Archive | Rio de Janeiro

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Carnaval: as mulheres da Sapucaí

Posted on 17 February 2010 by Pedro Serra

Carnaval: as mulheres da Sapucaí

Foto: Pedro Serra

As mulheres na Sapucai deram um show à parte. Rainhas, musas, destaques, passistas… todas saradas, bronzeadas, cheias de Svarovsky e loucas para aparecer. Era só ver uma câmera que lá vinham elas, todas serelepes, ávidas por um flash. E a câmera do Sem Destino estava sempre a postos, em busca do melhor ângulo. Separei aqui algumas das melhores fotos, mas você pode ver todas no Flickr do Sem Destino.

Aproveite e veja um dos vídeos que eu fiz para o Jornal Extra – depois coloco outros

Nicole Bahls na Mangueira

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Sem Destino estreia no Sambódromo

Posted on 15 February 2010 by Pedro Serra

Sambódromo

Sambódromo

Ontem estreei na Avenida. Infelizmente, não fui em carro alegórico, nem na bateria, nem mesmo com camisa de diretoria… para falar a verdade, não passei da concentração. Escalado para cobrir o carnaval para o jornal, acabei passando boa parte do tempo enfurnado na sala de imprensa, editando os diversos vídeos que chegavam a cada minuto dos repórteres espalhados pelo Sambódromo. Foram mais de 20, e isso porque ainda deixei muitos de fora. Mas isso não me impediu de curtir. Sempre no começo, meio e fim do desfile de cada escola, lá ia eu, dar a minha escapada para ver a festa.

Confesso que nunca fui muito fã de desfile de escola de samba. Não que não gostasse, apenas nunca tive vontade de me meter ali. Continuo não tendo a menor vontade de desfilar (não consigo me imaginar colocando uma fantasia cheia de plumas e paetês em um verão carioca, sob um calor de 40 graus), mas gostei muito de assistir ao desfile dali de pertinho, ver toda a movimentação, ficar bem no meio da bateria (taí… na bateria eu até iria. Só tenho que aprender a tocar alguma coisa). Cheguei em casa às 8h da matina exausto, mas tendo me divertido muito. Hoje volto para lá, para mais um dia de muita labuta e diversão. Amanhã faço uma análise mais detalhada. Hoje, deixo vocês com algumas das fotos que fiz de maquininha (hoje vou levar uma máquina melhorzinha e prometo fotos com mais qualidade).

Veja todas as fotos no Flickr do Sem Destino.

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Preparando-se para estrear na Avenida

Posted on 13 February 2010 by Pedro Serra

Credenciais, telefone, rádio, caneta, bloco...

Credenciais, telefone, rádio, caneta, bloco...

Sei que eu acabei de começar a escrever sobre a viagem a Buenos Aires, mas acho que, como tudo no Brasil, vou ter que dar uma pausa para o carnaval. Este ano estrearei na Avenida, mas não vou de camarote, carro alegórico, nem arquibancada… sou destaque de chão, com papel e caneta na mão (fora os periféricos… câmera, celular, rádio, notebook). Como jornalista, fui destacado para cobrir o desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Sambódromo. Credencial na mão, comecei a separar o material necessário, e acho que vou ter que levar um mucamo comigo para carregar tudo… ou então correr para a sala de imprensa entre uma escola e outra para bater matéria, editar vídeos, salvar fotos e sei lá mais o que. Vida de repórter multimídia é isso aí. Ainda bem que eu posso trabalhar de bermuda… e que eu estou credenciado para o camarote da Brahma. Mas a boa notícia para os leitores do Sem Destino é que isso tudo deve render boas histórias para o blog, então aguardem os posts, tweets, fotos no Flickr e vídeos.

Se você está procurando um bloco de rua para animar o seu carnaval, dê uma olhada nas listas que eu preparei com mais de 200 desfiles espalhados pela cidade:

Blocos da Zona Sul

Blocos da Lapa, Centro e Sta.Teresa

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Uma entrevista com o autor do guia “Rio for partiers”

Posted on 16 January 2010 by Pedro Serra

"Rio for partiers"Deixando para trás a polêmica do ano passado, quando a Embratur solicitou seu recolhimento por considerar que o livro estimulava o turismo sexual e expunha “o povo brasileiro a situação vexatória”, o guia “Rio for partiers” (Rio para festeiros) ressurge nas prateleiras das livrarias cariocas este mês. O leitor, porém, não irá encontrar ali as três páginas que causaram a revolta do governo, onde o autor Cristiano Nogueira classificava as mulheres cariocas por estilos, descrevendo, segundo o tradutor que os caras da Embratur foram arrumar, o grupo das “popozudas” como  ”máquinas de sexo” (veja aqui a página da discórdia e os erros de tradução do pessoal da Embratur)

O relançamento aconteceu na última quinta-feira, em um quiosque na Lagoa e, como eu não pude ir, liguei ontem para o Cristiano Nogueira para saber um pouco mais do livro. Apesar de liberado pela Justiça, que derrubou a liminar que impedia a circulação do “Rio for partiers”, ele não quis arriscar e tirou as páginas que continham a classificação que gerou a revolta do governo.

rio for partiers

– Achei melhor tirar o capítulo sobre namoros, já que não fui compreendido. A minha intenção era, usando uma linguagem descontraída, mostrar ao turista como ele pode ter um relacionamento com as brasileiras. Mas percebemos que, depois dessa vitória parcial contra a censura, está havendo uma melhor compreensão do objetivo do guia, que é divulgar, de forma bem humorada e irreverente, os atrativos do Rio aos turistas de outros países. Não deixo de lembrar que o livro continua censurado (mesmo que em parte) pelo fato de duas desembargadoras que, ao que parece, nem leram o guia, estarem dispostas a lutar contra a causa antifeminista, da qual o livro foi acusado erroneamente pela Embratur – explicou.

Quando releio o meu post “Rio de Janeiro, o guia completo“, entendo bem as explicações do Cristiano. Depois que escrevi o guia pela primeira vez, vi que poderia ser mal compreendido em algumas das minhas explicações pouco politicamente corretas sobre as tribos da cidade, e acabei apagando uns quatro parágrafos. Ainda os tenho em meu computador e acho, realmente, que eram a melhor parte de todo o texto, mas preferi deixar de fora… o mundo anda tão chato, sem senso de humor, com todo mundo se sentindo tão ofendido por qualquer coisa e tão disposto a colocar a boca no trombone, que eu preferi me poupar da dor de cabeça.

Cristiano Nogueira

Cristiano Nogueira

Cristiano é formado em design – daí um guia que prima pela parte gráfica – trabalhava com marketing digital e, um belo dia, largou tudo para se dedicar ao livro. A ideia surgiu em 2001 quando, após ter morado 10 anos na Áustra e sete em Chicago, voltou ao Rio de Janeiro com uma visão diferente da cidade.

– Passei a entender o que os gringos viam, uma perspectiva diferente. Não sou antropólogo nem sociólogo, apenas quis mostrar o melhor do Rio para os turistas. Juntei uma equipe e, após sete meses de trabalho, tínhamos organizado todas as informações do guia.

Com cerca de 200 página e disponível em inglês e espanhol (com o título de “Rio sin parar“), o guia custa R$ 40 e tem 1/3 das suas vendas feitas nos Estados Unidos. O restante é comprado por turistas aqui no Brasil mesmo. Há ainda uma versão em PDF que pode ser baixada por US$ 20 na página rioforpartiers.com, onde você também encontra uma versão sobre salvador. O “Rio for partiers” já recebeu dois prêmios internacionais: “Best New Travel Guide” e “Grand Prize Best Travel Publication”,

Engana-se, porém, quem acha que Cristiano está rico e vivendo apenas da renda de seus guias. Segundo ele, quem escreve um livro não pode pensar em dinheiro.

– Se alguém fala que vai escrever um livro, o está fazendo por ego, porque isso não dá dinheiro. Se eu tenho lucro, é porque a empresa evoluiu, passou a fazer parceria com anunciantes, marketing. Apenas uma pequena parte do dinheiro vem da venda dos guias (Talvez seja por isso que ele atendeu prontamente ao meu pedido e ficou de me enviar um exemplar).

No papo descontraído de pouco mais de dez minutos que tive com Cristiano ao telefone, me identifiquei muito quando ele falou das mudanças em sua vida depois que começou a editar o “Rio for partiers”. Após a criação do Sem Destino, sempre que vou a algum lugar, fico pensando no que posso transformar em post para o blog. Com ele não é diferente.

– Depois de começar a trabalhar com isso, não consigo mais ir a uma boate e me divertir. Fico prestando atençào às roupas que as pessoas estão vestindo, que drinks estão bebendo, a que horas chegam. Analiso os preços, quais os cartões são aceitos. Quem trabalha com turismo, não tira férias nunca. Mas posso lhe garantir que não é o pior dos mundos.

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FrenetiK Crew – voltando às origens do disco de vinil

Posted on 14 January 2010 by Pedro Serra

FrenetiK Crew - André Araújo, Rodrigo Correia, Vivi Seixas, Mike Frugaletti e Pedro Serra - Foto: Ana Alexandrino

FrenetiK Crew - André Araújo, Rodrigo Correia, Vivi Seixas, Mike Frugaletti e Pedro Serra - Foto: Ana Alexandrino

Vocês já me ouviram muito falar aqui no blog que eu sou DJ de música eletrônica, mas acho que há tempos não falou sobre algum lugar aonde vou realmente tocar. Estava afastado das picapes, mas um projeto idealizado pelos meus amigos e sócios André Araújo e Pedro Piu fez com que eu me empolgasse novamente a botar o fone no ouvido e comandar a pista de uma boate. Estou falando da FrenetiK Crew: Vinyl Edition, que rola no dia 19 de janeiro, terça-feira, no Pista 3, em Botafogo.

Em uma época em que a música se torna cada vez mais digital, a FrenetiK Crew rema contra a maré e, voltando às suas origens analógicas, lança um evento onde CD e computador não entram. No cardápio, os DJs e as músicas que colocaram a FrenetiK no mapa da cena eletrônica carioca. Além do Pedro Piu, do André Araújo e deste que vos fala, a pista vai chacoalhar ao som dos discos de Rodrigo Correia, a FrenetiK girl Vivi Seixas (antes que me perguntem… sim, a filha do Raul Seixas) e seu marido, o DJ americano Mike Frugaletti.

O evento exigiu de todos uma preparação especial: conseguir picapes emprestadas para ouvir as músicas, polir discos antigos, separar os arranhados… Por ser a única que ainda tem toca-discos do grupo (todos os outros DJs trocaram as carrapetas por tecnologias mais avançadas), Vivi foi a anfitriã nas tardes em que a FrenetiK passou reunida relembrando os velhos tempos e se preparando para o projeto.
 
“É impressionante como as coisas mudaram rápido. Aquela velha discussão do CD x disco já não existe mais, mas, do mesmo jeito que o livro e os jornais nunca vão desaparecer, os discos de vinil também sempre terão seu lugar”, analisa Vivi.
 
Empolgado com o projeto, Pedro Piu passou dias polindo os discos em casa, lembrando de quando tocava cada um deles.
 
“De cada três, um está arranhado, mas não importa. O bom do vinil é que cada um tem um valor diferente, dá para saber quando você comprou, onde estreou, se a pista bombou. Diferentemente da música digital, eles carregam uma história. Realmente dá saudades”,  disse  Piu.
 
Uma festa onde o vinyl é o rei, e CDs e computadores não são bem-vindos, pode parecer uma ideia retrógada, mas André Araújo faz questão de explicar o projeto:
 
“Não somos contra a tecnologia, muito pelo contrário. A festa surgiu da pena de ver aquele nosso monte de discos jogados em uma estante. Bateu também a saudade de uma maneira de tocar que não tem igual. Só quem toca de vinil sabe do que eu estou falando”, explica André, que sentiu no último fim de semana como o evento já está na boca do povo: “O Gustavo Tatá e o Mauricio Lopes ficaram empogadões com a festa. O Tatá até ficou quase uma hora me dando uma aula de como lavar os discos antigos”.
O melhor de tudo foi voltar a conviver com essas pessoas que, por causa de trabalho, blog, filho e outras coisas da vida, eu andava meio afastado. É só vocês verem a cara de felicidade de todos na sessão de fotos de divulgação da festa. Infelizmente o Pedro Piu não pode ir, mas ele foi devidamente representado em uma capa de vinil.
 
Serviço:
FrenetiK Crew: Vinyl Edition
19 de janeiro, a partir das 23h
Pista 3 – Rua São João Batista, nº 14 – Botafogo
Line Up -
Pedro Serra
André Araújo
Rodrigo Correia
Pedro Piu
Vivi Seixas + Mike Frugaletti
Veja o making of da sessão de fotos:
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Prefeituras dão dicas para o público GLS

Posted on 12 January 2010 by Pedro Serra

Página LGBT da prefeitura de São Paulo

Página LGBT da prefeitura de São Paulo

O pessoal da prefeitura de São Paulo lançou dentro da página de turismo o Guia da Divercidade, dedicado ao público gay, ou melhor LGBT (Lésbicas, Gays, Bisexuais e Travestis… era GLBT, mas o movimento lésbico ganhou mais sensibilidade dentro do movimento homossexual e a sigla foi alterada. Resumindo, é o bom e velho GLS, apenas mais politicamente correto). O guia traz mapas e dicas para se divertir na cidade, além de diversos conselhos e telefones úteis. Você também pode baixar o guia em PDF clicando aqui. São 30 páginas com muita informação para a galera do arco-íris não se sentir deslocada na Terra da Garoa: bares, boates, lojas, hotéis “gay friendly”, operadoras de turismo, eventos… As informações também estão disponíveis no site para pesquisa.

Já no Rio de Janeiro, que em novembro foi eleito o melhor destino gay no mundo pelo canal Logo, da MTV, a página destinada ao público GLS parece ter sido feita apenas para marcar presença. Não há uma versão do guia que possa ser impressa, até porque, não se pode chamar de guia algo que tem apenas oito bares e boites, seis hotéis e sete restaurantes. Se você ler o meu post Rio de Janeiro – O Guia Completo, mesmo não sendo direcionado exclusivamente ao público GLS, vai ter mais dicas do que no site da prefeitura.

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Passe o carnaval em cima de um carro alegórico

Posted on 11 January 2010 by Pedro Serra

Está com o físico em dia e quer curtir o carnaval em cima de um carro alegórico? A Império Serrano está selecionando homens (negros, brancos, amarelos, azuis e verdes de bolinhas rosas) para compor o carro Cais e Mercado. A Verde e Branco este ano faz uma homenagem a João do Rio, cronista que escrevia sobre o cotidiano da cidade. Quem quiser fazer um teste para ser um dos sarados do carro, é só entrar em contato com Paulo Santi nos telefones (21)2235-2319 e 9987-6723.

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Carnaval 2010 – os blocos de rua do Rio

Posted on 11 January 2010 by Pedro Serra

É carnaval...

É carnaval...

 Para ver a lista de FEVEREIRO, com mais de 100 blocos de rua, clique aqui

 

Esquentando os tamborins para o carnaval, já coloquei aqui no Sem Destino os horários dos blocos de carnaval de São Paulo, agora é a vez do Rio de Janeiro. Como ainda estamos no meio de janeiro e a lista é simplesmente gigante, vou liberando aos poucos. Primeiro, preparei um roteiro dos blocos que desfilam na Zona Sul da cidade em janeiro. Se eu fosse colocar todas as listas de todas as áreas da cidade aqui, vocês não iam conseguir se achar, então vamos assim, devagar e sempre.

20/1/2010 – QUINTA-FEIRA

Copacabana
Boca Maldita – Rua Prado Júnior, Barata Ribeiro, Ronald de Carvalho, Nossa Senhora de Copacabana, retornando à concentração – 15 às 21h

24/1/2010 – DOMINGO

Botafogo
Só Caminha – Largo dos Leões, seguindo a Rua interna da praça até a Rua Marques, Rua Capistrano de Abreu, Conde de Irajá, retornando ao Largo dos Leões – 11 às 16h

Copacabana
Sangue Bom – Avenida Atlântica, do Posto 6 até Santa Clara – 10 às 14h

Leblon
Vira-Lata – Do Posto 12, na Av. Delfim Moreira, ao Posto 10, na Vieria Souto, pela pista junto à praia – 11 às 17h

30/1/2010 – SÁBADO

Gávea
Desliga da Justiça – Praça Santos Dumont, sem deslocamento – 16 às 21h

Ipanema
Banda de Ipanema – Rua Gomes Carneiro, Av. Vieira Souto, R. Joana Angélica, R. Visconde de Pirajá, até a Praça General Osório, onde acontece o encerramento – 16 às 22h

Jardim Botânico
É pequeno, mas balança – Rua Maria Angélica, em frente ao nº 197 – 17 às 20h

Lagoa
Spanta Neném – Ciclovia da Lagoa, do Corte do Cantagalo até o Clube Caiçaras – 12 às 18h

Laranjeiras
GB Bloco – Rua General Glicério até o final, retornando pela General Cristóvão Barcelos até a praça Jardim Laranjeiras – 13 às 19h
Imprensa que eu Gamo – Rua Gago Coutinho, Largo do Machado em frente a Igreja, Rua das Laranjeiras, retornando a Gago Coutinho – 13 às 19 h
Rio Carioca – Rua Ipiranga, Rua Esteves Júnior, contornando a Praça São Salvador e retornando ao local de concentração – 13 às 19h

31/1/2010 – DOMINGO

Botafogo
Calma, calma, sua piranha – Rua Visconde de Caravelas, da esquina com Real Grandeza até a esquina com Capitão Salomão (restaurante O Plebeu) – 13 às 19 h

Copacabana
Banda Braguinha – Av. Atlântica, em frente ao Copacabana Palace, sem deslocamento – 16 às 22 h

Flamengo
Bloco do Arrasta – Rua Jornalista Orlando Dantas, Rua Clarice Índio do Brasil, retornando a concentração – 15 às 20 h

Laranjeiras
Bagunça meu coreto – Praça São Salvador, sem deslocamento – 10 às 16 h
Tudo nosso, tamo junto – Rua Gago Coutinho, entrando na Marquesa de Santos, seguindo até o Largo no final da Marquesa de Santos – 13 às 19 h

Leblon
Acadêmicos do Vidigal – Av. Delfim Moreira, pela pista junto à praia, entre o posto 12 e o Jardim de Alah – 14 às 18 h
Me esquece – Praça Atahualpa, Av. Delfim Moreira, seguindo pela pista da área de lazer até a Afranio de Melo Franco – 12 às 18 h

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O povo venceu – mate de tonel está liberado nas praias do Rio

Posted on 08 January 2010 by Pedro Serra

 

Paes com os vendedores de mate - Foto: Fabiano Rocha / Extra

Paes com os vendedores de mate - Foto: Fabiano Rocha / Extra

Quem ler o meu guia completo do Rio de Janeiro, vai ver que é obrigatório para todo o turista (e local também) tomar um mate de tonel na praia. Junto com o biscoito Globo, a bebida é uma tradição da nossa orla. Pois o nosso prefeito havia decidido banir esse nosso costume, sob a alegação de que os vendedores não tinham cuidado na preparação da bebida e que ingerí-la poderia ser prejudicial para a nossa saúde. Bom, em um ponto ele tem razão… realmente não fazemos a mínima ideia do que tem dentro daqueles toneis. Já vi vendedor misturando dentro de balde. Mas, em vez de proibir, que é o caminho mais fácil, a prefeitura deveria fiscalizar.

Ontem, porém, nosso prefeito marketeiro sucumbiu. Após um excelente trabalho do repórter Antero Gomes, do Extra, acompanhando os vendedores na praia, a fiscalização, as reclamações, Eduardo Paes recebeu três vendedores na sede da prefeitura e resolveu liberar geral. Os vendedores, que na praia continuavam vendendo o mate gritando “olha aí o proibidão do Paes”, sairam felizes da reunião e tiraram fotos com o prefeito.

Confira abaixo o texto do repórter Antero Gomes no Extra:

“Olha aí o liberadão”. Esse é o grito que os vendedores de mate em tonel prometem adotar a partir desta sexta-feira para anunciar a volta definitiva da bebida às areias do Rio. Em tom de comemoração, a frase é reflexo de uma resolução tomada pelo prefeito Eduardo Paes ontem, que decidiu dar um choque de bom senso ao “Choque de Ordem” que impera na cidade. Paes anunciou o fim da repressão à erva diluída que tanto sucesso faz há gerações. Em vez de proibição, haverá fiscalização de qualidade.

Para selar a paz, houve até brinde entre Paes e ambulantes no gabinete do prefeito. Nada de champanhe e taças de vidro na comemoração. Como não poderia deixar de ser, o tim tim foi feito com copos descartáveis e mate com limão tirado direto das torneirinhas metálicas. Paes foi servido por um dos vendedores mais antigos da orla, Francisco Alves, de 51 anos, sucesso entre os clientes de Copacabana há 36 anos. Bruno, como Francisco é conhecido, foi acompanhado por outros dois colegas de areia.

— Ninguém vai falar mais “olha o proibidão do Paes”. Agora, vamos falar “olha o liberadão” — disse o ambulante Heleno Cândido, de 40 anos, que, em dezembro, migrou de Ipanema, onde a repressão já tinha começado, para a praia de Copacabana, onde a proibição chegaria este mês.

Empolgado, Paes prometeu colocar na parede do gabinete a foto tirada ao lado dos ambulantes descalços e posou para os flashes carregando nos ombros os tambores, de óculos escuros. No fim, confessou:

— Já tomei muito mate nessa vida. Pode chamar de mate do prefeito, agora. Se alguém encher o saco de vocês pode dizer que eu mandei liberar.

Clique aqui para assistir ao vídeo

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Leitores do Sem Destino comentam as festas de réveillon do Rio de Janeiro

Posted on 05 January 2010 by Pedro Serra

Como sempre que faço os posts sobre o réveillon vejo um monte de gente me perguntando sobre essa ou aquela festa, resolvi já me preparar para próxima virada e perguntar aos meus fiéis leitores espalhados pelo Brasil como foi a virada deles. Assim, com as opiniões já postadas aqui no Sem Destino, vai ficar mais fácil você se decidir em qual festa vai passar a virada para 2011. Sei que ainda falta muito tempo, mas, quando chegar novembro, dezembro, vocês vão me agradecer. Separei as opiniões por estado, aproveitando para jogar no meio algumas histórinhas engraçadas que acabei colhendo nos meus contatos com os amigos do Sem Destino. Lembrando que, para não ficar com um post de 2km, dei uma cortada em alguns textos, mas sem alterar nenhuma palavra. Conforme for recebendo mais comentários e fotos, vou postando aqui. Se você quiser participar, mande um email para djpedroserra@gmail.com.

Rio de Janeiro -

 
 
 
Camila (esq.) no MAM

Camila (esq.) no MAM

MAM – Camila Azevedo saiu lá de Natal, no Rio Grande do Norte, e não queria se meter em furada. Escolheu a festa no MAM e saiu satisfeita:

“Passei o reveillon no MAM e sem dúvida foi a melhor escolha que fiz… ambiente maravilhoso, pessoas bonitas, muitos ambientes com vários estilos de músicas, buffet perfeito, banheiros limpos, as bebidas estavam maravilhosas conforme combinado… não faltou nada… tudo funcionou muito bem. Ou seja, para quem está atrás de comodidade e praticidade vá para esse réveillon que com certeza não se arrependerá”.

Hotel Intercontinental – Sem uma boa alma que me mandasse comentários sobre a festa no Intercontinental, recorri ao meu colega de redação Edgard Maciel de Sá para contar como foi o evento. Lembrando da cara dele de satisfação no plantão do dia 1º (sim, nós estávamos trabalhando, firmes e fortes… mais fortes do que firmes), já sabia que seriam palavras de elogio:
“Fui pela primeira vez à festa do hotel Intercontinental, o Réveillon Carioca, e gostei muito do evento. O espaço do hotel é bem grande e, apesar de bem cheio, não estava difícil de se movimentar pelos ambientes da festa. A distribuição de bebidas também era eficiente, com garçons circulando e bares onde era possível se servir em poucos minutos. Eram dois salões com músicas. Um com DJ e um som mais techno e o ambiente principal, com um palco, que começou com DJ e depois teve Ivo Meirelles com a bateria da Mangueira e MC Marcinho. Na hora da virada, a maioria dos presentes saiu do hotel para ver os fogos na Praia de São Conrado. Em outro ambiente do hotel, funcionava o restaurante, com jantar (entre 0h30 e 3h30) e café da manhã (das 4h às 8h)”.
 
 

 

Costa Brava – Quem escolheu o réveillon do Costa Brava parece não ter saído muito satisfeito. Uma pena, pois o clube é ótimo e eu já fui a grandes festas lá. A organização realmente deve ter se esmerado em fazer besteira. Os comentários foram os piores possíveis, a ponto de o leitor Jonnas, que levou a namorada gaúcha e oito amigos de Sampa para a festa, pensar em entrar na Justiça:

“Fiz uma propaganda enorme sobre o visual, festa open bar com Absolut e Red Bull… simplesmente meia noite e quinze já nao tinha energético no bar da piscina. O pior nem foi isso, em alguns bares encontrava-se red bull mas sob o encanto de uma vodca chamada OROSTOFF. Foram 650 reais, meus e de minha namorada, jogados no lixo. Passei raiva até para conseguir um copo de água pra ver o sol nascer… Me senti feito de otário e isso não acaba aqui. Vou tomar algumas medidas judiciais”.

Vanessa Andrade reclamou também da falta de mesas e do estacionamento:

“NUNCA aqui no Rio estive em uma festa tão ruim!! Já começou errado. Chegamos às 19:40 hs e ficamos rodando para tentar estacionar. Uma fila enorme nos esperava do lado de fora. Quando entrei (20:50hs), SUPRESA! Não tinha mesa. Uma amiga minha estava com a mãe que não podia ficar muito tempo em pé. A “organizadora” pediu que nos levantássemos porque o “evento” não foi feito para ficarmos sentados e que não colocaram mesas porque neste caso não caberia a metada das pessoas que estavam lá. Em outras palavras “O FOCO É DINHEIRO!!” Para piorar a comida foi um horror, a bebida acabou antes da hora, o café da manhã não existiu( tinha suco quente e NADA para comer)”.

Já o Thiago também reclamou do buffet e do estacionamento, mas acabou se divertindo mesmo assim:

“Logo que cheguei tive problemas, prometeram estacionamento, cheguei por volta das 21:00 e simplesmente falaram que eu só poderia colocar o carro em outro estacionamento. Lá em baixo, e voltar de van, que cobrava pela subida. Passando essa prova, entramos. A festa em si estava muito boa, não tenho o que reclamar de bebidas nem do primeiro buffet, agora, por volta das 3:00 o buffet estava horrível, uma fila gigantesca, que cheguei a ponto de desistir. Na balança geral o saldo foi positivo. Mesmo com esses dois problemas, gostei da festa”.

Riocentro - Mais uma festa que não recebeu boas avaliações dos leitores do Sem Destino. Segundo a colaboradoa Bruna Natal, por uma estranha coincidência este evento foi produzido pelo mesmo pessoal que organizou o réveillon do Costa Brava…

Bruna flagrou a briga por um copo de bebida

Bruna flagrou a briga por um copo de bebida

“A festa que acabei indo – e me arrependendo profundamente – foi a do Riocentro. Tudo péssimo!!! A comida muito aquém da prometida. Tinham pouquíssimas variações – bem diferente do que foi ofertado. Bebida? Até 24:30h (cheguei na festa às 23h) eu só havia conseguido beber 1 copo de cerveja e super quente, porque o lugar onde pegava a bebida as pessoas estavam tentando se matar. Lá pelas 1:30h as pessoas que conseguiram sobreviver à seca já conseguiam pegar cerveja sem se matar. Aí tava até menos quente. Refrigerante? Só 1 copo a noite toda. Espumante? Acho que nem Sidra deve ser tão ruim. Os garçons que serviam as bebidas (dentro do tal bar) às vezes se reuniam num canto, ficavam rindo e não atendiam ninguém com a galera gritando.

Banheiro feminino é sempre um horror… Mas 4 cabines (além daqueles imundos banheiros químicos que não tive coragem de ir) para cerca de 800 mulheres é simplesmente sem cometários. Mas tudo bem, como quase não conseguia pegar bebida e a gente suava bastante, não precisava ir tanto ao banheiro. Saí quase 2h e o Jorge Ben Jor que tava programado para começar à 1h nem tinha aparecido”.

Por aí – Quem não se aventurou pelas (caras) festas pagas, parece ter passado um réveillon mais tranquilo, como é o caso da Ana Rosa, que achou uma solução simples em cima da hora:

“Decidimos às 21:00 do dia 31!!! Eu não gosto de “muvuca” e minha família é grande (ou seja, tudo muito caro)… Assim, queríamos algo tranquilo e mais barato. Acabamos passando em um dos quiosques da Lagoa Rodrigo de Freitas. Foi ótimo, tinha DJ animado, vimos os fogos de longe, e depois ficamos dançando e as crianças brincando. Muito bom mesmo. Grata surpresa e solução melhor do que a encomenda”.

Débora Fridman optou pelas areias de Copacabana, seu marido teve a câmera roubada, mas ela não pareceu se importar, maravilhada que estava com os fogos:

“No final das contas, como as festas estava muito caras, acabei indo pra copacabana mesmo. Sai de ipanema e fui andando até a altura da Paula Freitas, tudo bem tranquilo. Quanto mais perto de Copa, maior a quantidade de gente, parecia procissão, mas todo mundo num clima muito legal. Nãao vi aquela poluiçãao de ambulantes pelo caminho. Chegando a Copa, muuuuuito cheio.. mas dava pra andar tranquilamente. Infelizmente, nossa camera foi roubada. Estava no bolso do meu marido e, quando fomos ver, ela tinha sumido. Apesar disso, achei bem calmo, um clima ameno, não tinha aquelas pessoas só na espreita de você dar bobeira e te assaltarem. Os fogos… MARAVILHOSOS!!!!! INDISCRITÍVEL!!!!

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