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Dicas de restaurantes no Rio de Janeiro

Posted on 05 December 2011 by Pedro Serra

Estou sempre recebendo pedidos de sugestões sobre restaurantes no Rio de Janeiro. Não sou o mais profundo conhecedor do assunto, mas sei onde encontrar uma boa carne, um japonês honesto e uma besteirinha para saciar o estômago. Sendo assim, preparei uma lista com as minhas dicas de restaurantes no Rio.  Lembro aos leitores que essas dicas são as minhas opiniões pessoais de locais que conheço e aprecio. Pode ser que você siga minhas dicas e acabe tendo uma opinião diferente. Sendo assim, os comentários estão abertos para receber as suas opiniões, que serão replicadas no post. E vocês também podem participar dando dicas de restaurantes para eu visitar. Esse post também estará em constante atualização, conforme eu visitar novos restaurantes.

Procurando onde ficar? Encontre Hostels no Rio de Janeiro

Vamos à lista:

Os favoritos:


Galeto 183 – A entrada lembra um botequim pé sujo. O salão é pequeno, quente e pouco atrativo… mas então o que este restaurantes está fazendo na minha lista de favoritos? Bom, a comida e a simpatia da Dona Ana, responsável pelo estabelecimento, compensam tudo isso. Aqui você vai comer o melhor filé com fritas, arroz, feijão e farofa do Rio de Janeiro, e o que é melhor, por um preço bem atrativo (ainda mais levando-se em conta que meio filé basta para saciar duas pessoas). Para os chegados em uma boa comida brasileira, vale acompanhar os dias temáticos: quarta é dia de angu (e não qualquer angu, mas a receita original do falecido Angu do Gomes). Quinta é a vez do cozido e, na sexta, a feijoada. Todos os pratos são extremamente bem servidos. Se você for chegar depois de 13h30, vale ligar e pedir para a Dona Ana reservar um prato para você, pois os especiais acabam rápido. Além disso, por estar próximo à redação de jornais como O Globo e Extra, o local tende a lotar todos os dias entre 12h30 e 14h. Vá antes ou depois.
Rua Santana, 183 – Cidade Nova – 21*2252-3914
Não abre aos domingos e feriados


Ipanema Sushi – Meus locais favoritos são sempre alternativos. O que me encanta em um restaurante não é o quanto o cara gastou na decoração, e sim a qualidade da comida e do atendimento. Nesses dois quesitos o Ipanema Sushi dá de 10 na concorrência. O shushiman e dono Mauro é um mestre da culinária japonesa e está sempre inventando novas receitas para agradar os clientes, e isso compensa o fato de o restaurante ser pequeno e apertado (são apenas cinco mesas, sendo duas na calçada). A sugestão aqui é pedir o rodizio, mas deixar que o Mauro escolha o que vocês vão comer. É só pedir com jeitinho que ele irá surpreender vocês com uma variedade de rolls e sushis que eu nem sei o nome, mas que com certeza vocês não vão comer em nenhum outro lugar.
Rua Henrique Dummont, 65 – loja C – Ipanema – 21*2512-1116

Tapas e comidinhas:


Entretapas – Na onda das franquias de tapas espanholas que invadiu o Rio, o Entretapas abriu as portas em Botafogo trazendo um cardápio com as tradicionais comidinhas do país como o gazpacho andaluz, as croquetas de jamon, o pulpo a la galega, pinchos, tablas e paellas. Para acompanhar, nada melhor do que uma boa sangria.
Rua Conde de Irajá, 115 – Botafogo – 21*2537-0673

Miam Miam – A chef Roberta Ciasca optou aqui pela chamada ‘confort food’, ou seja, ‘ma culinária de receitas tradicionais e simples, que remetem ao cotidiano e ao passado’.  Na decoração, o mesmo objetivo de se criar um ambiente familiar pode se ver na escolha dos móveis estilo ‘casa da vovó’, todos dos anos 50, 60 e 70 (e que estão à venda).  No cardápio, a ideia de Roberta se traduz em receitas como o filé de peixe e lagostins grelhados sobre caponata de berinjela e velouté de açafrão. Ou o curry de abóbora e ervilhas frescas servido com couscous marroquino e crocante de amêndoas.
Rua General Góes Monteiro, 34 – Botafogo – 21*2244-0125

Oui Oui – Do mesmo trio proprietário do Miam Miam, o diferencial aqui é que a comida vem servida em pequenas porções, para que o cliente monte o seu próprio menu de degustação.  No cardápio, filé de tilápia e quinoa à provençal, linguiça artesanal, linguini picante com camarões e outras gostosuras.
Rua Conde de Irajá, 85 – Botafogo – 21*2527-3539

Opção de albergue para acompanhar:
Vidigalbergue – Localizado próximo a favela do Vidigal, possui uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro e oferece trilhas pelas matas do Morro Dois Irmãos. Uma boa forma de fazer um turismo diferente pela cidade. Reserve o albergue pelo HostelBookers.

Churrascaria:

Porcão Rio´s – A melhor, mais cara e com a mais bela vista do Rio. O atendimento é impecável, as carnes não param de chegar e o buffet tem uma variedade imensa que vai de massas e risotos à comida japonesa… mas o rodízio custa R$ 97.
Av.Infante Dom Henrique, s/n – Aterro do Flamengo – 3461-9020

Carretão – Uma boa opção ao Porcão, com preços menores, mas também com uma boa qualidade de comida e serviço. Os rodízios saem a R$ 48 durante a semana e R$ 54 no fim de semana. São duas unidades, uma em Copacabana e outra em Ipanema (que eu prefiro).
Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 112 – 21*2267-3965
Copacabana – Rua Siqueira Campos, 23 – 21*2236-6465

Café da Manhã:

Confeitaria Colombo do Posto Seis- sair para tomar café-da-manhã pelo Rio de Janeiro e apreciar a vista da cidade está entre os meus programas favoritos, e em termos de vista e comida, a Confeitaria Colombo do Posto Seis, na Praia de Copacabana, é a melhor. Instalada em um antigo forte que protegia a entrada da cidade, a confeitaria possui uma belíssima vista para a Princesinha do Mar, com o Pão de Açúcar ao fundo. No quesito comida, a tradição de mais de 100 anos ajuda. A pedida aqui são os doces (como mil-folhas e pastél de belém) e os salgadinhos, como a coxa creme de galinha, de 200g. Há ainda os tradicionais cafés-da-manhã, com waffles, torradas e café.
Praça Coronel Eugênio Franco, I – Forte de Copacabana – 21*3201-4049


Instituto Moreira Salles – Aqui, o forte não é a comida, e sim a localização. Instalado em uma antiga mansão da família Moreira Salles, o Instituto abriga diversas mostras de arte e um pequeno bistrô, onde é possível tomar um bom café da manhã em frente a um pequeno lago cheio de peixes. A variedade é pequena, cestas de pães, bolo, apenas um tipo de suco por dia e um pãozinho de queijo, mas a localização compensa. Em meio às árvores é possível se esquecer que você está no meio da selva de pedra do Rio de Janeiro.
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea – 21*3284-7400


Da Casa da Tata - Móveis de madeira ornados com desenhos e cartinhas da família dão o tom desde ambiente onde a gente se sente em casa. A especialidade aqui são os bolos e pães. O café-da-manhã é servido a qualquer hora, mas também há pratos para almoço e uma sopinha à tarde. O bolo de formigueiro é um dos meus favoritos.
Rua Professor Manoel Ferreira, 89 – Gávea – 21*2511-0947


Café du Lage - O café fica em um casarão antigo no Parque Lage, um dos mais belos locais do Rio de Janeiro, cercado por uma imensa área verde. A refeição é feita na beira de uma piscina e com uma belíssima vista para o Cristo Redentor. Como no local ainda funciona uma escola de artes, é possível degustar o bom café da manhã daqui apreciando as obras dos alunos. Depois, para fazer a digestão, um bom passeio pelo parque é a pedida.
Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico – 21*2226-8125

Opção de albergue para acompanhar:
Rio Rockers – Localizado no coração de Copacabana, próximo a metrô, linhas de ônibus, praia, restaurantes, cinemas e lojas, é o seu ponto de partida perfeito para conhecer tudo o que o Rio de Janeiro tem para oferecer. Faça a reserva pelo HostelBookers.

Pizzarias:

Eccellenza – As pizzas aqui são caras, mas valem cada centavo. Nem pense em colocar ketchup e mostarda em cima delas (coisa de carioca…), pois as pizzas são gourmet e a chef tem cursos na Cordon Bleu e estágio em restaurantes na França e em Portugal.
Rua  Visconde de Caravelas, 121 – Botafogo – 2266-5774

Stravaganze – A Stravaganze é a irmã mais velha da Eccellenza e segue o mesmo estilo de pizzas gourmet. A localização e a infraestrutura aqui são mais agradáveis, mas as duas pizzarias se equivalem na cozinha.
Rua Maira Quitéria, 132 – Ipanema – 2523-2391

Pizzaria Guanabara – Ponto de encontro dos notívagos, a Pizzaria Guanabara não tem hora para fechar. É comum você encontrar grupos chegando às 5 da matina para um último chopp e um pedaço da pizza, que apesar de gordurosa e cara, é muito saborosa.
Avenida Ataulfo de Paiva, 1228 – Leblon – 21*2294-0797

Natural:

New Natural – Sem muito luxos, o New Natural conquistou com a sua cozinha uma clientela fiel em Ipanema. Por estar rodeada de albergues, é também muito visitada pelos gringos da região. No buffet, receitas de poucas calorias, mas muito sabor.
Rua Barão da Torre, 169 – Ipanema – 2447-9363

Sanduiches e sucos:

Bibi Sucos
Avenida Ataulfo de Paiva, 592 – Leblon – 2259-4298
Rua Jardim Botânico, 632 – Jardim Botânico – 3874-0091

BB Lanches
Rua Aristídes Espínola,  64 – Loja A – Leblon – 2294-1397

Monte seu prato:

Via 7
Rua Garcia D’Ávila, 125 – Ipanema

Gula Gula
Rua  Henrique Dumont, 57 – 2259-3084

Os badalados:

Braseiro – Localizado no Baixo Gávea, o Braseiro recebe uma clientela de gente bonita, celebridades e artistas. Não se espante se ao seu lado estiver comendo um dos muitos atores da Globo que frequentam o local. Apenas aja como se aquilo fosse a coisa mais corriqueira para você. Para comer, peça a linguicinha de entrada e depois encare uma picanha fatiada com arroz de brócolis e farofa de banana. Imperdível.
Rua Santos Dumont, 116 – Gávea – 21*2239-7494

Hipódromo – Do outro lado da rua do Brazeiro fica o Hipódromo, mais confortável, com ar condicionado e uma simpática varanda onde se pode tomar um bom chopp e ver o vai e vem de pessoas bonitas do Baixo Gávea. O cardápio é parecido com o do Brazeiro, com uma leve vantagem para o concorrente.
Rua Santos Dumont, 108 – Gávea – 2294-0095

Bar Urca – Famosa mureta com vista para a Baía de Guanabara. Peça uma cerveja, uns quitutes e aprecie a vista.
Rua Cándido Graffeé, 205 – Urca – 2295-8744

#BonsDrink:

Meza Bar - Vencedor do concurso Absolut de melhores drinques, o Barman Gustavo coleciona ainda outros prêmios, como o de melhor carta de drinks. Mas nem só de bebidas vive a casa e seus pratos, servidos em pequenas porções, são uma delícia.
Rua Capitão Salomão, 69 – Humaitá – 3239-1951

DoiZ – Irmão e vizinho do Meza Bar, com um clima mais aconchegante para casais.
Rua Capitão Salomão, 55 – Humaitá – 2179-6620

Em Santa Teresa:
O bairro mais charmoso do Rio, com seus casarões antigos, bondinho e gente de todos os tipos é também um importante pólo gastronômico.

Sobrenatural - Os frutos do mar mandam no cardápio deste simpático e aconchegante restaurante, onde o bondinho de Santa Teresa passa bem na porta. Experimente um dos peixes do Pará, como o Surubim grelhado com base de leite de côco a Pescada Amarela com arroz de cupuaçu e camarão.
Rua Almirante Alexandrino, 432 – Santa Teresa – 21*2224-1003


Aprazível - A comida é boa, a vista é linda, a decoração é uma beleza, mas os pratos são caros e o serviço é muito ruim (prepare-se para esperar horas pelo seu prato). Mesmo assim vale a pena uma visita no fim de tarde, com o sol se pondo sobre o Rio de Janeiro. A cozinha é nacional, misturando sabores de diferentes regiões do Brasil, no que a chef Ana Castilho chama de “cozinha de raiz”.
Rua Aprazível, 62 – Santa Teresa – 21*2507-7334

Bar do Mineiro - Pastel de feijão, linguicinha mineira e a famosa Feijoada do Mineiro (servidas aos sábados domingos e feriados) fizeram a fama deste boteco no alto de Santa Teresa. O local vive lotado e a animação se estende à calçada. Cerveja gelada e caipirinhas feitas com tradicionais cachaças mineiras, além da tradicional batida de gengibre, acompanham a boa comida.
Rua Paschoal Carlos Magno, 99 – Santa Teresa – 2221-9227

Opção de albergue para acompanhar:
Rio Hostel Santa Teresa – localized no bairro mais charmoso do Rio de Janeiro, é o local ideal para você explorar as ladeiras, passear de bondinho e experimentar todos os restaurantes e a vida boêmia da região. Faça sua reserva no HostelBookers.

Sanduíches:

Cervantes – Um dos mais tradicionais botecos do Rio de Janeiro, localizado na zona do baixo meretrício de Copacabana, foi fundado em 1955 como muma mercearia e em 1965 ganhou a configuração. Apesar de também servir comida, a pedida aqui são os sanduíches de filé com abacaxi e queijo acompanhados de um chopp geladinho. E nada de sentar nas mesas, para se misturar aos locais, peça a comida no balcão e entre no bate-papo descontraído que rola na calçada.
Rua Barata Ribeiro, 7 – Copacabana – 2275-6147

Longe:

Gugut – Um ambiente familiar, com uma casa, uma grande choupana, jardim, piscina e parquinho para as crianças. Tudo isso cercado de muito verde. Esse é o cenário que o chef Augusto Bomfim, o Gugut, montou para que seus clientes apreciassem o seu cardápio bem regional. Os preços podem assustar em um primeiro momento, mas aqui, um prato dito para dois, pode servir até quatro pessoas, dependendo da fome. A pedida é a costela no bafo, mas o cardápio está recheado de boa comida, como leitão à pururuca, Javali à brasileira, muquecas, peixes e carnes.
Estrada do Rio Morto, 541 – Vargem Grande – 2428-1343

Rua Dias Ferreira:
O pólo gastronômico da Rua Dias Ferreira é conhecido por seus restaurantes chiques, gente bonita e diversas celebridades passeando pela calçada.

Togu – A culinária é japonesa, mas aqui você não fica só no sushi e sashimi. Mais do que peixe cru, a pedida aqui são os pratos quentes. Comece com o mix de entradas e avance pelas misturas pouco convencionais.

CT Boucherie – Do renomado chef Claude Troigros, a pedida aqui é aproveitar o menu executivo com escolha de carne, peixe ou frango e rodízio de acompanhamentos nos dias de semana na hora do almoço. R$ 35

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Rio é eleito o destino gay mais sexy do mundo

Posted on 10 November 2011 by Pedro Serra

Com o perdão do trocadilho, o Rio é bi… pelo segundo ano consecutivo, a Cidade Maravilhosa foi escolhida o destino gay mais sexy do mundo, com nada mais nada menos que 48% dos votos. Na eleição realizada pelo site Trip Out Gay TRavel e pelo Logo, canal da MTV voltado para o o público homossexual, os cariocas deixaram para trás (com duplo sentido, por favor) as alegres cidades de Madri, Portland, Saint Tropez, Estocolmo e Buenos Aires.

Carnaval na praia de Ipanema - Divulgação Prefeitura do Rio

As cidades foram indicadas por um grupo de escritores e jornalistas especializados em viagens. A escolha, porém, veio dos votos do público. Em sua indicação para o prêmio, o Rio foi definido como a cidade onde vivem as pessoas mais sensuais. As praias, festas e o jeito carioca também foram lembrados pelos especialistas.

Ipanema - Divulgação Prefeitura do Rio

Além dos dois prêmios de Destino Mais Sexy do Mundo, o Rio já havia recebido, em 2009, o título de Melhor Destino Gay do Mundo.

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Cow Parade volta ao Rio de Janeiro

Posted on 28 August 2011 by Pedro Serra

A partir de setembro, a paisagem carioca será mais uma vez tomada pelas simpáticas vaquinhas do Cow Parade, evento que desde 2000 espalha por cidades do mundo esculturas de vacas nas mais diversas poses. Nesta edição, serão 100 delas pelas ruas do Rio de Janeiro, e algumas prometem chamar bastante atenção.
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Uma delas é a Vaca de Elite, projetada pelo publicitário Edberto Dutra e que faz uma referência ao Bope e ao atual momento pacificador da cidade. Outra a abordar um tema bem atual é a vaquinha da Lei Seca, representando as blitzes contra o consumo de álcool por motoristas.
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Ao fim da exposição, em novembro, as esculturas serão leiloadas em benefício da ONG Rio Inclui a um custo de R$ 40 mil cada.
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A Cow Parade é a maior exposição de arte urbana do mundo e acontece desde o ano 2000. De lá para cá, o evento já esteve em 46 cidades de todo o mundo. Só no Brasil as vaquinhas já estiveram por seis vezes, sendo duas vezes em São Paulo e uma em Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Mais de 160 esculturas já foram transformadas em miniaturas de vacas, que são vendidas nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

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Roda de capoeira em Copacabana

Posted on 15 August 2011 by Pedro Serra

Aproveitando um domingão de sol no Rio de Janeiro, fui à praia de Copacabana conhecer a roda de capoeira do Mestre Marrom, aproveitando a visita de Boca Rica e Brandão, dois grandes mestres baianos, à cidade. Quando era mais novo, até me aventurei no esporte, mas hoje em dia prefiro ficar de fora e apreciar a plasticidade dessa mistura de dança com luta que nos remete às raízes do povo brasileiro.  O vídeo faz parte de um projeto maior de documentário que estou realizando aos poucos, mas não podia deixar essas belas imagens armazenadas no meu computador até o fim do projeto. Como vocês poderão notar, o foco está na música e na sonoridade da capoeira.

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Centro Cultural da Marinha – RJ

Posted on 20 November 2010 by Pedro Serra

Na função de pai há dois anos e meio, venho sempre procurando lugares no Rio de Janeiro para levar o meu filhote. Após uma tentativa frustrada de levá-lo ao zoológico em um fim de semana (parecia um Maracanã em final de campeonato), lembrei do bom e velho Centro Cultural da Marinha, próximo ao Aeroporto Santos Dumont. Lugar que visitei muitas vezes na infância, em passeios do colégio.

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Submarino Riachuelo

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Navio museu Comandante Bauru

Pois bem, o espaço tem entrada gratuita (em compensação, não há onde estacionar e flanelinhas na porta chegam a cobrar R$ 6 por uma vaga). Lá dentro, o visitante pode conhecer por dentro o submarino Riachuelo, o museu navio Comandante Bauru, e um helicóptero SH-3.  Além de uma área com exposições sobre o universo naval, pode-se ver também a Galeota Imperial de D.João VI.

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Galeota Imperial de D. João VI

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Helicóptero SH-3

Para quem quiser se aventurar pelas águas da Baía de Guanabara, há passeios saindo às 13h15m e 15h15m, ao custo de R$ 10 (R$ 5 para crianças), a bordo do Rebocador Laurindo Pita, que também abriga exposições para os visitantes.

Outra possibilidade é conhecer a bela Ilha Fiscal, palco do último baile do império. As saídas são às 13h, 14h30m e 16h e também custam R$ 10 (criança paga R$ 5)

Serviço:

Endereço: Avenida Alfred Agache, Rio de Janeiro s/nº – Centro – próximo à Praça XV.
Tel.: (21) 2233-9165.
Horário: terça a domingo, das 12:00 às 17:00.
Preço: visitação gratuita.

[googleMap name="Centro Cultural da Marinha" width="500" height="300"]Avenida Alfred Agache, rio de janeiro[/googleMap]

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Turismo na favela – Santa Marta – Rio de Janeiro

Posted on 15 October 2010 by Pedro Serra

O Santa Marta foi o primeiro morro do Rio de Janeiro a sofrer o processo de pacificação no Rio de Janeiro. Se antes disso já atraia cerca de 30 turistas por dia, agora, com a segurança da presença policial e da ausência de traficantes armados até os dentes, entrou definitivamente no roteiro turístico da cidade. Parada obrigatória para todos que quiserem não só conhecer de perto a vida dos cariocas além da praia, mas também para os que procuram um ângulo inusitado da cidade, com algumas das mais belas vistas que o Rio tem para oferecer (assista ao vídeo da minha visita à favela no final deste post)

Praça Cantão - Santa Marta, Rio de Janeiro

Praça Cantão - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Preparando-se para a nova leva de turistas que ameaça invadir o morro (o número passou agora para 200 por dia), o Governo do Estado lançou o mês passado o programa Rio Top Tour no Santa Marta. Com a iniciativa, a comunidade ganhou placas para os turistas, além de guias turisticos e monitores da própria comunidade. Para utilizar, basta chegar no pé do morro e pedir pelo guia, que é gratuito (os monitores aceitam gorjeta, os guias, não).  

Subida no plano-inclinado - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Subida no plano-inclinado - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

O passeio começa pelo plano inclinado, uma espécie de bondinho que transporta os moradores para a parte alta do morro (e que também é gratuito). Já no começo do caminho até a última estação, pode ser ver o Rio de Janeiro surgindo conforme o carrinho vai subindo vagarosamente. Chegando lá em cima, saindo bem em frente ao campinho de futebol, você já sente aquele clima de favela. No domingo que eu fui, o churrasco com funk e pagode comia solto, com dois times se enfrentando no campo e as meninas dançando e bebendo do lado de fora. Deu vontade de gritar “de fora” e esperar minha vez na lateral.   

Futebol no campinho - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Futebol no campinho - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Mas continuamos, eu e o monitor Fumaça, “32 anos de Santa Marta”. As novas placas, em inglês e português, indicavam o caminho para a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), um prédio grande bem no alto do morro, e o Mirante do Pedrão, na descida da favela pelo outro lado do morro. Quinhentos metros de caminhada e, por entre as árvores, apareceu uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro, com o Pão de Açucar, a Baía de Guanabara, o Centro e a Ponte Rio-Niterói. Paramos alí para conversar um pouco e aproveitei para me inteirar um pouco sobre a história do morro e de Fumaça.  

Fumaça no Mirante do Pedrão - Futebol no campinho - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Fumaça no Mirante do Pedrão - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Voltamos para dentro da favela para começar a nossa descida, sempre “vigiados” pelo Cristo Redentor, que parece abraçar a comunidade. Lá embaixo, os prédios de Botafogo e o trânsito caótico da cidade, em miniatura. Andar por entre os barracos é se embrenhar em uma realidade que, para muitos de nós, só aparece em filmes. Eu já estive em muitas favelas pode dentro, já fui a baile no Tabajaras, fazia boxe no alto do Pavão-Pavãozinho, mas ali era diferente. Me sentia mais livre por saber que não teria que dar de cara com uma meia dúzia de traficantes armados. A cada virada nas estreitas vielas, ganhava um aceno de cabeça, um “bom dia”, um sorriso. Fui convidado por Fumaça a conhecer sua casa, sua família, a coleção de relógios de sua mãe…  

Painel de Michael Jackson por Romero Britto - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Painel de Michael Jackson por Romero Britto - Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Estátua de Michael Jackson no Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Estátua de Michael Jackson no Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Chegamos então ao ponto alto do passeio, a mundialmente famosa Laje do Michael Jackson. Foi ali que em 1996 o rei do pop gravou o clipe de “They don´t really care about us”, e desde então a comunidade criou uma relação com o ídolo, como se ele tivesse nascido ali, como se fosse parte deles. Um ano após a morte do cantor, o Governo do Estado inaugurou uma estátua de bronze e um painel, feito por Romero Britto, um dos meus artistas favoritos, homenageando-o. Quando eu cheguei lá, a laje estava cheia, com pessoas da própria comunidade tirando fotos com o Michael de bronze, e crianças imitando seus passos de dança.  

Cristo Redentor, braços abertos sobre o Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Cristo Redentor, braços abertos sobre o Santa Marta, Rio de Janeiro - Foto: Pedro Serra

Continuamos nossa descida, passamos por outros tantos pontos de interesse, mas o melhor mesmo é ver o dia a dia no morro, os sorrisos, ouvir as histórias e, claro, desfrutar da vista deslumbrante que o pessoal da comunidade tem. Se você está de viagem marcada para o Rio de Janeiro, separe 2h, 3h para fazer esse passeio inesquecível. Outros morros do Rio de Janeiro, como os já citados Tabajaras e o complexo Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, também estão pacificados e devem começar a oferecer serviços de guia em breve. Fiquem de olho, pois pretendo visitar todos e voltar aqui para contar para vocês. 

Assista ao vídeo da visita ao Santa Marta:

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Um dia na favela

Posted on 14 October 2010 by Pedro Serra

O Sem Destino aproveitou o dia 10.10.2010 para subir o morro da favela Santa Marta e mostrar o dia na comunidade. As imagens foram feitas para o projeto “One day on earth”. Aguardem que em breve coloco todas as informações sobre o roteiro, um dos melhores passeios para quem quer um ângulo inusitado do Rio de Janeiro.

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‘Comida di Buteco’ chega ao Rio de Janeiro

Posted on 01 June 2010 by Pedro Serra

Um boteco pode ser um bom lugar para bebericar um chopinho gelado com amigos e jogar conversa fora comendo um bom bolinho de bacalhau. Alguns estabelecimentos, porém, levam essa experiência a um outro patamar, com a bebida servida na temperatura certa, um bom atendimento, um local limpinho e, principalmente, comidinhas que vão além do trivial. Por nos proporcionar tudo isso, esses estabelecimento merecem um prêmio… e é exatamente para isso que existe o concurso “Comida di Buteco“, que chegou ao Rio de Janeiro no último de 28 de maio, com 31 restaurantes competindo, e vai até o dia 27 de junho… ou seja, jogos da Copa do Mundo à tarde, botequinho para comemorar à noite, como bem sugere o texto de divulgação do evento:

COMIDA DI BUTECO 2010 RIO DE JANEIRO“Junho de 2010 é mês de Copa. E de cozinha também! Pelo menos para os cariocas, que terão um motivo a mais, além dos jogos do Brasil, para se mobilizarem em torno de uma boa mesa de bar. Enquanto os 32 países classificados para o maior evento do futebol mundial se enfrentam nos gramados da África Sul, aqui no Rio os 31 melhores botequins da cidade disputarão os prêmios da terceira edição do concurso Comida di Buteco, que acontece entre os dias 28 de maio (sexta-feira) e 27 de junho (domingo) na cidade.

A diferença entre as duas “competições” é que no Rio de Janeiro não haverá perdedores. Com o evento, todo mundo ganha, uma vez que o Comida di Buteco tem como objetivo principal resgatar e promover a culinária de raiz. E nesse quesito, a novidade da edição deste ano é de dar água na boca: todos os petiscos concorrentes são inéditos e exclusivos, desenvolvidos pelos estabelecimentos especialmente para o festival.

Para fazer parte dessa festa, não precisa ser convocado. Basta ir a um dos botecos participantes, comer o petisco e dar a sua nota. Você tem acesso à lista dos “convocados” através do site: www.comidadibuteco.com.br Como já ocorreu nos últimos anos, o ganhador sai de uma decisão compartilhada entre o julgamento popular e os votos de um júri de especialistas. Para ser eleito o melhor boteco o estabelecimento deve zelar pelo atendimento, temperatura da bebida e higiene. O peso de cada voto é o seguinte: 70% para o petisco concorrente, 10% para o atendimento, 10% para a bebida e 10% para a higiene do local.

Assim como no futebol, a democracia se institui de fato no boteco. Entendendo e valorizando o botequim, como um dos mais importantes espaços da sociabilidade do brasileiro, o mote da campanha do Comida di Buteco esse ano é uma declaração de amor ao boteco. Da zona sul ao subúrbio, as torcidas misturam raças, crenças, diferenças sociais, no botequim e no campo. Com o slogan “Em cada coração bate um buteco, em cada buteco batem vários corações” a Free Produções, realizadora do evento, pretende mobilizar torcidas, superando o número de mais de 200 mil pessoas que visitaram os 31 concorrentes de 2009. Ano de copa, ano de boteco! A culinária será o tempero especial desse campeonato para quem for assistir aos jogos nos estabelecimentos participantes.

Nascido 11 anos atrás em Belo Horizonte, o concurso é um dos mais importantes eventos do calendário da gastronomia nacional, com repercussão em todo o país e no exterior.
O evento já atingiu proporções nacionais e esse ano a agenda do Comida di Buteco envolve as capitais Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia e ainda as cidades: Campinas, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto ( SP ), Além de Ipatinga, Montes Claros, Poços de Caldas e Uberlândia ( MG )”.

Para saber mais, siga o Twitter do evento: @_comidadibuteco

Vamos então à lista dos botecos participantes:

GRUPO ESTREANTE:

BOTECO ANGU DO GOMES

Na cama com Gomes

ANGU DO GOMES (Saúde/Centro)

Prato: Na Cama com Gomes / R$12 a unidade.

Rua Sacadura Cabral, 17, Largo da Prainha, Saúde. Tel. 2233-4561. Sábado e Domingo não abre. Segunda a Quinta 11h até 23h, Sexta 11h até 2h.

BAR 20 (Ipanema)

Prato: 20 Comer / R$ 16,50 a porção

Rua Henrique Dumont 85, loja B.Tel. 2239-0546. Segunda não abre, Terça e Quarta de 12h até 24h, de Quinta até Sábado de 12h até 1h, Domingo 12h até 22h.

Boteco Bar do Picote

Empanado do Picote

BAR PICOTE (Flamengo)

Prato:  Empanado do Picote / R$20 a porção

Rua Marques de Paraná 128, loja C. Tel. 2552-1799. De Segunda a sábado de 7h até 1h, Domingo de 9h até 23h.

CALDO BELEZA (Flamengo)

Prato:  Mocotó Beleza / R$10

Rua Senador Vergueiro 238, Flamengo — 2554-4841. Segunda a sábado, das 17h à meia-noite. Domingo não abre. C.C.: Todos.

Boteco da Gema

Fondue da Gema

DA GEMA (Tijuca)

Prato:  Fondue da Gema / R$20

Rua Barão de Mesquita, 615, loja C/D. Tel.2208-9414. Segunda não abre. Terça e Quarta das 17h até 24h, Quinta das 17h até 1h, Sexta das 15h até 2h, sábado das 12h até 2h, domingo e feriado 12h até 22h. * Esse horário é somente durante o concurso Comida di Buteco.

NORDESTINO CARIOCA (Jacarepaguá – Anil)

Prato: Caldo de Caridade / R$ 7 a unidade

Av. Sargento Carlos Argemiro Camargo, 49. Tel. 3412-3353. Segunda não abre. Terça a Quinta das 10h até 22h, Sexta e Sábado das 10h até 24h, Domingos e Feriados 10h até 18h.

PETISQUEIRA MARTINHO (Ilha do Governador)

Prato: Petisquim / R$16,50

Praia do Jequiá, 33, Ribeira. Tel. 3396-6404. De segunda a terça não abre. Quarta e Quinta das 17h30 até 24h, Sexta das 17h até 2h, sábado e feriado 11h30 até 2h, Domingo 11h30 até 22h30.

SABOR DA MORENA (Botafogo)

Prato: Entocado da Morena / R$ 14 a unidade

Rua São Manoel 43. Tel. 2541-4756. Segunda-feira não abre. Terça-feira a sábado de 17h até 1h.

Boteco Santa saideira

Pedacinho do Norte

SANTA SAIDEIRA (Santa Teresa)

Prato: Pedacinho do Norte / R$30 a porção

Rua do Progresso, numero 5, Largo das Neves. Tel. 3233-0122.  Horário de funcionamento de Domingo a quinta de 10h até 24h, sexta e sábado de 10h até 2h.

GRUPO  -  ZONA SUL

ADEGA DO CESARE (Copacabana)

Prato: Gurjões mistos com molho tártaro / R$ 15

Rua Joaquim Nabuco, 44, loja A/B. Tel. 2523-1429. De segunda a domingo das 10h30 até 1h.

ADEGA PÉROLA (Copacabana)

Prato: Bolinho de Siri / R$ 14 a porção

Rua Siqueira Campos, 138 A.Tel. 2255-9425. Horário de funcionamento de segunda a sábado de 10h até 24h. Domingo não abre.

BAR URCA (Urca)

Prato: Casquinha a Vila do Chã / R$ 12 a unidade

Rua Candido Gaffrée, 205 – Urca. Tel. 2295-8744. Segunda a sexta, das 7h às 23h30, sábado 8h as 23h30. Domingo, das 8h30h às 20h.

BOTECO SALVAÇÃO (Botafogo)

Prato: Coxinha Invertida / R$ 12,90 a porção

Rua Henrique de Novaes, 55 – Botafogo.         Tel. 2539-0216. Segunda a quinta, das 18h às 02h, Sexta 18h às 4h. Sábado das 20h às 03h. Domingo, das 15h às 23h.

Boteco Pavão Azul

Ressuscitaram o Camarão

PAVÃO AZUL (Copacabana)

Prato: Ressuscitaram o Camarão / R$10 a unidade

Rua Hilário de Gouveia, 71, lojas A e B – Copacabana. 2236-2381. Segunda a sábado, das 12h às 24h. Domingo, das 12h às 20h.

REAL CHOPP (Copacabana)

Prato: Kibinho de Bacalhau / R$ 12 a porção

Rua Barata Ribeiro, 319 – Copacabana. Tel. 2547-6673. Segunda a Domingo, das 7h às 2h.

GRUPO – LAPA, CENTRO E PRAÇA DA BANDEIRA

ACONCHEGO CARIOCA (Praça da Bandeira)

Prato: Futrica na Roça / R$28 a porção

Rua Barão de Iguatemi, 388 A – Praça da Bandeira. 2273-1035. Terça a Sábado, das 12h às 23h.  Domingo e Feriado das 12h às 18h.

ANTIGAMENTE (Centro)

Prato: Seleção Brasileira / R$ 16 a porção

Rua do Ouvidor, 43 – Centro. 2507-5040. Segunda a Sexta, 11h30 às 24h. Sábado, das 12h às 19h. Domingo não abre.

BECO DO RATO (Lapa)

Prato: Fígado Sustado / R$ 18 a porção

Rua Joaquim Silva, 11 – Lapa. 2508-5600. Horário de funcionamento: Segunda, de 8haté 24h, Terça 8h até 2h, Quarta 8h até 24h, Quinta 8h até 1h, Sábado 16h até 24h, Domingo não abre.

CACHAÇARIA MANGUE SECO (Lapa)

Prato: Camarão Atolado / R$ 9.00 a unidade

Rua do Lavradio, 23 – Centro. Tel. 3852-1947. Segunda e Terça 11h as 23h30, Quarta e Quina de11h à 1h, sexta e sábado 11h às 2h30.

GRACIOSO (Saúde / Praça Mauá)

Prato: Jabazinho / R$ 3 a unidade

Rua Sacadura Cabral, 97 – Saúde. Tel. 2263-5028. Segunda a Sexta, das 6h às 21h. Não abre nos finais de semana.

PETIT PAULLETE (Praça da Bandeira)

Prato: Crocrevet do Let / R$ 32 a porção

Rua Barão de Iguatemi, 408 – Praça da Bandeira. 2502-2649. Segunda a Domingo de 12h Até 24h. * Esse horário é válido somente durante o concurso Comida di Buteco.

GRUPO – ZONA NORTE: TIJUCA, GRAJAÚ, ETC.

Boteco Cachambeer

Explode Cabritão

CACHAMBEER (Cachambi)

Prato: Explode Cabritão / R$ 39,90

Rua Cachambi, 475.  Tel. 2501-8465. Terça a sexta de 16h até 24h. Sábado das 12h até 24h, domingo das 11h30 às 18h.

SIRI (Vila Isabel)

Prato: Fuzuê de Camarão

Rua dos Artistas, 02 – Vila Isabel. 2208-6165.  Todos os dias de 11h30 as 23h30.

BAR DA AMENDOEIRA (Maria da Graça)

Prato: Show de Bola / R$ 3 a unidade

Rua Conde de Azambuja, 881,lj A e B.Tel. 2501-4175. Segunda a Quinta de 6h30 até 22h, Sexta de 6h30 até 23h, Sábado 6h30 Até 20h. Domingo não abre.

Boteco Enchendo Linguica

Das Tripas Coração

ENCHENDO LINGUIÇA (Grajaú)

Prato: Das Tripas Coração / R$36 a porção

Avenida Engenheiro Richard, 02, loja A – Grajaú. 2576-5727. Todos os dias a partir das 11h.

VARNHAGEN (Maracanã)

Prato; Espírito de Porco / R$ 14

Praça Varnhagen, 14 A – Maracanã. 2254-3062. Segunda a Sexta, das 07h às 20h. Sábados, Domingos e Feriados, 08h às 17h.

GRUPO – ILHA DO GOVERNADOR

PONTAPÉ

Prato: Baião Carioca / R$9.50 a unidade

Praia da Ribeira 63, Ribeira. Tel. 3495-2285.     Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, 18h até 24h, sábado 12h até 24h, Domingo 12h até 17h.  Segunda-feira não abre.

GRUPO – ZONA OESTE

ACADEMIA DA CACHAÇA (Barra)

Campeão do concurso em 2009

Prato: Tapioca Carioquinha / R$17,30

Av. Armando Lombardi, 800, loja 65L. Tel. 2492-1159. Domingo a quinta de 12h ate 1h, Sexta e Sábado, 12h às 2h.

BAIXO ARAGUAIA (Jacarepaguá)

Prato: Picanha ao molho Especial / R$30

Rua Araguaia, 1709 – Freguesia. Tel.3392-3760. Segunda a quinta-feira das 18h às 24h, sexta 18h ate 1h, Sábado 12h ate 1h, Domingo e Feriado, 12h às 24h.

GRUPO – SUBÚRBIO

BAR DA PORTUGUESA (Ramos)

Prato: Punheta da Dondon / R$25 a porção

Rua Custódio Nunes, 155 – Ramos. 2260-8979. Terça a Sexta, das 17h às 24h. Sábado e Domingo, das 10h às 18h, Segunda-feira não abre.

ORIGINAL DO BRÁS (Brás de Pina)

Campeão da edição 2008 e segundo colocado em 2009.

Prato: Brasileirinho Original / R$18

Rua Guaporé, 680, lojas A e B – Brás de Pina. 3866-1313. Segunda não abre. Terça a Quinta, das 16h às 23h. Sexta e Sábado, das 14h às 24h. Domingo, das 13h30h às 17h. Segunda-feira não abre.

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A Red Bull me deu asas…

Posted on 20 May 2010 by Pedro Serra

Tem coisas que só o jornalismo faz por você. Quando eu poderia imaginar que voaria a praia de Copacabana, de cabeça para baixo, em um aviãozinho da Red Bull Air Race. Pois bem, na semana retrasada foi isso que eu fiz, graças a um crachá no peito e muita cara de pau. Assim que recebi os primeiros releases sobre a corrida aérea no Rio de Janeiro, já enviei um email para o pessoal da assessoria de imprensa falando sobre algumas pautas e, no meio, perguntei sobre a possibilidade do voo. Detalhe, ainda faltava quase um mês para o evento. Me surpreendi com a velocidade do “claro, vamos marcar” que eu recebi do pessoal… tanto que nem acreditei, e enchi o saco dos caras com emails sobre o passeio. (Assista aos vídeos no final do post)

Sergio Pla, meu piloto

Sergio Pla, meu piloto

No dia, fui o primeiro a chegar (meu voo estava marcado para as 8h) e o último a decolar (por causa do tráfego aéreo no aeroporto Santos Dummont, a pista só foi liberada às 14h). Durante a espera, encontrei com o Di Ferrero, vocalista do NX Zero, que também ia fazer o media flight. Como ele tinha compromissos (e eu precisava de uma cobaia), deixei-oir na minha frente. Logo depois apareceu o Marcelo Barreto, do Sportv, que também pediu encarecidamente para passar na minha frente. Sem problemas… aproveitei para colher algumas informações quando eles voltaram, o que me tranquilizou. Estranhamente, eu não estava nervoso, nem com medo, nem ansioso. Esperei pacientemente pelo retorno das minhas cobaias, tomei um Red Bull, belisquei alguma coisa no belo buffet oferecido aos jornalistas (só não pude comer muito, sob o risco de colocar tudo para fora no primeiro looping).

Pronto para partir

Pronto para partir

Finalmente chegou a minha vez. Colocar o macacão, o colete salva-vidas e… o paraquedas. Aliás, pior do que colocar o paraquedas foi ouvir as instruções do piloto espanhol Sergio Pla: “Se eu gritar pula, pula, pula… é para pular. Pelo menos é isso que eu vou fazer”, disse ele, enquanto me explicava como me soltar do cinto, me jogar do avião e abrir o paraquedas. Outra coisa que me preocupou foi a manete de abertura da cabine, que ficava estrategicamente posicionado ao lado do botão para tirar fotos da câmera do avião (que seria operada por mim). Fiquei me imaginando apertando o botão errado e voooooshhh!!!

Finalmente decolamos… o aeroporto foi ficando pequeno, passamos o Pão de Açucar e logo estávamos sobre a praia de Copacabana. “estas listo, Pedro?”, perguntou o piloto, e antes que eu pudesse responder, já estávamos mergulhando sobre o Forte do Posto 6, onde foi instalado um gate igual ao da competição para que nós pudéssemos ter a mesma sensação que os pilotos… bom, mais ou menos a mesma sensação, porque os profissionais chegam a aturar forças de até 12G, enquanto eu cheguei a uns 6G, no máximo. E olha que não é pouco, a cada descida e subida, tinha que apertar a perna e a barriga e respirar forte para não ver o meu sangue descer todo para o dedão do pé e eu desmaiar.

Copacabana upside down...

Copacabana upside down...

Após três passagens pelo gate, chegou a hora do grande looping. Sergio guiava o meu olhar, para que eu sempre tivesse um horizonte e não me perdesse entre o céu e a terra. “mira a la derecha, delante, detrás”… enquanto isso, eu via o horizonte girando, a praia de Copacabana virando céu e, vagarosamente, voltando para o seu devido lugar. Foram dois desses, com algumas variações e um pouco mais de emoção no segundo. Com o calor da cabine, os loopings e a força G, meu corpo já dava sinais de desgate… era chegada a hora de voltar.

Antes, porém, demos algumas voltas ao redor do Cristo Redentor, enquanto esperávamos pela liberação da pista de pouso. Passamos tão perto que, quando dei um tchauzinho para os turistas, eles efusivamente acenaram de volta. Pista liberada, pouso tranquilo (se é que se pode chamar de tranquilo um pouso de lado. Como a frente do avião é mais alta, os pilotos pousam praticamente na perpendicular, para poder ver a altura da aeronave. No último segundo, eles corrigem e tocam o solo). Nesse momento eu já estava bufando dentro do avião, pronto para estender a mão e pegar o famoso saquinho para depositar o almoço… felizmente não foi necessário. Desci do avião com a certeza de ter vivido uma experiência única, além de ter causado a inveja de boa parte dos meus amigos e seguidores do Twitter, que acompanharam a aventura em tempo real.

Assista ao vídeo do passeio:

Matéria que eu fiz com Di Ferrero, do NX Zero, e Marcelo Cordeiro, do Sportv, que também voaram:

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Um gringo perdido no Rio de Janeiro

Posted on 16 May 2010 by Pedro Serra

Conheci o Seth durante minha última viagem a Paraty. Expatriado, trabalhando no Brasil em uma empresa do setor petrolífero, o gringo tinha chegado ao Brasil havia dois meses. Durante a viagem, eu e outro amigo conversávamos sobre os problemas do Brasil, especialmente sobre a falta de educação de algumas pessoas e do sentimento de que temos que levar vantagem em tudo, seja no trânsito ou na política. Seth ouvia a tudo calado, mas eu notava que ele estava silenciosamente concordando com tudo o que dizíamos e acho que só não falou nada por educação. Durante a viagem, ele me prometeu que enviaria um texto para ser publicado no blog. Agradeci, pensando que seria mais uma dessas pessoas que prometem colaborar com a página e depois desaparecem. Até que, na semana passada, recebi um excelente texto que conta todo o sentimento de um gringo tentando se adaptar à vida no Rio de Janeiro.

Seth desbravando a cidade

Seth desbravando a cidade

Confira abaixo o relato de Seth na versão que eu fiz em português. Para quem gosta de ler o original, copiei o texto logo depois:

“Nós já ouvimos essa história antes: rapaz viaja para uma terra estrangeira, ignorante da língua e da cultura, mas abraça o novo com vigor e rapidamente se adapta ao seu novo ambiente. Este sou eu… exceto pela parte do “rapidamente se adapta”. Cheguei no Rio há mais de três meses e, enquanto o choque inicial foi um esmagador tapa na cara, que talvez também me tenha aberto os olhos, a dor da transição ainda não evoluiu para o prometido êxtase cultural. Me sinto como uma chave quadrada em meio a milhares de buracos redondos. E não importa o que eu faça, não acho uma maneira de me encaixar a eles. Se mudar-se para um país é tão estimulante quanto muitos viajantes afirmam ser, eu seria o primeiro a levantar uma sobrancelha.

Eu não sei. Às vezes, quando me vejo reclamando que as pessoas no Brasil não fazem sentido, tento me lembrar que, na verdade, poucos de nós no mundo fazem. Se eu não entendo nem as pessoas do meu país, como posso eu entendê-las aqui, sem uma forma de me comunicar? Se eu pudesse, eu lhe diria novamente aquilo que você provavelmente já sabe: que a falta do idioma correto é uma grave desvantagem. Um cego pode falar como ele está se sentindo. Um paraplégico pode empurrar sua carreira de rodas para um restaurante e ter uma refeição com amigos. Um surdo pode ler o seu caminho através de um aeroporto e viajar para seu destino favorito. E um mudo ainda pode balançar sua cabeça em compreensão ao que os outros dizem. Eu não posso fazer nenhuma dessas coisas. Nesta cidade, me sinto tão útil quanto uma pequena criança chorona. Sim, eu gosto de reclamar (talvez muito e frequentemente) que aprender outra língua é difícil. Mas, em meio aos meus murmúrios, estou simplesmente observando que a vida isolado da normalidade é tão difícil quanto se pode imaginar. Mesmo para uma pessoa como eu, que afirma gostar dos desafios deste tipo de isolamento.

Paisagem na janela

Paisagem na janela - foto: Seth Miller

Como um americano, com pouco conhecimento além da vida rural onde cresci, passei a achar a nova vida nesta calorenta cidade à beira-mar bem frígida. Talvez seja apenas a falta de uma comunidade que eu conheça, como alguém que está longe da familiaridade do lar, mas as sutilezas e os problemas da cidade são grandemente amplificados. O que se tornou rotina para muitos no Rio de Janeiro, virou para mim um trabalho em aceitar coisas que eu não posso modificar. Coisas que eu não entendo. Das favelas aos seguranças, a uma fricção aqui que torna a vida mais difícil. Mas nessa dificuldade, eu também encontro esperança. Vejo uma mendiga na rua todos, ignorada e abandonada – simplesmente um produto da insanidade de um sistema que não está nem aí. Mesmo assim, ela sorri para mim. Eu vejo motoristas rudemente bloqueando o caminho de outros tentando se livrar da estagnação do tráfego irracional da cidade. Mesmo assim, em ma rara ocasião, um para, permitindo que eu atravesse a rua. Ou a pequena garota que eu conheci após a chuva. Aí está uma boa história…

Um dia eu estava voltando do trabalho, andando pela calçada em Botafogo após uma forte chuva. As ruas estavam alagadas com aproximadamente 20 centímetros de água. Sendo um gringo invencível, com pouca tolerância para esse tipo de inconveniência, eu já havia tirado meus sapatos para achar o meu caminho, descalço, pela água barrenta (Hoje estou convencido de que ignorância é coragem. O que eu vi boiando na água me fez ver a virtude da paciência). Conforme os minutos passavam enquanto continuava seguindo adiante e a água ia subindo a minha perna, uma garotinha de aproximadamente 7-8 anos apareceu do nada. Ela ficou parada às margens da calçada, calmamente olhando para o rio que eu havia acabado de cruzar na minha audaciosa corrida de volta para casa. E quando ela olhou para mim, eu parei. Era uma linda garotinha. Sem a necessidade de um idioma eu sabia que ela estava tentando chegar em casa. Carregava uma pequena bolsa, provavelmente da farmácia próxima. Apontei para o outro lado da rua. Ela confirmou com um aceno de cabeça. Estendi os braços, ela embarcou, e eu a carreguei para o outro lado, colocando-a na calçada seca. Ela apenas riu e seguiu o seu caminho. Esse episódio fez a minha vinda para o Brasil valer a pena. Sem necessidade de português.

Há bondade em todos. Se a fictícia raça superior de Hitler algum dia existisse, seria uma que incluisse todas as raças, pois cada uma tem sua força. Há alegria, bondade e generosidade aqui no Brasil como eu raramente experimentei antes. Algo que eu venho vagarosamente aceitando. A pequena garota me ajudou mais do que eu a ajudei. Ela foi a minha luz nesta cidade, me deu um propósito para estar aqui. Ela mais uma vez me lembrou que os que precisam de ajuda neste mundo são os que acabam dando mais.  Os que já abriram mão de algo sabem que são aqueles para quem se dá que fazem a vida valer a pena. Atualmente, estou morando no Rio de Janeiro. Por quê? Não sei direito. Mas. enquanto eu estou aqui, vou aprendendo aos poucos que, desorientado como fico neste lugar, eu às vezes preciso de ajuda. E se eu deixar o meu orgulho ficar no caminho de outros que me ajudam quando eu preciso, estarei tomando aquilo que não me é de direito: ajudar e ser ajudado. Menos que isso, e não seríamos humanos”.

Um gringo no Rio de Janeiro

O texto original, em inglês:

“We’ve all heard the old story before: a boy travels to a foreign land, ignorant of the languages and the culture, but then embraces the newness with vigor and quickly adapts to his new environment.  This is me…except for the “quickly adapts” part.  I have been in Rio now for over 3 months.  And while at first the shock was an overwhelming and perhaps eye-opening smack across the face, the pain of transition has not yet evolved into one of promised, cultural bliss.  I feel like that annoying, square peg amidst thousands of round holes.  And no matter what I do I can’t seem to make myself fit in.  If moving to another country is as exhilarating as many world travelers proclaim I would be the first to raise an eyebrow.

I don’t know.  Sometimes when I find myself complaining that people here in Brazil don’t make sense I try to remember that, in reality, few of us in this world do.  And if I don’t even understand people at home how am I supposed to understand them here without any way to communicate?  If I could, I’d tell you again what you likely already know: that the lack of the correct language is a grave handicap.  A blind man can say how he is feeling.  A lame man can roll his wheelchair into a restaurant to have a meal with his friends.  A deaf man can read his way through an airport to travel to his favorite destination.  And a mute person can still nod his head in understanding.   I can do none of these things.  In this city, I feel as useful as a small, whining child.  Yes, I like to complain (perhaps too much and too often) that learning another language is difficult.  But through my mutterings I am simply observing that life secluded from that of normality is as hard as one might imagine.  Even for a person such as myself who claims to enjoy the challenges of such isolation.

As an American, with little knowledge beyond my rural, homegrown ways, I have found the new life in this warm city by the sea to be quite frigid.   Perhaps it is simply the void of a community I know but, as someone who is away from the familiarity of home, the subtleties and blemishes of this city are greatly amplified.  What has become routine for many in Rio has for me become a chore in accepting things that I cannot change.   Things I don’t understand.  From favelas to security guards, there is a friction here that makes it difficult to live.  But in these difficulties, I also find hope.  I see a homeless lady on the street each day I pass by, ignored and abandoned—simply a product of the mind-twisting insanity of a machine that doesn’t care.  Yet she gives me a smile.   I see driver’s rudely blocking the paths of others trying to break free of the stagnation of irrational city traffic.  Yet on a rare occasion one stops to let me cross the street.  Or the little girl I met after the rain.  There’s a story…

One day when returning from work, I was walking along the sidewalk in Botafogo after a heavy rain.  The streets were flooded with probably about 20 cm of water.  Me, being an invincible gringo, with little tolerance for such inconveniences, had already taken off my shoes so as to wade barefoot through the grimy water.  (Ignorance is courage I now realize as what I saw floating in that water has me convinced of the virtues of patience.)  As the minutes passed while wading forward and the water continued to deepen around my knees I suddenly came upon a small girl.  Probably 7-8 years old, the little girl stood on the shore of the sidewalk calmly looking at the river of water I had just crossed in my brash rush towards home.  And when she looked at me I stopped.  She was a beautiful little girl.  And without the need for language I knew that she was trying to get home.  She carried a small bag.  I assume from the pharmacy nearby.  I pointed to the other side of the road.  She nodded.  I put out my arms.  She climbed on board.  And I carried her across.  I set her down on the dry sidewalk.  She smiled and went on her way.  It made my trip to Brazil worth it.  No Portuguese needed”.

There is goodness in everyone.  If the fictitious master race of Hitler ever was to exist it would be one that included all the races.  For each one has its strengths.  An old truth yes, but one that the wars of this world prove few recognize as practical.  There is a joy, goodness and generosity here in Brazil I have rarely experienced before.  Something I have been slow in accepting.  That small girl helped me more than I helped her.  She was my light in this city.  She gave me a purpose for being here.  She again reminded me that it is those that need help in this world that give the most.  To anyone who has ever given away something knows, it is those to whom you give that make life worth living.   Currently I find myself in Rio.  Why?  I don’t quite know yet.  But while I am here I am slowly learning that, as evident by my bewilderment of this place, I sometimes need help as well.   And if I let my pride get in the way of others helping me when I need it, I am taking away that which is not mine to take.  To help and to be helped.  Anything less and we would not be human.

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