Ontem, o Rio parou. As principais vias da cidade alagaram, os rios transbordaram, os bueiros entupiram, as encostas deslizaram e nós, cariocas, sofremos. Eu cheguei em casa, na Zona Sul, são e salvo, aproveitando um breve intervalo entre duas trombas d´água, mas os relatos do pessoal aqui do jornal que tentou seguir para a Zona Norte são de arrepiar. Pessoas que dormiram no carro, que só chegaram em casas às 7 horas da manhã, que dormiram no trabalho, fugiram de arrastões, carregaram pessoas nos ombros.
No caminho para casa, parecia que tinham decretado o Dia Internacional da Bandalha. Ônibus na contramão em uma das principais vias da cidade, carros nos canteiros, semáforos ignorados, pessoas dirigindo de ré.
No dia seguinte, o Rio parecia uma cidade fantasma. Vim para o trabalho admirando os estragos causados pela chuva, a lama no meio das ruas, os bueiros ainda jorrando água e as ruas, vazias, comércio fechado, ônibus sem ninguém. Na redação, as pessoas continuam chegando no decorrer do dia, cada uma com uma história para contar. E hoje, ainda tem mais previsão de chuva.
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