recém saído da guerra, viajou a Europa e escreveu o primeiro livro, em que prometia aos leitores conhecer a Europa a 5 dólares por dia. No site da Frommers também estão as séries de guias da MTV e o Dirty Cheap, que ajuda o turista a viajar da forma mais barata possível.

No Brasil, o Guia Quatro Rodas é o mais conhecido e conta com uma completa e atualizada lista de hotéis, restaurantes e atrações nas cidades brasileiras, classificadas conforme preço, conforto, serviços. Para os aventureiros, o Guia Phillips é a opção. Especializado em ecoturismo, ele é bem detalhado e atende tanto ao leitor que quer viajar quanto ao que quer conhecer os locais sem sair de casa. Outra opção voltada ao ecoturismo são os guias de bolso imprimíveis na internet. O site Trilhas e Aventuras oferece em seu site livretos sobre destinos como Abrolhos-BA, Carrancas-MG e Búzios-RJ. Como o leitor do Viagem Experimental pode ver, as opções são muitas. Saber escolher o guia certo pode ser a grande diferença entre fazer uma grande viagem ou entrar em uma roubada.

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