Festivais Bizarros: o vovô congelado e uma ode ao pênis

Posted on 16 March 2010 by Pedro Serra

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Começo este mês uma nova área aqui no site. Já que os meus posts sobre lugares diferentes fazem tanto sucesso, vou apresentar para vocês alguns festivais diferentes ao redor do mundo. Alguns estão no topo da minha lista de ‘coisas para fazer antes de morrer’, outros servem apenas como curiosidade e objeto de estudo da estupidez humana.

O mês de março já está na metade, mas ficam duas boas dicas para você se programar para o ano que vem:

Hounen matsuri – Komaki, Japão

15 de março

Yakudoshi carregam o falo gigante - foto: Jon Davies

Yakudoshi carregam o falo gigante - foto: Jon Davies

Foto: Jon Davies

Foto: Jon Davies

Pelas fotos, acho que eu nem preciso explicar muito. Este festival da fertilidade é uma ode ao pênis. Só aqui você vai encontrar exemplares medindo até três metros em extensão. Este, inclusive, é carregado, com toda a pompa, por cerca de 12 homens de 42 anos (yakudoshi), pois esta é considerada uma idade azarada para os japoneses. Logo atrás, um grupo de mulheres risonhas vem carregando membros menores, de cerca de 60 centimetros. Originalmente, estar mulheres teriam que ter 36 anos, a idade azarada para elas por lá… mas o que se vê são meninas e senhoras de todas as idades carregando aquelas coisas enoooooormes pelas ruas. Os espectadores são incentivados a olhar, tocar e acariciar os membros, pois eles trariam sorte. O fim da procissão é marcado por um banner vertical gigante com um desenho impressionantemente bem detalhado e anatomicamente correto de um pênis ereto.

Nas lojinhas da cidade, você poderá encontrar pirulitos (sugestivo, não?), chaveiros e os mais variados tipos de esculturas tendo como tema o grande homenageado do dia.

Fotos – Jon Davies

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Frozen Dead Guy Festival – Nederland, Colorado, EUA.

Frozen Dead Guy

Frozen Dead Guy

Primeiro fim de semana de março

A história de como surgiu este festival talvez seja melhor do que a festa em si. Em 89, um noruegues chamado Trygve Bauge levou o corpo de seu amado avô, Bredo Morstol, para os Estados Unidos, onde o congelou em nitrogênio líquido em uma empresa de criogenia. Em 1993, Bauge levou o corpo do avô para casa, montou seu próprio equipamento, agora com gelo seco, e deixou ele lá, até que foi deportado por extrapolar o visto. A mãe dele, Aud, continou com a insanidade até que um repórter descobriu tudo e contou às autoridades. Desde então, uma lei proíbe este tipo de coisa (ou seja, manter uma pessoa morta congelada dentro de casa), mas foi aberta uma excessão para Bredo, que recebe gelo novinho toda semana e ganhou, a partir de 2002, um festival anual só para ele.

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As atividades que fazem referência a “Grandpa Bredo” são bem divertidas: corridas de caixões, desfiles em ‘camera lenta’ e um mergulho no rio Colorado (que nesta época do ano não é muito diferente de uma máquina de criogenia). Há também uma mostra do documentário “Grandpa Bredo”, contando a história do homem congelado. Este ano o evento ainda marca a volta dos passeios guiados à casa onde o homem congelado fica, digamos, hospedado. A família havia vetado o tour em 2005, um pouco insatisfeita com o festival, mas parece ter relaxado.

Veja a série ‘Lugares diferente’:

Hotéis para quem não é claustrofóbico

Restaurantes onde a comida não é a atração principal

Hotéis de gelo: para quem acha que o frio é psicológico

Plataformas para quem não tem medo de altura

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