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Roteiro relâmpago de Buenos Aires

Posted on 05 March 2010 by Pedro Serra

Mi Buenos Aires querido

Mi Buenos Aires querido - Foto: Pedro Serra

Não recomendo fazer o que eu fiz, mas eu não tive escolha. Convidado pela Royal Holiday a conhecer Buenos Aires, fiquei empolgado com a viagem e esperava trazer muitas informações para meus queridos leitores, mas eis que acabei encontrando no caminho com a famigerada Lady Murphy, e fui acometido de uma crise de dor nas costas que me impediu de sair do hotel por dois dias. Fiz alguns passeios, sempre mancando. Conheci Porto Madero, a noite de San Telmo e um belo restaurante chamado Casal de Catalunya, sobre o qual ainda vou falar aqui. Mas só fui melhorar no último dia, e contei com a compreensão do pessoal da Royal Holiday, que estendeu minha estadia no hotel por mais um dia e remarcou minha passagem. Com isso, ganhei mais 24 horas na capital da Argentina. Pois bem, como conhecer uma cidade em apenas um dia??? Com o peso baratinho, vejo muitos brasileiros fazendo viagens de fim de semana para lá, então, se você pretende embarcar nessa (o que, repito, eu não recomendo, afinal, para mim, um destino turístico deve ser esmiuçado e aproveitado), então confira o meu roteiro relâmpago de Buenos Aires.

Se você tem pouco tempo, nada de andar de ônibus, ou entrar em um daqueles city tours com um monte de gente que demora horas para embarcar e desembarcar. Pegue um taxi todinho só para você. Os caras cobram por hora, e o valor pode variar de 30 a 50 pesos, então negocie. Levando em conta que você vai demorar umas oito horas nesse roteiro (se, diferentemente de mim, resolver parar para almoçar e ficar parando para fazer comprinhas), vai acabar gastando uns R$100 a R$ 200. É por isso também que não recomendo fazer isso se você estiver sozinho. Junte um grupo que o passeio sai mais em conta (lembrando que estamos falando em velocidade x economia).

O ideal é fazer isso no fim de semana, evitando o trânsito pesado da capital. Se for no domingo, melhor, pois você ainda pode aproveitar a feirinha de antiguidades de San Telmo. Só cuidado para não ficar muito tempo olhando as bugigangas por lá, afinal “the clock is ticking”.

Eu dei a sorte de encontrar um taxista gente boa, veterano da guerra das Malvinas, que já foi motorista de Daniela Mercury em Buenos Aires… excelente contador de histórias e profundo conhecedor da capital. Assim que conseguir achar o telefone dele, que anotei em algum lugar e até hoje não sei onde está, coloco aqui.

De taxi em Buenos Aires

De taxi em Buenos Aires - foto: Pedro Serra

Antes, algumas considerações. Use apenas os radio-taxis… são iguais aos taxis comuns, mas têm o nome da empresa na parte traseira. Isso é uma garantia, pois, como no Brasil, há muitos motoristas que gostam de ficar rodando sem motivo, ou com o taximetro “viciado”, ou ainda que dão o troco em notas falsas. Para evitar este último problema, tenha sempre em mãos dinheiro trocado.

Falando em dinheiro, evite levar dólares para trocar por pesos. Você acaba perdendo duas vezes na conversão. Ou troque o seu dinheiro no Brasil, ou então procure uma casa de câmbio longe dos centros turísticos. A diferença pode ser absurda. Em uma casa, queriam pagar 1,57 pesos pelo real, em outra, consegui 2 pesos por R$1. Evite também pagar diretamente com Real ou dolar, a conversão nunca vale a pena.

Vamos ao roteiro então:

Começamos por La Boca, o bairro que foi povoado por imigrantes e ganhou um colorido todo especial por causa disso. As duas principais atrações da região são o estádio do Boca Juniors e El Caminito.

El Caminito – meu lugar favorito na cidade, a rua tem restaurantes, obras de arte, shows de cultura argentina, feirinha e muita cor. Bom para simplesmente passear, tirar fotos, ouvir uma boa música. Há restaurantes no local, mas prefiro dar dicas de coisas menos voltadas para os turistas, então vamos em frente (tempo estimado 40 minutos).

El Caminito

El Caminito - Foto: Pedro Serra

La Bombonera – o estádio do Boca Juniors é melhor apreciado em um dia de jogo, com a torcida espremida na famosa caixa de bombons (daí o nome), mas você não terá tempo para isso. Se você não é fã de futebol, nem perca o seu tempo. A entrada custa 16 pesos (se quiser visitar o museu, é um pouco mais caro, mas eu não recomendo). Entre, empurre algumas pessoas para tirar uma foto com a estátua do Maradona, veja o estádio por dentro, imagine como seria um gol do Mengão ali em uma final de Copa Libertadores, e siga viagem. (tempo estimado 30 minutos).

La Bombonera

La Bombonera - Foto: Pedro Serra

Puerto Madero – a melhor definição do local me foi dada por Fabián, meu guia: “isto aqui é uma ilha da fantasia, fora da realidade de Buenos Aires”. Pois bem, o local era um porto totalmente abandonado, e foi restaurado para se tornar o local mais caro da cidade. Vale um passeio pelas margens do rio, olhando os prédios modernos. Há restaurantes famosos entre os turistas, como o ‘Siga la vaca’, mas, como eu disse, minha dica para o almoço fica para depois. (tempo estimado 40 minutos).

Puerto Madero

Puerto Madero - Foto: Pedro Serra

Plaza de Mayo – o local tem esse nome por causa da Revolução de maio de 1811, quando se iniciou o processo de independência da Argentina. O passeio começa pela Catedral Metropolitana de Buenos Aires, com um belíssimo interior, onde se encontra o mausoléu do General San Martin. Margeando a praça, entre no Museu Histórico do Calbido, onde você encontrará objetos vinculados à Revolução de Maio. Depois, dê uma caminhada pela praça, onde as Mães de Maio faziam seus protestos durante a ditadura e onde o povo se juntava para ouvir Juan Perón e Eva Perón fazerem seus discursos da sacada da Casa Rosada. Se você tiver sorte, ou azar, dependendo do seu ponto de vista, poderá acompanhar um dos muitos protestos que acontecem no local, ainda mais em um período político meio conturbado no país. Siga então para a sede do governo e visite a sala dos presidentes. (tempo estimado 1h30m).

Plaza de Mayo

Plaza de Mayo - Foto: Pedro Serra

El Calbido

El Calbido - Foto: Pedro Serra

San Telmo – Pelos meus cálculos, você já deve estar morrendo de fome, dependendo da hora em que começou o seu passeio. Siga então para o Casal de Catalunya, em San Telmo. O restaurante funciona no edifício do Centro Cultural da Comunidade Catalã, não tem letreiro na porta e você tem que tocar a campainha para entrar. Mas vai se surpreender quando o fizer. O lugar é lindo, diferente, e você pode apreciar excelentes tapas (tempo estimado 1h30m)
Casal de Catalunya – calle Chacabuco, 863. – San Telmo
Almoço nos finais de semana: 12h30/ 15h

Após almoçar, hora de fazer a digestão dando uma boa caminhada. Para isso, nada melhor do que passear pela feira de artesanato de San Telmo e suas bugigangas. (tempo estimado: depende de você, mas lembre-se que o relógio está correndo. Vou colocar 1h).

Recoleta – Hora de “see dead people”. Peça para o seu guia levá-lo ao bairro da Recoleta, onde se encontra o famoso Cemitério da Recoleta com as tumbas de Eva Perón, Carlos Gardel e outros personagens históricos da Argentina. No caminho, dê umas voltinhas pelo bairro chique, olhando os prédios. No cemitério, dê uma olhada no mapa para não se perder. O interessante aqui é que cada tumba é uma verdadeira obra de arte, e que, em muitas, os caixões ficam expostos (tempo estimado 1h, contando o passeio pelo bairro).

La Flor Gigante – entre um destino e outro, dependendo do caminho que você pegar, peça para o guia/taxista dar uma parada na Flor Gigante, uma bela escultura de metal que se abre durante o dia e, durante a noite, fecha e fica iluminada (vale dar uma passadinha para vê-la das duas maneiras).

La Flor Gigante

La Flor Gigante - foto: Pedro Serra

Monumento aos mortos na Guerra das Malvinas – o monumento lembra o dos americanos mortos no Vietnã, em Washington… um muro com o nome das pessoas. O interessante é que ele fica do outro lado da rua do ‘Relógio dos ingleses’. (tempo estimado:  15 minutos).

Monumento aos mortos na Guerra das Malvinas

Monumento aos mortos na Guerra das Malvinas - Foto: Pedro Serra

Calle Florida - a rua dos turistas. Cuidado com seus pertênces. Aqui há apresentações de artistas de rua e lojas. Não sou muito fã deste tipo de lugar, mas vale o passeio. (tempo estimado: 1h)

Museus – Com tão pouco tempo, quem vai querer ficar enfurnado em um museu? Pois bem, eu! Dependendo, claro, do que estiver em exposição. Quando eu estava lá, havia duas mostras, uma no Malba (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires), com Andy Warhol, e outra no Museu de Belas Artes, com Antônio Berni. Se tiver uma exposição assim, coloque na balança, pode valer a pena (tempo estimado: 2h, mas você vai ter que abrir mão de alguma outra coisa).

Malba - foto: Pedro Serra

Malba - foto: Pedro Serra

Bom, hora de voltar para o hotel, dispensar o taxi, tomar um banho, dar uma descansada e se preparar para o passeio noturno.

El Cuartito – ouve-se tanto falar na carne de Buenos Aires e eu, só para ser do contra, vou indicar uma pizzaria. Mas a El Cuartito é um caso a parte, não só pelas pizzas e empanadas (os pastéis de lá), mas também pelo clima. O local, com estilo cantina meio botecão e decorado com quadros e fotos de futebol e personalidades do tango, é frequentado por portenhos e turistas, que se aboletam nas mesas e comem até em pé nos balcões. É interessante ver o malabarismo dos pizzaiolos tentando servir todo mundo. Agradeço muito a Andrea, da Royal Holiday, que me apresentou o local aos 45 do segundo tempo, pouco antes de eu retornar ao Brasil (tempo estimado 1h30).
El Cuartito – Talcahuano, 937 – Recoleta

El Cuartito

El Cuartito - foto: Pedro Serra

Las Cañitas – Após saborear uma boa pizza, hora de tomar uns drinks, ver gente bonita e simplesmente curtir a noite. A rua Baez concentra diversos bares e restaurantes, com mesas na calçada e um vai e vem de pessoas de todas as espécies, cores e tamanhos. Se você não tiver gostado da dica da pizzaria e não dispensa comer uma boa carne, o La Fonda del Polo é uma boa opção de parrilla, o equivalente às nossas churrascarias. Se estiver em grupo, peça cada um um corte diferente de carne, para degustar todos os sabores da carne argentina.
La Fonda del Polo – Calle Báez, 301.

Assista ao vídeo do passeio:
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Veja todas as fotos no Flickr do Sem Destino

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Um dia no Malba com Antonio Berni e Andy Warhol

Posted on 12 February 2010 by Pedro Serra

Foram quatro dias em Buenos Aires, sendo dois deles praticamente inteiros dentro de um quarto de hotel. Nada como um pequeno problema de saúde para alegrar a viagem. Poderia ter blogado diretamente de lá, tempo não me faltou… mas, o que dizer? Que eu estava deitado, estirado na cama, cheio de dor nas costas a ponto de mal conseguir me mover? Achei melhor deixar para lá, baixar a temporada inteira de Heroes e relaxar (na medida do possível). Graças à Royal Holiday, empresa que me convidou para conhecer a capital argentina, tive algumas mordomias que me ajudaram nestes momentos difíceis, como pedir um sorvete de doce de leite (coisa que nossos hermanos são especialistas) na cama, ou um risotinho de camarão no meio da madrugada. Mas voltemos ao primeiro dia, pois a viagem começou promissora.

Malba - Buenos Aires - Argentina

Malba - Buenos Aires - Argentina

Após desembarcar e deixar as coisas no Hotel Panamericano, seguimos direto para o Malba, o Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, para ver uma exposição das obras de Andy Warhol. Passamos pela fila quilométrica na port graças à boa vontade de Andrea Hernandez, coordenadora de marketing da Royal Holiday na Argentina e que desempenhou – muito bem, diga-se por sinal – o papel de cicerone em nossa estada na cidade.

Mao Tsé-tung por Andy Wahrol

Mao é pop

A obra de Andy Warhol não é algo que me salte aos olhos, ainda mais hoje em dia, quando qualquer filtro de Photoshop faz o que ele fazia. O que me atrai em seu trabalho é a história de tudo aquilo, a transgressão, vanguarda. Há uma série apenas com retratos em preto e branco tirados naquelas velhas máquinas de 3 x 4. Imagens pequenas, sem cor, onde o artista Warhol serviu apenas na direção. Eu poderia ter juntado alguns amigos e feito o mesmo, certo? Poderia também ter feito outras séries de fotos exatamente como ele fez, ou mesmo colocar uma foto de uma lata de sopa Campbells, aplicar um filtro e ter os mesmos resultados que ele. Ou não? A diferença é que eu posso fazer isso agora, Wahrol fez isso antes. Que outro artista conseguiria transformar um retrato do líder comunista chinês Mao em uma figura de arte pop? A minha mulher compra latas de Campbell’s Soup aqui para casa, não porque ela goste da sopa, mas porque as acha bonitas. Elas ficam na prateleira durante um bom tempo e, quando começam a ficar velhas, são devidamente trocadas. São parte da decoração, são obras de arte, e é esse olhar sobre o que nos parece cotidiano que Warhol tinha.

Abaporu - Tarsila do amaral

Abaporu - Tarsila do amaral

Mas acabei mais impressionado mesmo com as obras da exposição permanente de museu, recheada de artistas brasileiros e com peças que havia estudado em algum momento da minha vida, e que agora podia ver ao vivo. Como o Abaporu, de Tarsila do Amaral, sobre o qual tanto li ao estudar o movimento modernista, ou a escultura O Impossível, de Maria Martins, que sempre achei linda.

Manifestación - Antonio Berni

Manifestación - Antonio Berni

Outro de meus favoritos que encontrei no museu foram os gordinhos de Botero. Poderia ficar o post todo falando sobre o que vi lá, mas iria cansar vocês. Basta dizer que havia quadros de Frida Kahlo (que não me apetece muito, principalmente os autoretratos), Lygia Clark, Di Cavalcanti, Emilio Pettoruti e muitos outros. Porém, quem mais me chamou a atenção foi um argentino que não conhecia (falha grave minha) chamado Antonio Berni e apresentado no museu em duas fases (desculpem, mas o meu conhecimento em arte não é grande o suficiente para dar nome a essas fases, mas diria que é um pós-construtivismo neo-abstrato pré-apocalíptico). Em uma, Berni mistura elementos reais, como sapatos, camisas e chapéis, com a sua pintura para criar uma imagem tridimencional. Em outra, abusa das cores, sombras e luzes para criar cenas realistas em que retrata o cotidiano de pessoas sofridas. Bem em frente a sua tela Manifestación estava a Festa de São João, de Candido Portinari. Eu e Lúcia Freitas, companheira de viagem e gargalhadas, perdemos um bom tempo ali, analisando e comparando as duas. Descobri depois que havia uma exposição de Berni no Museu de Belas Artes de Buenos Aires, e planejei uma visita, mas aí veio A Dor, o quarto de hotel, os sorvetes de doce de leite, Heroes… Dêem uma olhada neste site com os quadros de Berni e me digam se eu não tenho razão de ter ficado maravilhado.

À noite, seguimos para uma boa Parrillada, ou seja, fomos nos encher da excelente carne argentina. Bifes de Chorizo e sei lá mais o que, mas isso fica para o post sobre a comida em Buenos Aires… um capítulo à parte.

Serviço:

Malba – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires
Avenida Figueroa Alcorta, 3415
Site: www.malba.org.ar
Horários: de quinta a segunda e feriados, de 12h às 20h. Quartas até as 21h. Terças, fechado.
Preços: adultos, 18 pesos. Às quartas, 6 pesos.

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Malas prontas… a caminho de Buenos Aires

Posted on 06 February 2010 by Pedro Serra

Mi Buenos Aires querido...

Mi Buenos Aires querido...

Malas prontas… e lá vou eu. Mais uma vez a convite dos amigos da Royal Holyday, embarco em uma viagem para um país latinoamericano. Para quem só conhecia os países da Europa e Estados Unidos, duas viagens em menos de seis meses está bom demais. Tenho apenas que agradecer de eles sempre lembrarem deste humilde blogueiro. O roteiro que recebi também é animador, a começar pelo hotel onde ficarei hospedado. Se na viagem a Cancun fiquei em uma supermegasuite com varandão e hidromassagem em um luxuosíssimo hotel, não esperava menos desta vez. Pois bem, dei uma olhada no site do hotel Panamericano, onde ficarei desta vez, e só pela foto da piscina instalada no 23º andar do prédio com uma vista de toda a cidade, já me empolguei.

No primeiro dia, visitaremos o Museo de Arte Latinoamericano (Malba), onde estão obras de Frida Khalo e Diego Rivera, além do Abapuru, de Tarsila do Amaral. A exposição atual é com Andy Wharol. Neste passeio, terei a companhia da Lúcia Freitas, do blog Lady Bug Brazil e da Cely Carmo, representando a Burson-Marsteller, empresa de comunicação responsável pelas ações com os blogueiros brazucas. Para o programa da noite, um jantar em Las Cañitas, região boêmia com inúmeros restaurantes, onde se junta ao grupo a blogueira Andréia Lino, do Mundo Afora.

No dia seguinte, um café-da-manhã com um representante da Royal Holiday, onde falamos sobre a empresa e eu aproveito para treinar o meu espanhol, fazendo perguntas até encher o saco do pobre sujeito. Um parêntese aqui, a RH é uma empresa de time share, ou seja, você paga uma espécie de matricula e uma anuidade e tem direito a utilizar os hotéis do grupo durante um número específio de dias por ano, dependendo do seu plano. São mais de 180 destinos em terra e 3.000 cruzeiros pelo mundo para se escolher. Conheço poucas empresas que invistam tanto no relacionamento com a blogosfera quanto eles. Só no ano passado, foram duas viagens com seis blogueiros em cada. Este ano, os trabalhos começaram cedo, com essa inesperada viagem a Buenos Aires. E não é só aqui no Brasil que isso acontece não… blogueiros de outros países também são convidados a conhecer os destinos da empresa.

Mas, voltando ao roteiro… segue-se um city tour por Buenos Aires, um almoço em San Telmo e um passeio pela famosa feira de antiguidades do bairro. A noite acaba no bairro Palermo, o equivalente portenho ao Soho. Voltamos ao bairro no dia seguinte, durante o dia, para fazer compras e gastar um dinheirinho. O tão esperado tango fica para a segunda-feira, quando nos despedimos e nos preparamos para voltar. Eu ainda curto um pouco a cidade, pois meu voo só sai às 4h. Entre essas atrações que listei aqui, vou encaixando os meus passeios, e vocês acompanham tudo aqui, no Twitter (instalei até um aplicativo no meu BlackBerry só para atualizar sobre a viagem) e no Flickr do Sem Destino.

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Kuélap, a alternativa a Machu Pichu

Posted on 05 February 2010 by Pedro Serra

Entrada do Forte de Kuélap

Entrada do Forte de Kuélap

Machu Pichu está ilhada? tudo bem… Kuélap continua aberta, ensolarada e recebendo turistas. Se você não sabe do que eu estou falando, deixa eu explicar. Localizado no planalto ao norte do Peru, Kuélap é o segundo sítio arqueológico mais interessante do país. Para chegar lá, basta aturar uma viagem de 22h a 24h de ônibus saindo de Lima e com conexões em Chiclayo e Chachapoyas. O lugar era a casa do povo Chachapoya, ou ‘Povo das Nuvens’, do ano 800AC até o século 15, quando eles foram dominados pelo Império Inca.

Mas a jornada de ônibus é só o começo da viagem. Para chegar à monumental cidade, fortificada por pedras e localizada no topo de uma montanha, os visitantes têm que percorrer uma trilha por cerca de duas a três horas. A região oferece diversas opções de hospedagem em guesthouses nas vilas próximas, como a cidade de Tingo (a cerca de 10 quilômetros de Kuélap). Outra opção é a charmosa Estancia Chillo, com uma arquitetura em estilo fazenda. Os quartos ficam por volta de R$ 80 e cavalos com guias saem a R$ 40.

Albergue Estancia Chillo

Albergue Estancia Chillo

Com mais pedras que a Grande Pirâmide do Egito, Kuépal tinha uma populaçào de cerca de 3.500 residentes. O visitante entra no sítio através de três grandes portões – um antigo sistema de proteção indígena para forçar os inimigos a se organizar em filas, sendo mais facilmente atacados. Lá, você vai encontrar ruinas de mais de 400 habitações de formato circular, em bom estado, e uma torre de observação com uma bela vista dos arredores da cidade, cercada de broméloas e orquídeas selvagens.

Casa dentro do forte de Kuélap

Casa dentro do forte de Kuélap

Outra atração é o Sarcófago de Karajia, com seis estátuas de guerreiros chachapoya adornados com os esqueletos de seus inimigos. As construções escavadas nas montanhas e as belezas naturais, como o Rio Urcubamba e as dezenas de cachoeiras, complementam a lista de atrações deste destino menos conhecido, mas não menos emocionante, do Peru.

Sarcófago de Karajia

Sarcófago de Karajia

Assista a um vídeo sobre o local:

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Para roteiros, veja o site da Chachapoyas Tours

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O ‘alquimista da cozinha’ e seus picolés de caipirinha

Posted on 01 February 2010 by Pedro Serra

 

Ferran Adriá, chef do elBulli

Ferran Adriá, o 'alquimista da cozinha'

Se você gosta de caipirinha e da Espanha, não necessariamente nessa ordem, então esta novidade é para você. O conhecido chef espanhol Ferran Adriá, dono do premiado restaurante elBulli, em Roses, na Costa Brava, apresentou no congresso de gastronomia Madri Fusión um picolé de caipirinha (veja a receita aqui). O picolé é servido como parte de um aperitivo num copo com gelo picado nas bordas. O palito, de um centímetro de espessura, é cortado de cana de açúcar. Mas o grande diferencial está mesmo na técnica, onde os ingredientes – cachaça, raspa de lima e açúcar demerara – são congelados com nitrogênio líquido, em um procedimento desenvolvido por Adriá, conhecido internacionalmente como o ‘alquimista da cozinha’. Por último, o palito é salpicado com cristais de ácido cítrico granulado e servido no copo com gelo. O coquetel deve ser mastigado para se saborear a combinação dos elementos.

Cozinha do elBulli

Cozinha do elBulli, o 'laboratório de investigação de alta gastronomia'

 
Gostou? Então prepare o bolso porque, para saborear o drink comestível, você terá que ir ao elBulli. Escolhido por quatro anos consecutivos como o melhor restaurante do mundo pela Restaurant Magazine, o preço médio de um jantar individual por lá está em torno de R$ 1 mil. Além disso, você terá que se programa com bastante antecedência, pois o restaurante só funciona durante seis meses por ano e tem média de espera para reserva de quatro meses – são cerca de 8 mil vagas por ano, para uma demanda de um milhão de pedidos. Em 2010, o funcionamento será entre 15 de junho e 20 de dezembro.

Restaurante elBulli

A entrada do elBulli

 
Durante o congresso Madri Fusión, Adriá anunciou ainda que vai fechar o elBulli durante os anos de 2012 e 2013, transformando o local em um “laboratório de investigação de alta cozinha”, seja lá o que isso quer dizer. A ideia é reabrir em 2014 com ideias que revolucionem ainda mais a cozinha futurista de Adriá, que faz pesquisas em gastronomia molecular, estudando as micropropriedades de alimentos, espécies e ingredientes.
 
– Em 2012, o elBulli fará 50 anos e o momento exige novos desafios para terminar um ciclo para começar outro – explicou o chef.
 
O congresso Madri Fusión reúne vários dos melhores chefs do mundo e tem no restaurante D.O.M., do chef paulista Alex Atala, o único representante brasileiro.

Clique aqui e confira a lista dos melhores restaurantes do mundo em 2009.

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Turismo ferroviário pelo Brasil

Posted on 28 January 2010 by Pedro Serra

Serra Verde Express

Serra Verde Express

O trem é um dos meus meios de transporte favoritos – deve ser porque minha mãe trabalhou a vida inteira na Rede Ferroviária, A.K.A. RFFSA. Infelizmente no Brasil a qualidade do serviço não é lá das melhores. A exceção está nos trens turísticos, que remetem a um passado onde esse tipo de viagem era bem diferente dos vagões lotados de hoje em dia. Lembro de, ainda pequeno, fazer a viagem no Trem de Prata, que ligava o Rio de Janeiro a São Paulo, em um vagão leito, confortável, e que em nada ficava a dever aos trens que peguei na Europa. O passeio que fiz com a maria-fumaça entre Tiradentes e São João Del Rei está mais para passeio de parque de diversões, o que também não tira o charme da viagem. No último dia 18, porém, surgiu uma nova opção para aqueles que, como eu, gostam de sentir o chacoalhar de um vagão e o barulho constante da passagem sobre os dormentes. O Trem das Montanhas, na região de Domingos Martins, Espírito Santo, fez sua viagem inaugural partindo de Viana até a estação final no município de Marechal Floriano.

O trajeto leva cerca de duas horas, incluindo paradas em Domingos Martins e Araguaia, e passando por cachoeiras, rios, túneis e pela paisagem montanhosa da região, chegando a uma altitude de até 540 metros acima do nível do mar. Diferentes culturas podem ser apreciadas pelos viajantes – açoriana em Viana, alemã em Domingos Martins e italiana em Marechal Floriano. O trecho é atualmente usado apenas para o transporte de cargas durante a semana, e as saídas de turismo estão marcadas para acontecer aos sábados, domingos e feriados, com cerca de três viagens por dia. Está em estudo ainda a possibilidade de uma saída noturna às sextas, com uma parada para jantar.

Os pacotes divulgados esta semana pela Serra Verde Express, empresa que administra a linha, terão programas para diferentes públicos. No mais barato, de R$ 198, o roteiro de um dia inclui uma visita à sede de Domingos Martins, rua de lazer e Casa da Cultura, além de um almoço na Pousada Opashaus e uma visita com guia especializado à Cascata do Galo. O circuito Pedra Azul com Venda Nova do Imigrante, custa R$ 245 e dá direito a almoço no Aroso Paço Hotel ou no restaurante Chez Domaine. O trajeto passa pela Rota do Lagarto, Fjordland e Sítio Ronchi. Quem quiser o pacote com rafting no Rio Jucu vai desembolsar R$ 434. Há ainda pacotes até Vila Velha, com pernoite.

Trem Great Brazil Express

Great Brazil Express

A Serra Verde Express também é responsável por outros roteiros que estão na lista de qualquer amante do turismo ferroviário. Um deles é o Great Brasil Express, o primeiro trem de luxo do Brasil que, em seu trajeto entre Curitiba e Cascavel, passando pela Serra do Mar, “promove uma nostálgica viagem aos áureos tempos da riqueza, do refinamento e do bom gosto”. Os roteiros podem durar entre três e sete dias, dependendo das paradas, e incluem uma visita às cataratas de Foz do Iguaçu. O roteiro de três dias, entre Ponta Grossa e Cascavel, sai por R$ 4.249, incluindo hospedagens em quarto duplo e city tours. Já o roteiro de sete dias, de Curitiba a Foz do Iguaçu, sai por R$ 6.910. Os preços valem até abril de 2010. (clique aqui para ver os roteiros, preços e datas – em PDF)

Great Brazil Express

Vagão do Great Brazil Express

Outro passeio de trem imperdível é o da Pantanal Express, que faz um percurso de 220 km entre Campo Grande e Miranda. São aproximadamente sete horas viajando pelas belas paisagens pantaneiras. O preço pela viagem completa fica em R$ 77, mas, se você preferir o conforto de um camarote, vai ter que desembolsar R$ 100 por cabeça em acomodações para quatro ou oito pessoas.

Assista ao vídeo do passeio:
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Ilhados em Machu Pichu

Posted on 27 January 2010 by Pedro Serra

Turistas ilhados em Machu Pichu - Foto: Roxabel Ramon / Diario El Comercio

Turistas ilhados em Machu Pichu - Foto: Roxabel Ramon / Diario El Comercio

Quando vejo esses quase dois mil turistas presos pelas chuvas em Machu Pichu, fico me perguntando como os incas construiram aquela cidade, escondida, a uma altitude de 2,4 mil metros de altitude. Para chegar lá, o viajante de hoje possui opções que os caras do século XV não tinham: pode-se pegar um trem saindo de Cuzco, e enfrentar quatro horas saculejantes, ou seguir em um helicóptero, em 30 minutos de um passeio espetacular. Mas, em ambos os casos, o destino será Águas Calientes, de onde se pega uma van por mais meia hora em estrada sinuosa. A opção dos pobres incas na época eram as trilhas, sendo que a mais curta leva cerca de dois dias. Em alguns casos, esses caminhos podem passar por altitudes ainda maiores, de até 4 mil metros.

Tenho muita vontade de ir para lá, fazendo o caminho mais difícil. Cheguei a estudar o roteiro, conversei muito com um amigo que foi, mas acabei optando pelo conforto dos albergues europeus. Azar o meu, pois agora deve levar um tempo até as coisas se normalizarem por lá. Até esta quarta-feira, 400 turistas ilhados pelas chuvas já haviam sido retirados em helicópteros, mas ainda restavam cerca de 1,5 mil. Um casal de brasileiros optou pelo caminho mais difícil (que, na minha opinião, com pessoas sem comida e lugar para dormir, é na verdade o mais fácil) e caminhou os 40km de trilha até Cuzco. Os mineiros Lussara Drummong e Maurício Krieger encontraram um guia por acaso e seguiram com um grupo por uma trilha por 12 horas até Ollantaytambo, de onde seguiram para Cuzco de trem e depois para Lima, de onde tentariam um voo para o Brasil, segundo relato de Daniela Procópio, irmã de Lussandra.

– Eles relatam que por conta da dificuldade e do perigo as pessoas preferem não sair da região por essa alternativa e esperam pelos helicópteros, que não são suficientes para transportar os 2 mil turistas que lá estão. Por muita sorte escaparam com vida, porque conseguiram caminhar estes 40 km a uma altitude de quase 4 mil metros – afirmou Daniela ao site Terra.

Até esta quarta-feira, já tinham sido registradas 10 mortes causadas pelas chuvas. As últimas foram de uma turista Argentina e um guia peruano que percorriam o Caminho Inca, que leva a Machu Pichu, e foram levados pela enchente. Conforme alguns relatos que ouvi de amigos viajantes e na internet, esta é a pior época para se viajar para lá. As chuvas são uma constante e as trilhas são  fechadas muitas vezes. Chega a ser uma irresponsabilidade que estivessem abertas, já que, mesmo com tempo bom, tudo pode mudar rapidamente, como aconteceu.

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Dicas de uma brasileira em Paris

Posted on 22 January 2010 by Pedro Serra

Estou fazendo um curso de Marketing Digital e, entre uma análise de SEO e outra, descobri uma blogueira com excelentes dicas sobre Paris. É uma pena que ela montou o blog, fez cinco posts e depois desistiu de tudo. Tendo morado na Cidade Luz, Débora realmente tem muito a nos ensinar sobre a cidade. Para tentar empolgá-la a voltar a escrever, reproduzo aqui algumas das dicas dela:

Ruinas em frente à Notre Dame, Paris

Ruinas galo-romanas em frente à NotreDame

O acesso a estas ruinas fica naquele pátio onde admiramos a frente da Notre Dame. À principio mais parece uma escada que dá acesso a uma garagem. Mas voilà! Eis que você chega num sítio super bem cuidado e que conta a históia de Paris desde os tempos em que a cidade se chamava Lutecia… Muito bom se você gosta de história!

Canal Saint Martin, Paris

Passeio no Canal St.Martin

Outro passeio comum em Paris é pelo Rio Senna, embarcando em uma das opções de Navettes.
No entanto, há uma opção de passeio um pouco diferente… Certo dia, ainda no outono, nos deparamos com um passeio que seguia pelo canal St Martin… Inclusive por debaixo da terra!! Isso mesmo, com direito a eclusa e tudo. Os mais aventureiros poderiam gostar de conferir o passeio, que se chama: 2½ hours cruise on the canal Saint Martin and the Seine.
Mais informações no site da empresa: www.pariscanal.com

O verso da Notre Dame, Paris

O verso da Notre Dame

Todo mundo visita a Notre Dame, claro. É imperdível. Mas pouca gente já reparou como ela é linda 360 graus!
Caminhando para os fundos, encontramos uma pracinha acolhedora e bem tranquila…
A foto anexa é do outono.

Giverny - a cidade de Monet

Giverny, cidade de Monet

A 40 min de Paris você pode descrobrir um lugar maravilhoso. Quando eu estive lá, achava que em pouco tempo poderia fazer a visita e retornar. Mas não, há muito mais na cidade onde morou Monet do que sua casa… Vale a pena reservar o dia para ir até lá.
Para chegar: descer gare Saint-Lazare em Paris, pegar a saída “Grandes Lignes” e comprar um bilhete para a estação de Vernon, que fica na linha Paris / Rouen / Le Havre. A viagem dura em torno de 45 minutos. Na estação de trem de Vernon, há um ônibus que leva até Giverny. Além da casa de Monet e seu lindo jardim, tem também o museu de Vernon e um museu de arte impressionista americana, além de várias paisagens e locais pitorescos.
Importante ficar de olho nos horários dos trens e ônibus e também para o horário de funcionamento da casa de Monet, que não abre no inverno…
Funciona diariamente de abril até outubro, das 9:30 às 6:00 PM. Mais informações: http://giverny.org/

Ponte des Arts

Ponte des Arts

Esta ponte é especial porque nela não passam carros… Você pode fazer um picnic, tomar um vinho ou simplesmente sentar e contemplar o rio Senna… Impossível se cansar de fazer isso…

Centre Pompidou

Por do sol no restaurande do Centre Pompidou

Linda vista! Vale a pena pegar o elevador que fica do lado esquerdo da entrada e subir até o último andar. Você pode tomar um café ou um vinho, se não quiser gastar muito, pois o local é meio caro…
De lá é possível ver quase toda a cidade. Imperdível!!!

Se você gostou das dicas da Débora, dê uma passado no blog abandonado dela e deixe um comentário tentando convencê-la a voltar a escrever

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Leitor do Sem Destino comenta o réveillon em Florianópolis

Posted on 06 January 2010 by Pedro Serra

Como, infelizmente, ainda não tive a oportunidade de passar o réveillon em Florianópolis, mandei emails para meus fiéis leitores do Sem Destino perguntando como foi a festa por lá. A minha grata surpresa veio no email do amigo André Varanda, que deu uma de correspondente de guerra e me mandou um texto completo que vocês conferem a seguir:

“Pode-se dizer que o reveillon de Florianópolis é dividido em duas partes – a primeira, famílias e pessoas mais velhas que vão até a Avenida Beira-mar curtir a queima de fogos na ponte Hercílio Luz e a segunda parte de jovens e pessoas que estão procurando agitação, que se dirigem a praia de Jurerê Internacional.

Ao contrário das expectativas Jurerê não estava completamente parada e com transito caótico. Era possível trafegar em 15 ou 20 minutos desde a saída na estrada até encontrar um lugar para parar o carro. Claro, as ruas estavam tomadas por pessoas e carros, o que fazia as vagas mais próximas à praia estarem esgotadas. O ponto positivo é que em qualquer lugar que se fosse parar o carro, nenhum flanelinha (guardador de carros) era encontrado.

Já na areia a praia estava completamente lotada, em uma rápida caminhada desde o Parador 12 (P12) até o club Taikô, foi possível constatar este fato. Pessoas com tendas de camping ocupavam os espaços mais privilegiados da praia, restando aos “foliões” que estavam “a pé”, as partes mais próximas ao mar.

Com certeza em toda a extensão de 2 km da praia o club Taikô comandava de longe a festa. As pessoas se aglomeravam em volta ao club que retribuía com um grande som eletrônico animando o pessoal. Dentro do club era possível ver muitas pessoas famosas. A bagatela para curtir o club Taikô naquela hora era de R$1.200. ´

O Parador 12 por sua vez, até meados de meia noite coloca um som mais baixo, quase inaudível  as pessoas da praia. Não ficando muito atrás o Parador colocava o preço na porta de R$1.000 para quem quisesse adentrar o club naquele momento.

A queima de fogos em Jurerê Internacional, fica por conta de alguns grupos de pessoas, não existe uma queima oficial, então cabe aos mais empolgados fazerem suas próprias baterias de fogos.

Por volta da 01:00 da manhã, as pessoas começam a evacuar o local e dirigir-se a suas próprias festas (Reveillon Boutique, Shine, Pacha, El Divino, etc.). A festa que compareci foi a Pacha.

Sem muito transito e maiores problemas para chegar ao local, foi constatado que o estacionamento estava parcialmente alagado, devido às chuvas daquela tarde. Fazendo com que em medida de emergência, novas vagas de carros fossem abertas, o que causou um pouco de confusão para se parar o carro.

A festa em si, nada a reclamar, open bar de respeito como prometido. O mais surpreendente foi à eficiência no bar, fazendo com que as pessoas não ficassem nem cinco minutos para pegar suas bebidas. Ao contrario por exemplo do P12, alguns dias antes, que sofria com os bares lotados e com poucos funcionários no atendimento.

Muita gente bonita, um som que apesar de não contar com nenhum DJ renomado, não deixou a desejar ao que por exemplo tocava no Taikô horas antes. Enfim, dinheiro bem gasto.

Após a saída do club Pacha por volta das 06:30 da manhã, resolvemos ver qual era o estado da praia em Jurerê Internacional. Encontramos o Taikô e P12 fechados, ao contrario do Café de La Musique que ainda estava em tempos de fim de festa. A praia estava suja, mas dentro das expectativas. Um batalhão de limpeza fez seu trabalho em pouco tempo, deixando em poucas horas a praia praticamente limpa novamente.

Em resumo pode-se dizer que o Reveillon de Florianópolis agrada gregos, troianos, romanos, turcos, etc. Aos que gostam de agitação, opções ao longo de toda a Ilha não faltam, seja esta dentro de um club ou com os pés na areia. Já para aqueles que gostavam de ficar mais tranqüilos, o centro oferece boas opções, com bares e restaurantes funcionando. Alem é claro da tradicional queima de fogos”.

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Carnaval 2010 – Os blocos de rua de São Paulo

Posted on 04 January 2010 by Pedro Serra

O réveillon mal acabou e já vamos falar do carnaval… de São Paulo. Pois é, não é só Rio de Janeiro e Salvador que têm folia, não. A Terra da Garoa, além dos desfiles das escolas de samba, tem uma programação animada de blocos carnavalescos.

Confira a programação:

Banda Bantantã – 5 de fevereiro, sexta-feira

O bloco desfila pelo Butatã, na Zona Oeste, às 21h, mas a concentração começa bem mais cedo, às 16h, na esquina da Avenida Waldemar Ferreira com Rua Desembargador Armando Fairbanks.

A Banda Bantantã foi fundada em 1979 por funcionários da Universidade de São Paulo (USP) frequentadores dos bares da Avenida Waldemar Ferreira.

Percurso: Rua Desembargador Armando Fairbanks, Av. Vital Brasil, Rua Estevão Lopes, Rua Gaspar Moreira, Praça Monte Castelo, Rua Romão Gomes e Av. Lopes, Rua Gaspar Moreira, Praça Monte Castelo, Rua Romão Gomes e volta para a Av. Waldemar Ferreira. O bloco faz duas vezes o mesmo percurso.

Banda do Candinho – 10 de fevereiro, quarta-feira

O percurso passa pelas ruas da Bela Vista e do Bixiga, no Centro. A concentração começa às 17h, na esquina das ruas Santo Antônio e 13 de Maio, no Bixiga. O desfile deve começar por volta das 21h.

A Banda do Candinho foi fundada em 1981 e tinha como objetivo divulgar a festa pré-carnavalesca de São Paulo. Um dos destaques da banda é o show de mulatas.

Percurso: Rua Santo Antônio, Rua Martinho Prado, Rua Martins Fontes, Rua da Consolação, Rua Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, Teatro Municipal, Rua Conselheiro Crispiniano, Largo do Paissandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, Av. São Luiz, Viaduto 9 de Julho e Rua Santo Antônio até a esquina da Rua 13 de Maio.

Banda Grone´s – 07 de fevereiro, domingo

A concentração começa às 13h na Rua Dr. Saturnino Vilalba, na altura da Praça Lions, de onde o bloco parte, por volta das 16h, para o seu percurso pelas ruas do Tremembé, Zona Norte.

Chamado de Grêmio Cultural e Esportivo Grone’s, o bloco desfila há nove anos pelas ruas do Tremembé, mas durante todo o ano mistura futebol e samba em um casamento animado.

Percurso: Rua Dr. Saturnino Vilalba, Rua Mártires Armênios, Rua Georgi Michel Atlas, Rua Alcindo Bueno de Assis e Rua Lavinia Pacheco e Silva.

Banda Redonda - 08 de fevereiro, segunda-feira

Os foliões se concentram a partir das 19h no encontro das ruas Theodoro Baima e da Consolação com a Avenida Ipiranga. O desfile começa às 21h.

A Banda Redonda completa 31 anos de existência no início de 2010. foi fundada por atores e profissionais de teatro e cinema e costuma desfilar toda segunda-feira que antecede o carnaval.

Percurso: Rua Theodoro Baima, Rua da Consolação, Rua Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, Teatro Municipal, Rua Conselheiro Crispiniano, Largo do Paissandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República e Rua Theodoro Baima.

Bloco Classe A – 06 de fevereiro, sábado

O desfile pelas ruas da Barra Funda, Centro, está marcado para as 15h, mas a concentração começa ao meio-dia em frente ao número 295 da Rua Souza Lima.

Fundado em 1979, o bloco Classe A nasceu nas proximidades da Praça Marechal Deodoro, na região central, em um terreno baldio onde os moradores jogavam bola. O Classe A nasceu como time, mas como os jogadores gostavam de samba, resolveram criar o bloco carnavalesco.

Percurso: Rua Souza Lima, Rua Barra Funda, Alameda Eduardo Prado, Praça Marechal Deodoro, Rua General Olímpio da Silveira, Rua Mário de Andrade, Rua Lopes Chaves, Rua Camaragibe, Rua João de Barros, Rua Brigadeiro Galvão, Rua Conselheiro Brotero, Rua Barra Funda e Rua Souza Lima.

Bloco da Ressaca – 06 de fevereiro – sábado

O bloco desfila pelas ruas do Cambuci, entre a região central e a Zona Sul. A saída está marcada para as 16h30m, e a concentração, no Largo do cambuci, para as 14h.

O Bloco da Ressaca foi criado em 1984 por um grupo de amigos que costumavam frequentar um tradicional restaurante do bairro. Desde então, o bloco sai no sábado que antecede o carnaval e leva fantasias feitas pelos próprios participantes. Em 2010, a organização espera reunir uma banda com 40 metais e uma bateria com 50 percussionistas.

Percurso: Largo do Cambuci, Rua Luiz Gama, Rua Cesário Ramalho, Rua dos Alpes, Rua Gerônimo de Albuquerque, Rua Barão de Jaguará, Rua Silveira da Motta, Rua Justo Azambuja e Rua Lavapés até o Largo do Cambuci.

Banda do Trem Elétrico – 12 de fevereiro, sexta-feira

O bloco da Banda do Trem elétrico vai desfilar a partir das 21h pelo bairro da Consolação, no Centro. A concentração será às 19h na Rua Augusta com a Rua Luiz Coelho, próximo à estação Consolação do Metrô.

A banda foi fundada em 1981 por metroviários que costumavam se reunir na área de lazer do pátio do estacionamento do metrô Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo. Com a chegada de mais funcionários, amigos e simpatizantes da banda, a agremiação carnavalesca cresceu e passou a desfilar pelo centro de São Paulo. Após o desfile, os participantes pegam um ônibus fretado e vão continuar a festa na Quadra dos Metroviários, no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.

Percurso: Rua Augusta, Rua Martins Fontes, Rua Xavier de Toledo e Praça Ramos de Azevedo.

Bloco Umes Caras Pintadas - 11 de fevereiro – quinta-feira

É o bloco oficial da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES SP). O desfile percorre algumas ruas dos bairros da Bela Vista e do Bixiga, na região central de São Paulo. Em 2010, o desfile começará às 19h da quinta-feira, dia 11 de fevereiro. A concentração será às 17h, no número 323 da Rua Rui Barbosa.

O bloco foi fundado em 1994 pela diretoria de cultura da entidade. O desfile pelas ruas do Centro de São Paulo tem como objetivo manter a tradição do carnaval entre os estudantes paulistanos.

Percurso: Rui Barbosa, Rua Santo Antônio, Rua 13 de Maio, Viaduto Armandinho do Bixiga e Rui Barbosa.

com informações do G1

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